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	<title>2020 &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; O Alentejo a quem lhe fizer bem!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 14:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; O outro dia coloquei nas redes um post sobre o Alentejo, como faço muitas vezes. Um pequeno desabafo sobre uma terra que me diz muito. Escrevi &#8216; O Alentejo fica-nos sempre com um pedaço quando vamos e voltamos. Fica uma ferida! Quem nunca mais voltou, conta que a ferida não sara. Não cicatriza. Sentem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; O outro dia coloquei nas redes um post sobre o Alentejo, como faço muitas vezes. Um pequeno desabafo sobre uma terra que me diz muito. Escrevi &#8216; O Alentejo fica-nos sempre com um pedaço quando vamos e voltamos. Fica uma ferida! Quem nunca mais voltou, conta que a ferida não sara. Não cicatriza. Sentem saudades dos pés quentes na terra. Da roupa colada ao corpo transpirado. Sentem falta do silêncio e até das mulheres que vestem preto. Sentem falta do cantar das cigarras que só se calam no fim do quente. Há quem diga que de tanto ir e vir, de tantos bocados ficarem, de tanta carne nos arrancarem… um dia ficamos lá. Reféns. Reféns da terra, para que deixe de ser seca e à espera que as mulheres voltem a vestir-se de cor. Se há lugar para vestir cor, será no Alentejo!&#8217; recebi imensas mensagens de seguidores que queriam saber mais desta ligação minha ao Alentejo e como a mantenho. Pessoas que se emocionam com o traço que faço desta terra onde me sinto em casa. É simples. A ligação é simples. É uma ligação de coração. De verdade. É uma ligação de raiz, que vem dos tempos em que a minha mãe era menina e se passeava na Vila com as amigas. No tempo em que os montes ali à volta seriam uma espécie de muralha para que Vila Boim fosse uma das mais bonitas vilas do meu Alentejo. Seguramente, no Alentejo existem outras mais bonitas, mas foi esta que me viu crescer é esta que me conhece o arrastar dos pés e o dançar da pressa. Eu sou do Alentejo a sério, eu não sou porque está na moda, porque é bonito, ou porque meter uma fotografia no instagram com uma casa caiada de branco com rodapé azul é altamente rentável. Eu sou daqui. Eu vejo-me aqui. Eu voto aqui! Ser do Alentejo é ajudá-lo a crescer na sua economia, a não o permitir desertificar-se, é estar atento ao que se passa, é perceber as suas gentes, escutar a sua rádio, ler o jornal da terra, fazer compras da semana nas lojas&#8230; acredito que isto acontece comigo no Alentejo e com tantas outras pessoas em tantas outras zonas do País. Talvez a única diferença, a que eu acho, daquilo que me perguntam, é que eu não me imagino num outro lugar. O que gostava de passar a quem me lê e segue é que eu sou muito a raiz de onde venho. Não temos todos que ser assim. Conheço muita gente que não é, por muitos motivos e não faz delas melhores ou piores pessoas. Apenas diferentes. Quando escrevo sobre isto, é com o objectivo de mostrar a todos que por muitas voltas que a vida dê, o importante é termos um lugar onde, no meio de tanta confusão, encontramos o nosso chão. Digamos que seria o fio de prumo da nossa realidade. Eu sinto orgulho de nunca ter tirado os pés deste fio de prumo que me vai orientado. Mas o meu objectivo é também o de passar outra mensagem importante, não é porque se nasce longe, se cresce longe, se vive longe que não se chega onde se quer. Nada disso. A distância não pode ser a culpada da falta de vontade, do comodismo. Há boas oportunidades no Alentejo como as há em outros lugares. Sabemos que os grandes centros urbanos reúnem mais. Claro que sim, mas também sei &#8211; por experiência própria – que o sossego e a paz que nos entra alma dentro no lugar onde temos as raízes, não se consegue noutros lugares. Por isso o truque é fazer esta ginástica gigante de manter um pé num lado e outro noutro. Nem todos conseguem. Eu sei que não. Eu consigo. E sou grato por isso!</p>
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		<title>… O espaço de cada um!</title>
		<link>https://euclaudio.com/o-espaco-de-cada-um/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2020 17:25:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Tinha de escrever. Não me sai uma linha frente ao computador. Lembro-me de uma coisa que fiz por estes dias. Fiz porque acho que nos dias que correm, devemos todos parar uns momentos e reflectir sobre como dedicamos o nosso tempo a quem nos rodeia. Um amigo, um colega, um conhecido&#8230; todos têm funções [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">&#8230; Tinha de escrever. Não me sai uma linha frente ao computador. Lembro-me de uma coisa que fiz por estes dias. Fiz porque acho que nos dias que correm, devemos todos parar uns momentos e reflectir sobre como dedicamos o nosso tempo a quem nos rodeia. Um amigo, um colega, um conhecido&#8230; todos têm funções diferentes, mas importantes, na nossa vida. E reservo a todos o espaço. Eu não tenho muita gente à minha volta. Não gosto disso, por isso escolho com rigor os que entram no dia a dia e os que se mantêm por mais tempo. Há dias perguntavam-me se tinha muitos afectos. Tenho alguns. Tenho afeto a pessoas que não mo têm – julgo que acontece com toda a gente – e serão “minhas pessoas” até eu entender que merecem. Tenho afetos recíprocos, e tenho a vontade de ir descobrindo um ou outro afecto que me surpreenda. &#8216;</span><span lang="pt-BR">Mas não é fácil chegar a ti!