CLÁUDIO AJUDA-ME

… Segue à letra.( Não te vais arrepender)

Por

… Li algures esta frase o outro dia e fez-me todo o sentido. Talvez, se a tivesse lido há um ano ou mais lhe tivesse passado os olhos por cima e esquecido no frame seguinte. Mas hoje, e cada vez mais, acho que a frase é certeira e define muito do que somos ou, pelo menos, do que devemos tentar ser. Muitas vezes não estamos atentos, alerta, a olhar para o lado certo, porque  a vida nos toma demasiado tempo e no tempo que nos sobra, quase sempre, estamos tão atrasados no resto que o preenchemos a meter o tal ‘resto’ em dia. Sou da opinião – mas isto é de sempre – que não devemos deixar nada por dizer. Mesmo que nos pareça um absurdo devemos fazê-lo. Com a idade percebi que tudo se pode dizer, depende só do momento e da forma como o fazemos. A verdade é a nossa maior arma – e não plagiei isto do discurso da Oprah, que ando a dizê-lo há mais de vinte anos 😉 Por outro lado, o tempo também me ensinou a relativizar muito o que não importa, exactamente porque se não há tempo, porquê gastar o pouco que sobra com coisas que não passam de ‘sobras’. O importante, que é também o que nos dificulta, é encontrar o equilíbrio entre o que acrescenta e o que sobra. O que sobra não presta, está a mais. O que acrescenta é sempre de preservar, fazer tudo por isso até continuar a acrescentar  e a fazer sentido. Escrevo isto porque a frase me fez sentido e porque, na verdade, muitas vezes deixei escapar coisas porque tive algum receio de as tentar conquistar. Achei que não era merecedor delas, que eram demais para mim, mas em outros casos também achei o contrário, que seria absurdo focar-me naquilo. Passou-se com pessoas, afectos, com trabalho, desafios, apostas, descobertas… Nada mais falso! Somos sempre merecedores do melhor para nós, o problema é que quando percebemos que alguma coisa nos acrescenta quase nunca nos damos conta do importante que poderá ser, de como, e quanto, acrescentará na nossa vida. Nesta contabilidade absurda que todos temos a mania de fazer, que é perceber se ganhamos ou perdemos enquanto cá andamos, é preciso entender que perdemos sempre. A vida leva o avanço de não morrer, de ser eterna e se perpetuar. Nós morremos. Sabemos que acabaremos um dia e que pouco ficará para contar história, que com o tempo (maldito tempo) se evaporará de todo o lado ficando apenas na vida de quem de facto acrescentamos alguma coisa. Na guerra destas contas ganha a vida, perdemos nós. Mas na batalha que vamos travando, antes que ela – a vida – nos acabe, o bom é ganhar. Ir vencendo. Tenho vencido alguma vezes e perdido outras tantas, mas o que gostaria de vos dizer é que nas vezes que ganhei foi porque arrisquei. Fui procurar, buscar, pedir, exigir, agir. Nas vezes que perdi, muitas delas foi, ou porque me dei conta tarde demais ou porque, por insegurança, fiquei quieto a deixar passar o momento, que tempo depois percebi que era um acrescento. De qualquer maneira, se achei que me acrescentava alguma coisa de bom devia ter tentado e aposto que não me arrependeria de o ter feito. Não te esqueças, se te acrescenta, tenta!

 

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