<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>alentejo &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<atom:link href="https://euclaudio.com/tag/alentejo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<description>Eu, Cláudio</description>
	<lastBuildDate>Tue, 20 Dec 2022 17:06:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2020/05/cropped-eu-claudio-fav-32x32.png</url>
	<title>alentejo &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>&#8230; A minha escola!</title>
		<link>https://euclaudio.com/a-minha-escola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2022 17:03:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[primária]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=46508</guid>

					<description><![CDATA[... A vida tem curiosidades boas, felizes e que nos mostram de verdade que isto anda em ciclos, há quem diga que são de sete anos, há quem diga que são de dez&#8230; eu ando ali pelo meio talvez, mas não acho que venham uns a seguir aos outros ao acaso. Acho que andam em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Avenir Book;"><span style="font-size: small;">.</span></span></span>.. A vida tem curiosidades boas, felizes e que nos mostram de verdade que isto anda em ciclos, há quem diga que são de sete anos, há quem diga que são de dez&#8230; eu ando ali pelo meio talvez, mas não acho que venham uns a seguir aos outros ao acaso. Acho que andam em ciclos de tempo, para que se entenda o caminho que fizemos e dele tirar lições, aprendizagem e acima de tudo olhar com olhos de gratidão pelo que se passou e encontrou no caminho até se chegar aqui. Durante estes dias vi muitas vezes a minha escola primária, aliás, se for honesto nunca deixei de a ver porque como sabem nunca deixei de viver no Alentejo, ainda que passe a semana toda em Lisboa. Por isso, me irrita tanto quando se escreve que &#8216;Cláudio volta ao Alentejo&#8217;, &#8216;Cláudio vai viver no Alentejo&#8217; ou pior ainda &#8216;Cláudio vai passar reforma no Alentejo&#8217;, como se isto fosse novidade, sendo que quem me segue sabe que nunca deixei o Alentejo, onde tenho a minha filha, a minha família, a minha casa desde sempre, onde faço compras, onde participo activamente e onde exerço todos os meus direitos&#8230; tudo isto apenas para vos dizer que tenho muito claro o lugar das minhas raizes, e uma delas esta aqui. Nesta escola. Uma escola primária como muita gente imagina as escolas primárias e por isso, por saber que uma das raízes está nela, que tenho de vez em quando saudades. Tenho saudades da minha escola porque acho que na verdade tenho saudades de tudo o que me prende àquele tempo e que me lembra os amigos, a infância e os dias de chuva onde eu, por trás de um vidro molhado sonhava com as luzes da vida. Nunca ninguém naquela escola acreditou em mim, é um facto, mas mais forte ainda foi eu nunca colocar em causa a minha capacidade de ter forças para correr atrás dos sonhos. Se fechar os olhos, vejo-me nitidamente e brincar nas escadas, que eram gigantes na altura, aos festivais da canção, a programas de rádio ou a desfiles de moda, enquanto os meus companheiros de classe jogavam à bola num pátio cheio de lama guardado em cada intervalo pela menina Lurdes ou pela Maria &#8216;salaoia&#8217;, que eram na altura as auxiliares que nos ajudavam, vigiavam e controlavam os nossos passos. Tenho a nítida imagem das duas. Uma de uma lado, a outra do outro. Mais tarde veio a Dona Catarina, mas nessa altura já eu estava de saída. Adorava a minha professora da primária, a D. Conceição. Acho que na altura era uma espécie de ídolo para mim. Gostava como ensinava, como se vestia, o que usava, o que dizia. Era uma referência, e parte do meu gosto por ler e escrever veio dela. Ela era entregue e tratava os alunos de forma muito bonita. Sempre percebi isso. Ela era uma mulher bonita. Elegante, lembro-me de no Inverno usar botas de cano alto. Tinha uma figura imponente, de respeito, mas próxima. Infelizmente a memória que tenho diz-me que nem todos os professores faziam o mesmo. E isso, a esta distância deixa claro que não deviam ter sido professores, porque eu sou muito hoje daquilo que tive aqueles seis anos nesta escola. A minha escola ainda está no mesmo lugar, pintada a cada ano de forma a ser conservada. Os professores são outros, os alunos também mas na mesma escola e na mesma sala de aula &#8211; a última do corredor do lado esquerdo &#8211; tive o orgulho de ver estudar a minha filha que entretanto deu o salto e este ano se tornou universitária. É um orgulho para qualquer pai, para qualquer educador. Se fizer um paralelismo e pensar um pouco, acho que a minha professora, se ainda se lembrar de mim também sentirá orgulho, porque vê que aquilo que me ensinou teve o seu seguimento&#8230; Nem todos conseguiram, mas isso é outra história.</p>
