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… A caminho do Festival (Agora é que são elas!)

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… Estão escolhidas as quatro apresentadoras do Festival da Eurovisão da Canção. Parece-me uma boa escolha, uma escolha óbvia, porque à excepção de Daniela Ruah não há surpresa. Isto não é necessariamente mau, é o que é, e muitas vezes vale mais jogar pelo seguro do que arriscar e sair uma coisa menos bonita. Ainda assim, quando olho para a história do festival vejo que outros nomes poderiam juntar-se a elas. Era só isto que gostava que se percebesse. Ana Zanatti, por exemplo, faz parte da história deste festival. É uma profissional de mão cheia, não envergonha ninguém e daria a nota de maturidade que também acho importante (como espectador). Tentar marcar pela diferença ao juntar quatro mulheres em palco não sei se é exactamente uma pedrada no charco. Iremos avaliar o inglês de cada uma, as roupas que vão usar e o bem que irão ler o teleponto, com pouco espaço de improviso. Mas apetece-me perguntar se não existiam homens que se pudessem juntar? Eu acho que sim. Temos um Herman José na RTP (só para se falar da RTP), que domina muito bem o inglês, tem noção imediata de improviso e toda a gente lhe reconhece o mérito e a capacidade. Por outro lado, num registo oposto, temos o Pedro Granger, que deve ser a pessoa que mais sabe do certame no nosso País. Isto porque, para mim, esta coisa de se dizer que Portugal escolhe quatro mulheres para apresentar o Festival porque assim junta a sua voz à força que as mulheres têm e à luta que na actualidade está tão firme e forte (e ainda bem) parece-me demagogia pura. As coisas são o que são e neste caso foram escolhida três caras da RTP e a actriz Daniela Ruah, que terá capacidade de reagir a algum improviso na língua estrangeira, porque a domina perfeitamente, o que aliás também acontece com Filomena Cautela. É isto! Não é mais que isto e a vontade de que juntas façam um trabalho de que todos nos orgulhemos.

 

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