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	<title>A Casa da Cristina &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; A semana na casa da Cristina (E a gratidão à vizinhança)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Apr 2019 16:34:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[A Casa da Cristina]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Fechou-se a porta para o fim-de-semana. Segunda-feira é aberta pela Cristina, que a casa é dela, mas eu não posso deixar de agradecer a todos os que torceram para que cada vez que eu ali entrasse corresse bem. Um programa de televisão como &#8216;O programa da Cristina&#8217; tem uma identidade própria, tem uma narrativa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Fechou-se a porta para o fim-de-semana. Segunda-feira é aberta pela Cristina, que a casa é dela, mas eu não posso deixar de agradecer a todos os que torceram para que cada vez que eu ali entrasse corresse bem. Um programa de televisão como &#8216;O programa da Cristina&#8217; tem uma identidade própria, tem uma narrativa muito especial e é impossível de ser levado em frente sem a sua mentora. A dona da casa foi de férias, mas antes atravessou a rua, bateu-me à porta e pediu-me para ir lá a casa regar as plantas, ver se estava tudo bem, fechar as janelas e dar uma espreitadela no que ali se passava. Foi o que fiz. Entrei na casa a medo porque a dona não estava lá e é preciso respeitar o espaço de quem confia em nós. Fui sendo &#8216;invadido&#8217; por gente que passava no bairro e entrava, se sentava, cozinhava, falava, contava histórias, cantava, e eu estava ali, tal como ela me tinha pedido para estar. A escutar, a ouvir, a dar espaço, a abrir a porta. Cada vez que a abria pensava na Cristina, pensava no que diria, no que faria, nos gestos com que sublinharia cada palavra que diria&#8230; Pensava nela, porque é a casa dela. Pensei em mim porque me confiou a chave de casa e eu tinha de fazer bem, tinha de receber bem, escutar bem, perguntar bem. A casa é grande. Ficou enorme sem a sua presença. No meio do rebuliço a que acostumamos quem assiste todos os dias, percebe-se a sua ausência porque um grito seu vindo do quarto ocupa o resto do espaço. Porque uma gargalhada sua dada na cozinha se escuta e contagia. Porque cada conversa tida na sua sala é escutada no tom certo&#8230; Tenho de lhe perguntar, quando chegar, se encontrou a casa como queria e se a vizinhança teve razões de queixa de quem tomou conta dela. Ali no bairro toda a gente sabia que eu queria muito tomar conta da casa e que me fui preparando para o fazer bem feito. Foi uma semana agitada, cheia de expectativas, de muito trabalho, pouco sono, entrega total e absoluta dedicação. Digam as pessoas o que disserem, escrevam o que escreverem, o que me fica é o carinho de quem em sua casa nos viu com atenção, que se emocionou connosco, se divertiu connosco, se juntou em sua casa à casa da Cristina. Todos os dias, quando acordava na minha e ia para a dela, ia com a expectativa de fazer o melhor, de me divertir, de fazer a festa, de aproveitar como aproveitam as crianças quando os pais vão de férias e os deixam sozinhos em casa&#8230; Assim fiz. Devagar, ao meu ritmo, mas assim fiz. Desde que entrava até que deixava a casa depois de almoço, logo a seguir a entregar o prémio do dia, fazia-o com saudades e uma enorme noção de responsabilidade que nunca me saiu de cima. A responsabilidade de honrar o momento que, feitas as contas, era do espectador. A equipa que toma conta da manutenção da casa fez tudo para que cada vez que eu ali entrasse me sentisse na minha, sabendo que era dela. Não há como agradecer a confiança que me deram e o apoio que nunca faltou. E, tal como disse na sexta-feira antes de fechar a porta, fiquei feliz porque a Cristina me deixou as chaves de casa, mas serei grato a vida toda por cada gesto de afecto, mensagem de incentivo e por me terem visitado a semana toda mesmo sabendo que a dona da casa não estava lá. Segunda-feira a Cristina volta à sua casa e eu à minha, ali ao lado. Já sabe que tanto uma como outra são acima de tudo suas. O que me fica desta semana é a certeza de que o melhor ainda está para vir e que, por muitas voltas que o mundo dê, chegamos sempre ao lugar onde nos esperam. A Cristina chega segunda. Estamos à espera dela! Obrigado a todos.  De coração!</p>
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