<p align="JUSTIFY">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8230; A Rádio antes da Televisão!</title>
		<link>https://euclaudio.com/a-radio-antes-da-televisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 11:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[saudades]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=39872</guid>

					<description><![CDATA[… Por estes dias assinalou-se o dia mundial da rádio. Durante anos a rádio foi-me fascinante. Foi ali que comecei um caminho. Desdobrava-me a trabalhar para conseguir pagar as contas e não me sobrava um tostão ao fim do mês, melhor dizendo, faltava muitas vezes. A minha entrada na rádio aconteceu num verão. Não tinha [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… Por estes dias assinalou-se o dia mundial da rádio. Durante anos a rádio foi-me fascinante. Foi ali que comecei um caminho. Desdobrava-me a trabalhar para conseguir pagar as contas e não me sobrava um tostão ao fim do mês, melhor dizendo, faltava muitas vezes. A minha entrada na rádio aconteceu num verão. Não tinha voz, era muito miúdo e ali fiquei a arrumar discos, a atender o telefone e depois a vender publicidade. Ali fiquei um ano e pouco. Em novembro estreei-me ao microfone. Não estava nervoso, estava ansioso porque queria continuar. Gravei publicidade, substituí uma colega e aprendi com todos os que conhecia. Nunca imitei ninguém, encontrei um estilo, e isso fez com que o convite chegasse para ter programas regulares. Programas onde ouvia. Gosto de ouvir! Tive em várias rádios vários programas, quem faz rádio sabe que a grelha se reforma muitas vezes com a vontade e necessidade de “baralhar e dar de novo” com cheiro a novidade. O meu último programa de rádio foi na delegação regional da Rádio Renascença em Elvas. Ali estive quatro anos todas as manhãs entre as sete e as dez a acordar o Alentejo com as Manhãs da Renascença. Aprendi tanto&#8230; No interior, a rádio, de imensa que é, acaba por ser pequena para quem quer mais. Ainda tentei organizar a minha vida de forma a ter o pé num projeto que orgulhava tanto uma equipa. Aos poucos o imenso fica muito longe. Mas foi há mais de 25 anos que dei de caras com essa paixão. Aquela onde conta a emoção da voz, o ouvido se torna um a quem facilmente reconhecemos a voz. A rádio é a imagem a poder ser despenteada. Vinte e cinco anos depois é muito tempo. Muita coisa acontece, muitos amigos se perdem, muitas memórias se acumulam. Aos que por lá passaram, e estão agora a ler este texto, lembrem-se que tenho presente a correria à entrada na rádio, na procura da música com maior duração para dar tempo de beber um café antes de ligar o microfone, os nervos ao falar de desporto do qual percebo ainda hoje zero, o prolongamento do tempo mesmo depois da emissão fechar. Durante muito tempo, num estúdio de rádio falava sobre o sonho da televisão, de como seria bonito fazer o que ali se fazia mas com imagem. Muitos diziam que perderia a magia. Talvez sim, não sei&#8230; O que sei é que a rádio é para fazer ao ouvido e a televisão é para se fazer de corpo inteiro. Ainda hoje, quando ando de carro de um lado para o outro, escuto vozes de rádios locais e dou-lhes muito valor. Eu sei o que é estar ali. A trabalhar dependente de publicidade, de patrocínios, de uma luta constante e diária para que dois ou três não deixem cair o projeto. Eu sei o que é acordar cedo, abrir, sem companhia, uma porta pesada, ligar sozinho um microfone e do outro lado perceber que as pessoas estavam coladas a nós, nos seus afazeres de casa. Sentiam a nossa falta. A falta da nossa voz quando não estávamos. Eu sei que muitas dessas pessoas torceram para que eu deixasse aquele microfone de estúdio, pesado, vindo de uma mesa cheia de botões que me baralhavam, esquecesse a voz colocada para que me fosse metido um micro- fone de lapela e fizesse ouvir esta voz estranha que me sai de dentro. Eu sei que sim. Obrigado!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>… Das coisas simples!</title>
