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… Só te vejo a ti! (O que fica do que acaba?)

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… Podíamos falar do que somos quando olhamos, ou o que somos quando realmente vemos. Hoje as pessoas não se vêem umas às outras. Olham-se. Na grande maioria dos casos apenas se olham, como da mesma forma não se escutam, apenas se ouvem. Há uma linha difícil de gerir entre uma coisa e outra e, às vezes, até perceber a diferença, tamanho é o nosso egoísmo, e no mundo em que vivemos, à velocidade que o fazemos, cada vez olhamos mais, mas vemos menos. Ouvimos mais, mas escutamos menos. Trocamos ideias mas não falamos. As pessoas não têm tempo, inventam que não têm, não se preocupam com isso. Nem com isso, nem com as marcas que vão deixando por não verem, não ouvirem, nem conversarem, principalmente depois de já o terem feito… Lembrei-me disto a propósito dum filme que vi por estes dias. ‘Só te vejo a ti‘, que achei uma excelente metáfora à nossa realidade, não sendo esse o primeiro objectivo dele. Já troquei ideias sobre a história com algumas pessoas, umas amaram, outras detestaram. Eu gosto sempre de um filme que me faça pensar, mesmo que mais ninguém ache dele o mesmo que eu e, aqui, é o que acontece. O que realmente somos quando nos sentimos confortáveis em algum lugar, o que passamos a ser quando deixamos de estar e, mais importante ainda, o que fica quando tudo deixa de ser como já foi… Pode parecer complicado de entender, mas já aconteceu a todos, porque é tão presente hoje nas nossas vidas como a história de não se ter tempo para ter tempo.

 

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