<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Actualidade &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<atom:link href="https://euclaudio.com/tag/actualidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<description>Eu, Cláudio</description>
	<lastBuildDate>Wed, 07 Sep 2022 17:02:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2020/05/cropped-eu-claudio-fav-32x32.png</url>
	<title>Actualidade &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>&#8230; Sobre fotografias em papel!</title>
		<link>https://euclaudio.com/sobre-fotografias-em-papel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2022 17:01:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[antig]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[cuido ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[saudades]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=44643</guid>

					<description><![CDATA[… Sou muito de coisas que nos avivam a memória. Sou, por exemplo, muito de fotografias em papel. Nesta altura de incêndios, uma das primeiras coisas que me lembro quando alguém perde as suas coisas, são das memórias que ficam queimadas.  Há uns anos entrevistei uma senhora que a única coisa que salvou de um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… Sou muito de coisas que nos avivam a memória. Sou, por exemplo, muito de fotografias em papel. Nesta altura de incêndios, uma das primeiras coisas que me lembro quando alguém perde as suas coisas, são das memórias que ficam queimadas.  Há uns anos entrevistei uma senhora que a única coisa que salvou de um incêndio foi a sua fotografia de casamento&#8230; para Ela era muito. Estava ali espelhada a sua vida. O antes e o depois&#8230; Eu entendo, porque eu sou dos que ainda gosta de os ter em papel. É um bocado nosso e da nossa história, onde voltamos sempre que queremos. Chamam-me antigo por isso. Pode ser que sim. Gosto desta maneira antiga que tenho de ser&#8230; Porque quando olho para cada retrato que tenho em casa, e tenho muitos, sinto-me numa viagem que faço por aquele momento. O momento do registo. Consigo lembrar-me do cheiro, do que falava e pensava, muitas vezes imagino-me novamente na situação. Dá-me saudade. Tenho milhares de registos digitais, mas não sinto que seja a mesma coisa. Não os vejo quando quero e não fazem parte da minha rotina. Não estão numa estante, num lugar, não me fazem recuar tantas vezes quando passo por eles de forma imediata. Não é a mesma coisa. Por exemplo, hoje cedo acordei e dei de caras com esta fotografia que tenho algures na casa do Alentejo. Rapidamente fiz uma viagem, porque quando olho para esta fotografia, vejo nela um punhado de vontades que tinha na altura e que se começavam a tornar verdades. Tinha os olhos muito abertos, assim como os tenho hoje. Eram arregalados, amendoados, um castanho que, de vez em quando, fica meio verde como vos contei o outro dia. Acreditam que me lembro perfeitamente do meu amigo Nuno – hoje conceituado foto-jornalista da agência Lusa- me ter feito este registo. Era para enviar para um casting, mais um do muitos! Naquela altura os olhos estavam pouco marcados pela idade e pelo tempo, mas eu já sonhava ter rugas à sua volta e por isso apanhava sol com eles fechados com muita força. Era uma criança. Achava que tudo era para sempre ao mesmo tempo que pensava que nunca mais chegava. Agora que olho para esta fotografia com atenção, e apesar de ter tudo mudado muito, reconheço que a imagem tinha esperanças dentro, antes do tempo ir acabando com elas. Ficaram os olhos muito abertos à mesma, hoje, já com as riscas que o tempo lhes trouxe. Estes olhos, grandes e meio desorientados, já viram neste tempo tanta coisa que basta que se fechem ao de leve para que se humedeçam com as lembranças. Foram alegres, extasiados, tristes, humilhados, ofendidos, orgulhosos, medrosos, corajosos, envergonhados&#8230; São os meus olhos. Abertos. Muito abertos e marcados, a quem de vez em quando vão roubando a capacidade de brilhar. Sou antigo ou tenho &#8216;alma velha&#8217; como me dizem? Pode ser que sim. Gosto desta maneira antiga que tenho de ser. Ás vezes acredito que devíamos ser mais antigos. Faz-nos falta!&#8230;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8230; Hoje é dia da rádio! (26 anos depois)</title>
		<link>https://euclaudio.com/radio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Feb 2018 08:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[celebrizes]]></category>
		<category><![CDATA[cláudio ramos]]></category>
		<category><![CDATA[desejos]]></category>