		<link>https://euclaudio.com/das-coisas-simples/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 17:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[cláudio ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Barrios]]></category>
		<category><![CDATA[manteiga]]></category>
		<category><![CDATA[pão]]></category>
		<category><![CDATA[pão com manteiga]]></category>
		<category><![CDATA[simples]]></category>
		<category><![CDATA[teoria]]></category>
		<category><![CDATA[todos]]></category>
		<category><![CDATA[tv]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=39382</guid>

					<description><![CDATA[... Eu sou de coisas simples. Sei que muitos não acreditam ou até acreditando pensam que com o avançar do tempo o prazer da simplicidade se vai perdendo. Eu acho que não! Pelo contrário, acho que vamos dando mais valor ao simples à medida que temos acesso ao ‘complicado’, porque percebemos que apesar de simples [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="color: #222222;"><span style="font-family: Avenir, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span></span>.. Eu sou de coisas simples. Sei que muitos não acreditam ou até acreditando pensam que com o avançar do tempo o prazer da simplicidade se vai perdendo. Eu acho que não! Pelo contrário, acho que vamos dando mais valor ao simples à medida que temos acesso ao ‘complicado’, porque percebemos que apesar de simples sabe melhor e tem mais verdade dentro porque não está cheio de fantasia para parecer mais bonito. O complicado &#8216;parece&#8217; mais do que &#8216;é&#8217; e nem sempre o que parece corresponde. Muito pelo contrário. É difícil que uma e outra coisa se encontrem para satisfação geral. Toda esta divagação para vos dizer que acordei com vontade de comer pão com manteiga. Verdade! Uma simples fatia de pão com manteiga. Não um pão qualquer. Tinha que ser um pão com sabor a pão. Daqueles que acompanharam a minha infância toda, que me satisfaziam antes de ir para a escola, no intervalo das aulas e no regresso à hora do lanche. Aquele pão que preenchia a sopa, que se mete debaixo do caldo feito com tomate, com batata, com beldroegas. O pão cujo cheiro inundava a vila inteira antes das seis da manhã porque o forno dava sinal de si. O pão! Vejam que simples que é lembrar, por conta de uma fatia de pão com manteiga, o que fazia há quase 40 anos. Apetecia-me pão. Fui comprar. Agarrei nele com ganas e barrei-lhe manteiga. Não é um bom exemplo mas, parafraseando a minha amiga Joana Barrios, <em>poucas coisas nos dão tanto prazer como encher a boca com pedaços de pão com manteiga</em>. Quando era muito pequeno molhava a fatia de pão no leite. Depois mais tarde no café e delirava com aquela mistura absurda que ainda vejo os mais crescidos fazerem e que agora &#8211; talvez porque me tenha tantas vezes esquecido do simples &#8211; torço o nariz. Já aprendi muitas coisas com a Joana Barrios. Muitas mesmo! Mais do que ela imagina e ela comigo também. Durante um ano criámos uma respeitosa cumplicidade que fez com que para mim ela fosse uma descoberta. Temos muito em comum e outro tanto de separado. A Joana tem na vontade de ser livre a sua maior bandeira. Não tem medos, tem receios mas enfrenta-os com a garra de quem, como tanta gente que conhecemos, se multiplica para satisfazer carreira profissional, marido, filhos, casa, sonhos&#8230; não necessariamente por esta ordem mas a Joana, por de trás dos trajes que enverga tem uma alma preocupada e atenta com os que lhe são próximos. Quando hoje de manhã me lembrei de pão com manteiga lembrei-me também que descobrir gente por impulso faz de nós boa gente e o outro dia descobri outra coisa que nos une, ambos somos musicalmente populares de todos os costados, ambos sabemos de cor e salteado as letras de canções ligeiras e populares que não passam pela cabeça de ninguém. Enfim! Hoje apeteceu-me só dividir com vocês, que me vão lendo por aqui, isto. Talvez não encontrem ligação entre o pão com manteiga e a minha relação com a Joana. Mas há! Há muita. As relações com as pessoas tem que ser simples e saborosas &#8230; como fatias de pão do manteiga. Quando complicam perdem verdade. Deixam se ser para apenas &#8216;parecer&#8217;.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
