CLÁUDIO AJUDA-ME

… Estamos e parabéns! (Obrigado a todos!)

Por
… O Passadeira Vermelha é talvez em Portugal o único programa de comentário e atualidade feito com a espontaneidade que mais nenhum tem e com a graça de comentários que só ali se conseguem ouvir. Graça e credibilidade. Com o Passadeira eu ganhei um novo público e ainda mais a certeza de que, para se fazer bem este género de televisão, precisamos de muita ginástica. Eu não sou ali um comentador no verdadeiro sentido da palavra. Eu sou um ‘artista de circo’, que durante hora e meia oscila entre a absoluta credibilidade do que diz e a loucura de um vaipe qualquer que cativa o espectador. Até aparecer o Passadeira, não era comum vermos pessoas falarem descontraidamente dos assuntos como nós o fazemos, e até aparecer o Passadeira era menos comum ainda ver gente dizer sem pudores que trocava uma novela para estar na companhia de assuntos tão ligeiros que aliviam o dia. O programa é leve? Claro que sim! Mas não é fácil, porque ‘alimentar’ um programa de hora e meia todos os dias, que mantenha o público atento, não é tarefa fácil, muitas vezes chego cansado, dispo-me de tudo e ‘bola para a frente’. Sou Eu e o meu telefone, em linha directa com os protagonistas ou com as birras que faço quando não levo a minha razão em frente. Muitas vezes não tenho razão. Adoro ver os olhos da Liliana a ‘picarem-me’ na expectativa de eu mudar de opinião acerca de uma coisa que eu sei que ela tem razão, mas sei também que há alguém em casa que pensa como Eu. Serei o mais louco dos comentadores? Claro que sim, mas criou-se uma dinâmica absolutamente fundamental para que algo deste género funcione mesmo. Interacção verdadeira, sem panos quentes nem vontades de agradar. Eu grito, pulo, levanto-me, represento, canto (mal, mas canto), danço… eu gosto de fazer coisas diferentes sempre que me passa pela cabeça, porque já que a Passadeira Vermelha está estendida, então cabe-me aproveitá-la da melhor maneira, para que se divirtam em casa. E eu sei que se divertem! O programa, que está no ar desde o começo da SIC Caras, que faz hoje quatro anos, é um desafio brutal e constante. Mesmo brutal, mas um orgulho. A concorrência é feroz, mas eu sinto-me um vencedor por estar ali no meio de uma equipa que pode ser pequena, mas é trabalhadora, capaz, competente e paciente… porque chato como Eu sou, nem todos aguentariam. Que se estenda a Passadeira a  vocês, que fazem de nós a companhia todas as noites. Obrigado, por não nos falharem 😉

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