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… É perigoso o jogo da imprensa (Mas o Morgado é uma rara excepção!)

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…  O tema é delicado, o jogo difícil de seguir, mas a coerência tem que servir de bitola. Eu trabalho com a imprensa, ao lado da imprensa, e serei o primeiro a dizer que ela faz o seu trabalho porque é preciso ser feito, que é uma indústria e que durante anos andámos a brincar ao famosos e às revistas cor de rosa no Portugal dos pequeninos. Há que definir muito bem quem está de um lado e de outro. Há que deixar claro quem entra no jogo para jogar ou apenas por conveniência. O mal é que em Portugal a maioria entra por conveniência sem saber sequer os ‘riscos’ que corre, porque o imediato é receber um perfume, uma bonita fotografia, uma produção, uma viagem de oferta… Isso são outras conversas, é outro tipo de gente. A tal gente que alimenta, e que ainda bem que o faz. Para eles, para mim, para a imprensa, para todos em geral. Mas há excepções. Raras. Daqueles que se mantém fiéis à sua maneira de ser, e com o caminho muito bem definido. Diogo Morgado, que conheço há anos muito bem, é uma dessas raras pessoas que sabe exactamente que a única coisa que deve ser pública e exposta na imprensa é a sua profissão. Foi assim que desde sempre estabeleceu as regras do jogo. A imprensa fazia a cobertura da sua vida profissional, ele seria generoso com a imprensa. Uma troca justa. Acho, por isso, tremendamente injusto o que se fez ao Diogo no caso da suposta relação que tem com a actriz Joana de Verona. Não conheço a Joana, não conheço sequer se a relação é verdade ou mentira. Acho é que qualquer pessoa tem o direito de resolver as coisas no tempo certo sem ver exposta a sua intimidade, quando não fez nada para isso. Reparem: se estivéssemos a falar de alguém cuja carreira tenha sido feita paralelamente com trabalho em televisão e romances na imprensa (temos milhões de exemplos disso), compreendia-se, era justo que assim fosse. Neste caso, acredito que não foi justo. Que o Diogo não merecia, que a mulher dele também não. Não vou julgar emoções nem sentimentos, porque nunca foram expostos mediatamente. Vou dizer que, nesta situação, a mim parece que foi causar mal estar só porque sim. E apesar de ser um jogo perigoso de jogar, há regras que devem ser respeitadas – de um lado e outro – se são estabelecidas desde o começo. Não há direito de se invadir a vida de ninguém, se antes não lhe derem autorização. Espero que se perceba isto. Para o bem de todos.

 

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