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… A carta para Bárbara (Que eu não publicaria)

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… Vamos, antes de qualquer coisa, perceber e deixar claro que detesto atirar pedras à imprensa, que é o meu ganha-pão e que merece o maior respeito de todos. Seja ela qual for. Eu não sou dos que considera que existe uma imprensa de primeira e outra de segunda. Eu sou dos que acha que existe bom e mau jornalismo em qualquer área de comunicação, da mesma forma que não considero que, pela minha opinião ser diferente do que se publica, isso faz de mim melhor e a publicação pior. Não mesmo! Partindo deste princípio, vamos ao assunto e tentemos perceber que Bárbara Guimarães, antes de ser celebridade ou ex-mulher de alguém, é uma mãe. Uma mãe que, por estes dias, viu a sua intimidade invadida até ao mais ínfimo detalhe numa carta escrita pelo filho que foi, em parte, publicada pela revista TV Guia. É preciso especial atenção também a isto: um e-mail que está nos autos do processo e que foi agora tornado público. Ou seja, não foi uma pessoa que entregou a carta para ser publicada, no máximo pode ter sido chamada a atenção para a sua existência. Mas a verdade é que a dita carta está nos autos do processo que a TV Guia consultou como os poderia consultar eu ou outro profissional qualquer, porque estamos numa espécie de selva mediática onde muitas vezes achamos que podemos ferir de morte. Não vou questionar se é verdade a carta – acredito que o seja – mas também consigo perceber que existem muitas nuances sobre ela. O que questiono aqui é se faria sentido ser divulgada publicamente? Penso que não! Isto é fazer mal por fazer. Não é informar. O que está naquela carta interessa ao pai, à mãe, ao filho e, no limite, interessará ao tribunal na hora da decisão. Aos leitores de uma revista não importa, e por muito curiosos que sejam – como eu sou! – se tiver de escolher entre ler uma carta escrita por um menor, num momento de revolta emocional ou poupar a humilhação pública de uma mãe, não hesito: poupo a mãe! Sei que em outros países a prática da publicação nem se pensaria, mas eu  – no papel que tenho – não o faria.

 

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Foto: site Caras