		<category><![CDATA[dia]]></category>
		<category><![CDATA[Eu Cláudio]]></category>
		<category><![CDATA[Eu Cláudio Blog]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://5.189.156.111/~euclaudiocp/23-anos-depois/</guid>

					<description><![CDATA[ &#8230; Durante anos a rádio foi-me fascinante. Foi ali que comecei um caminho. Desdobrava-me a trabalhar para conseguir pagar as contas e não me sobrava um tostão ao fim do mês, melhor dizendo, faltava muitas vezes. A minha entrada na rádio aconteceu num verão. Não tinha voz, era muito miúdo e ali fiquei a arrumar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"> &#8230; Durante anos a rádio foi-me fascinante. Foi ali que comecei um caminho. Desdobrava-me a trabalhar para conseguir pagar as contas e não me sobrava um tostão ao fim do mês, melhor dizendo, faltava muitas vezes. A minha entrada na rádio aconteceu num verão. Não tinha voz, era muito miúdo e ali fiquei a arrumar discos, a atender o telefone e depois a vender publicidade. Ali fiquei um ano e pouco. Em Novembro &#8211; faz este último Novembro 26 anos &#8211; estreei-me ao microfone. Não estava nervoso, estava ansioso porque queria continuar ali. Gravei publicidade, substitui uma colega e <i>bebi</i> de todos os que conhecia. Nunca imitei ninguém, encontrei um estilo e a verdade é que o convite chegou para ter programas regulares. Programas onde ouvia. Gosto de ouvir! Tive em várias rádios vários programas, quem faz rádio sabe que a grelha se reforma muitas vezes com a vontade e necessidade de &#8220;baralhar e dar de novo&#8221; com cheiro a novidade. O meu último programa de rádio foi na delegação regional da Rádio Renascença. Ali estive quatro anos todas as manhãs entre as sete e as dez a acordar o Alentejo com as &#8220;manhãs da Renascença&#8221;. Aprendi tanto&#8230; No interior, a rádio, de imensa que é, acaba por ser pequena para quem quer mais. Ainda tentei organizar a minha vida de forma a ter o pé num projecto que orgulhava tanto uma equipa. Aos poucos não dá. Aos poucos o imenso fica muito longe. Mas foi há 26 anos que dei de caras com essa paixão. Aquela onde conta a emoção da voz, o ouvido amigo, o gosto de quem gosta de nós, o ouvinte fica um amigo e conhecemos a voz de todos eles. A rádio é a imagem a poder ser despenteada. 26 anos é muito tempo. Passaram-se muitas coisas, perderam-se muitos amigos, ganharam-se outras coisas, existem muitas lembranças. Aos que lerem este texto e que por ali passaram, lembrem-se que me lembro da entrada a correr na rádio, na procura da maior música para dar tempo de beber um café antes de ligar o microfone, nos nervos ao falar de desporto do qual percebo ainda hoje zero, do prolongar do tempo mesmo depois da emissão fechar&#8230; Lembrem-se que os sonhos têm asas e as memórias também. Só porque sim!</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div>
<p>Leiam também um destes artigos:</p>
<ul>
<li><a href="https://euclaudio.com/esta-capa-nao-acredito-seja-ultima/">… AQUI ESTÁ A CAPA! (NÃO ACREDITO QUE SEJA A ÚLTIMA)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/perigoso-jogo-da-imprensa-morgado-um-arara-excepcao/">… É PERIGOSO O JOGO DA IMPRENSA (MAS O MORGADO É UMA RARA EXCEPÇÃO!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/olha-nos-pendurados-na-rainha-nas-orelhas-entenda/">… OLHA NÓS PENDURADOS NA RAINHA! (NAS ORELHAS, ENTENDA-SE!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/ve-video-da-nossa-festa/">… VÊ O VÍDEO DA NOSSA FESTA! (SIM, PORQUE A FESTA É DE TODOS!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/helena-agrediu-claudio-no-meio-daquilo-esta-problema/">… HELENA AGREDIU CLÁUDIO? (E NO MEIO DAQUILO ONDE ESTÁ O PROBLEMA?)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/vestido-catarina-me-fartei-elogiar/">… O VESTIDO DE CATARINA (QUE ME FARTEI DE ELOGIAR!)</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8230; É preciso fazer qualquer coisa (Não agora, mas sempre. Porra!)</title>
		<link>https://euclaudio.com/preciso-coisa-nao-agora-sempre-porra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2017 08:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=17148</guid>