&#8217;</span><span lang="pt-BR">, pensei para mim, o outro dia, depois de ter enviado uma sms a uma pessoa de que gosto muito, apesar de não conseguirmos quebrar a barreira de enfrentar os olhos um do outro, parei um pouco para reflectir e entender a razão&#8230; De facto, chegar de verdade, não é! Eu sou fechado, estranho, muito diferente do que se imagina e quase sempre enfiado num canto que é a minha zona de conforto. Ao longo do dia, há muita gente, muito foco, muita energia&#8230; preciso de sair da bolha (ou meter-me nela) para me reerguer a cada manhã. Não sou fácil. Acordo em silêncio, não gosto de falar cedo, preciso de muito espaço e custa-me ouvir vozes a falar alto. Não gosto do som da televisão em casa. Não ligo o rádio do carro. Não gosto de discotecas com música aos gritos. Não gosto de restaurantes com música alta, não gosto de parais cheias de gente. Isto faz </span>de mim uma pessoa estranha? Talvez faça, mas talvez revele também uma pessoa que definiu bem que a energia absorvida deve ser a boa. A outra teremos de fingir que não existe, não lhe dando importância. Não sei se é mau ser assim, mas sei que as pessoas se afastam, têm medo, porque estão acostumadas a ver um Cláudio com cor que se apresenta alinhado com aquilo que querem ver. Não saberiam lidar com a ausência desse alinhamento nem com a frieza de querer apenas a minha sala, amigos à volta e conversas sobre trivialidades ou divagações, horas a fio, sobre a possibilidade de viver sem telemóvel nos dias de hoje, do bom que é ver novelas que passaram há vinte anos na televisão ou ganhar tempo com a parvoíce de traduzir letras de canções populares e dizê-las como quem diz poesia. Eu acho que este Cláudio não se conhece nem há interesse em conhecer. É sossegado. O sossego desalinha o conforto de quem faz juízos de valor. E eu sou avaliado há muito tempo com a batuta feia do rótulo gratuito. Talvez por isso prefira viver numa bolha só minha, em lugares só meus, com manias só minhas, a dar muitas vezes o benefício da dúvida a alguém que se aproxima para sentir o barulho de um Cláudio que só existe na cabeça de quem o vê assim. Quase sempre, quem apenas “olha” sem vontade de ver perde a capacidade de ler para lá das letras gordas. Não gosto disso!</p>
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		<title>&#8230; Sobre o amor. No dia de o celebrar!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2020 17:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
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		<category><![CDATA[Sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[sentir]]></category>
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					<description><![CDATA[… Não acho graça a que se assinale o dia do namorados. Prefiro que se assinale o amor, que deve ter dias seguidos e não só um no calendário. Para mim, o amor mais não é do que ‘sentir-se em casa’ sem cerimónia. É perceber que o silêncio não atrapalha, que a descoberta de uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">… Não acho graça a que se assinale o dia do namorados. Prefiro que se assinale o amor, que deve ter dias seguidos e não só um no calendário. Para mim, o amor mais não é do que ‘sentir-se em casa’ sem cerimónia. É perceber que o silêncio não atrapalha, que a descoberta de uma rua feita a quatro pés é estimulante, que conhecer um lugar, um País, descobrir uma aventura nos enche as medidas. Amar é estar ao lado, medir a febre, humedecer os lábios, amparar, sonhar juntos, realizar sonhos, levar a colher à boca, aconchegar a roupa da cama, ter ciúmes, gritar, brigar, dizer coisas da boca para fora com a mesma boca que engole de repente tudo o que disse para sorver um beijo e sentir a saliva quente a saber ao outro. Amar é perceber o que precisa o outro. O que sonha o outro. O que quer o outro. Amar é entender um estado de alma. É dar a entender um estado de alma. É fazer uma mala juntos e brigar porque não cabe tudo lá dentro. É desfazer a mala e voltar a fazê-la e as coisas continuam a não caber, mas o amor é maior que a mala e tudo o que ela tem dentro. Voltamos a brigar, a desfazer e fazer a mala todas as vezes que forem precisas. O amor é isto. Na prática não tem regras. O amor tem que valer a pena. Se não tiver expectativas dentro dele não é amor, se não se perspectivar não é amor, se não fizer o coração bater mais rápido quando o outro começa a subir as escadas não é amor, se não nos suarem as mãos quando as dele nos tocam o pescoço não é amor, se não te trouxer a serenidade enquanto descansas a cabeça no seu colo não é amor, se não te sentes no céu quando um corpo invade o outro não é amor … é outra coisa qualquer. O amor é descalçar as nossas botas, se preciso for, para calçar as do outro, ajudá-lo a fazer o caminho e perceber que, de tão delicado que é, o amor está à semelhança de um pássaro pousado na nossa mão, como diz o poeta. Um pequeno gesto pode fazê-lo voar a qualquer momento. Também é amor deixar o amor voar.</p>
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