					<description><![CDATA[&#8230; Sou pessoa de ficar poucas vezes sem nada para dizer. Tenho sempre qualquer coisa. Agora não tenho. Nem sei o que escrever, o que pensar, como fazê-lo. Mas seria egoísta não vir aqui, como todos os dias o faço, e comentar sobre o que nos rodeia. E o que nos rodeia? Uma espécie de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Sou pessoa de ficar poucas vezes sem nada para dizer. Tenho sempre qualquer coisa. Agora não tenho. Nem sei o que escrever, o que pensar, como fazê-lo. Mas seria egoísta não vir aqui, como todos os dias o faço, e comentar sobre o que nos rodeia. E o que nos rodeia? Uma espécie de Inferno. Inferno maldito, que engoliu a terra sem percebermos muito bem a razão. Depois do muito mau, hoje é mau, amanhã será também e, quando as nossas vidas retomarem a costumeira normalidade, a vida das pessoas que vivem nas terras queimadas segue muito mais devagar que  a nossa, e dolorosamente seca. &#8216;Seca de dor&#8217;, como dizia ontem uma senhora. E nós, que vamos fazer? Que vamos fazer nós além dos apelos que temos feito, da doação que fizemos, da dor que sentimos por estes dias, mas que &#8211; como em todos os casos &#8211; se vai atenuando? Vamos vivendo. Sou daqueles que também acha que há muito aproveitamento da tragédia que marca o país, não tenho dúvida nenhuma disso. Já li coisas horríveis, já ouvi tantos disparates. Não é o melhor momento para discutir jornalismo. Não é sob este fogo a escaldar que se devem tecer comentários sem filtro. Deve ser discutido. Óbvio que sim, não agora!&#8230; Venho aqui só para dizer que os heróis são os Bombeiros. Homens de coragem e bravura, muitos a troco de nada, que metem a sua vida em perigo para salvar a de outros. Estes Bombeiros, os melhores do mundo, que durante o ano quase não nos lembramos deles. São eles os heróis, são eles que merecem ser agraciados o ano todo, são eles que evitam maiores tragédias&#8230; São os bombeiros, porra! Não se esqueçam disso. Façamos com que Portugal não viva a pensar que tem Bombeiros apenas no Verão. Indignemo-nos pelas péssimas condições em que muitos trabalham, manifestemo-nos para que os muitos quartéis espalhados pelo País fiquem melhor equipados, gritemos para que se comprem mais tanques de água, para que Bombeiro seja uma profissão a merecer o respeito de todos, sempre e o ano todo, não agora porque a tragédia se abateu. Que vai fazer o Governo depois disto? Que vamos fazer nós? Não mandamos na natureza, não a podemos controlar, ela zangada dá cabo de nós, mas podemos atenuar coisas se pensarmos nelas antes. Matas limpas, zonas cuidadas, um planeamento do território cauteloso, não acharmos que &#8216;só acontece aos outros&#8217;. Cabe ao Governo fazer muito mais, muito mais e muito melhor, e cabe a cada um de nós perceber que da mesma forma que há normas para tudo, também tem de as haver para quem tem um simples quintal, um olival, um pinhal&#8230; Não me importa um culpado agora, que se ceifaram vidas, porque isso não sossega a alma de quem perdeu tudo. Importa-me que isto não volte a acontecer, e eu gostava que todos juntos exigíssemos que o Governo olhasse com olhos de ver para isto. Para todos os dias do ano, não só agora, não só no Verão. Temos os melhores Bombeiros do mundo, não teremos nunca palavras suficientes para agradecer. São os meus heróis, são muitas vezes e desde sempre. Mas eu penso assim há muito tempo. Que mais é preciso acontecer para que todos comecem a pensar assim? Não falo por falar, basta percorrer o País para perceber como vivem muitos Bombeiros, as condições de trabalho que têm e o estado em que estão muitas das suas instalações e, mais grave, muito do seu material de trabalho. Se não forem ao terreno, não percebem. Não se decidem coisas desta atrás de uma secretária, senhores governantes. Era isto que queria dizer hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Foto: <a href="https://radioregional.pt/pedrogao-grande-aldeias-evacuadas/">Rádio Regional</a></span></p>
<p>Leiam também um destes artigos:</p>
<ul>
<li><a href="https://euclaudio.com/tambem-e-isto/">… A VERDADE É DE GRAÇA? (NÃO! PAGAMOS UM PREÇO)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/ola-apeteceu-me-dizer-coisa-mesmo-fosse-melhor-nao/">… OLÁ, APETECEU-ME DIZER QUALQUER COISA (MESMO QUE FOSSE MELHOR NÃO O FAZER!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/acho-tony-sei-estou-dizer/">… O QUE EU ACHO DE TONY! (EU SEI O QUE ESTOU A DIZER!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/apaixonei-me-sao-bons-tudo/">… APAIXONEI-ME POR ELES (SÃO BONS EM TUDO!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/pessoa-nao-pode-beijar-um-amigo-lhe-espetam-um-rotulo-na-testa/">… UMA PESSOA NÃO PODE BEIJAR UM AMIGO (QUE LHE ESPETAM UM RÓTULO NA TESTA)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/nasceu-ha-71-anos-vida-dava-um-filme/">… NASCEU HÁ 71 ANOS (A VIDA DELA DAVA UM FILME)</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
