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	<title>amigos &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>… Os três. Outra vez!!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jan 2023 13:08:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[… Quando as manhãs, há muitos anos, começaram a dar nas vistas acrescentou-se pela primeira vez um espaço de conversa sobre famosos. Chamava-se tertúlia cor de rosa e foi-se fazendo com várias pessoas. Umas boas, outras mais ou menos e uma ou outra francamente má. Era um espaço que precisava criar raízes e tradição feito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… Quando as manhãs, há muitos anos, começaram a dar nas vistas acrescentou-se pela primeira vez um espaço de conversa sobre famosos. Chamava-se tertúlia cor de rosa e foi-se fazendo com várias pessoas. Umas boas, outras mais ou menos e uma ou outra francamente má. Era um espaço que precisava criar raízes e tradição feito de testes semanais até que se descobriu a fórmula perfeita. Daniel Nascimento, Maya e Eu. Durante anos seguidos e todos os dias, os três tornámos o espaço um lugar quase obrigatório, que servia, não só de entretenimento ao espectador, como fonte de inspiração jornalística e ainda dava um acesso brutal ao Jornal da Uma. Não existiam redes sociais, mas existia em cada um de nós a tremenda vontade de fazer novo todos os dias. Entre nós os três formou-se um elo de amizade verdadeira com direito a tudo o que as relações de verdade têm. Rimos muito, choramos de vez em quando, zangamo-nos uns com os outros mas soubemos sempre que cada um estava lá para o outro. Fosse quem fosse e porque fosse. Atrevo-me a dizer sem errar, que fomos os pioneiros no entretenimento do comentário mediático e a marca por ser tão forte foi copiada por todos mas sem sucesso. Numa ninguém chegou aos pés desta tripla. Só anos mais tarde e num registo completamente diferente encontrei um espaço no &#8216;Passadeira vermelha&#8217; onde a química fosse semelhante…. O Outro dia lembrei-me, que já não estava fisicamente com os dois há muito tempo, marcámos um chá. Antes, devo dizer andámos a tentar marcar qualquer coisa mas a agenda de uns e outros não dava…. Lá conseguimos. E quando nos demos conta tinham passado dez anos. Verdade! Passaram dez anos desde que tínhamos estado os três juntos pela última vez. Dez anos é muito tempo – como diz a canção – e não é normal que aconteça com pessoas que vivem na mesma cidade e se gostam. Alguma coisa aqui falhou, ou talvez não, porque a correria do dia a dia faz com que dez nos pareça às vezes dias, semanas talvez&#8230; o bom, foi perceber que um minuto depois era como se tivéssemos estado no dia anterior. Em abono da verdade fomos sempre comunicando e sabendo uns dos outros, mas não é a mesma coisa. Os três não estávamos juntos há muito tempo e metemos a conversa em dia, falámos uns dos outros e falámos do outros que gostamos de o fazer e não vem mal ao mundo por isso. Percebemos que mantemos a cumplicidade e que a idade apurou o sentido de humor. Recordámos gente e momentos e prometemos que não ficaríamos mais dez anos sem estar juntos, pode ser que se consiga realizar e atenuar a distância no tempo. A verdade é que não devemos ser caso único entre relações porque o tempo vai passando, mudamos de trabalho, de desafios, conhecemos outras pessoas e as que estavam vão deixando um lugar vazio porque também mudam de trabalho e conhecem outras pessoas. Não é justo que por conta da agenda e do relógio não se pare um dia e se diga &#8216;vamos ver-nos!&#8217;. Não faz sentido não perceber que a vida passa num abrir e fechar de olhos e que afinal uma ou duas horas num mês não é nada e que deve ser obrigatório usar antes que seja tarde e de vez em quando o &#8216;tarde&#8217; vem cedo demais. Eu tenho uma espécie de desafio constante que é manter as pessoas &#8216;presas&#8217; por fios invisíveis a mim. Faço questão de manter contacto e, com tempo, perceber que vou arranjar forma de as juntar. Gosto de organizar jantares em casa e fazer partidas para que muitos se encontrem. Não tenho muito tempo e, na correria também isso foi deixado ao acaso, mas agora resolvi que iria puxar alguns desses fios, para me sentir vivo e – mais importante ainda – para que se entenda que ainda aqui estamos, e se ainda aqui estamos temos que aproveitar. Amanhã não sabemos, e hoje podemos fazer-nos falta uns aos outros. Às vezes é só um olá e uma gargalhada e já recuamos tempo suficiente para perceber porque estávamos na vida uns dos outros. A Maya e o Daniel são apenas um exemplo, aposto que acontece o mesmo com vocês. Agarrem agora no telefone e marquem. É urgente e sabe pela vida!</p>
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		<title>&#8230; A Rádio antes da Televisão!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 11:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[… Por estes dias assinalou-se o dia mundial da rádio. Durante anos a rádio foi-me fascinante. Foi ali que comecei um caminho. Desdobrava-me a trabalhar para conseguir pagar as contas e não me sobrava um tostão ao fim do mês, melhor dizendo, faltava muitas vezes. A minha entrada na rádio aconteceu num verão. Não tinha [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… Por estes dias assinalou-se o dia mundial da rádio. Durante anos a rádio foi-me fascinante. Foi ali que comecei um caminho. Desdobrava-me a trabalhar para conseguir pagar as contas e não me sobrava um tostão ao fim do mês, melhor dizendo, faltava muitas vezes. A minha entrada na rádio aconteceu num verão. Não tinha voz, era muito miúdo e ali fiquei a arrumar discos, a atender o telefone e depois a vender publicidade. Ali fiquei um ano e pouco. Em novembro estreei-me ao microfone. Não estava nervoso, estava ansioso porque queria continuar. Gravei publicidade, substituí uma colega e aprendi com todos os que conhecia. Nunca imitei ninguém, encontrei um estilo, e isso fez com que o convite chegasse para ter programas regulares. Programas onde ouvia. Gosto de ouvir! Tive em várias rádios vários programas, quem faz rádio sabe que a grelha se reforma muitas vezes com a vontade e necessidade de “baralhar e dar de novo” com cheiro a novidade. O meu último programa de rádio foi na delegação regional da Rádio Renascença em Elvas. Ali estive quatro anos todas as manhãs entre as sete e as dez a acordar o Alentejo com as Manhãs da Renascença. Aprendi tanto&#8230; No interior, a rádio, de imensa que é, acaba por ser pequena para quem quer mais. Ainda tentei organizar a minha vida de forma a ter o pé num projeto que orgulhava tanto uma equipa. Aos poucos o imenso fica muito longe. Mas foi há mais de 25 anos que dei de caras com essa paixão. Aquela onde conta a emoção da voz, o ouvido se torna um a quem facilmente reconhecemos a voz. A rádio é a imagem a poder ser despenteada. Vinte e cinco anos depois é muito tempo. Muita coisa acontece, muitos amigos se perdem, muitas memórias se acumulam. Aos que por lá passaram, e estão agora a ler este texto, lembrem-se que tenho presente a correria à entrada na rádio, na procura da música com maior duração para dar tempo de beber um café antes de ligar o microfone, os nervos ao falar de desporto do qual percebo ainda hoje zero, o prolongamento do tempo mesmo depois da emissão fechar. Durante muito tempo, num estúdio de rádio falava sobre o sonho da televisão, de como seria bonito fazer o que ali se fazia mas com imagem. Muitos diziam que perderia a magia. Talvez sim, não sei&#8230; O que sei é que a rádio é para fazer ao ouvido e a televisão é para se fazer de corpo inteiro. Ainda hoje, quando ando de carro de um lado para o outro, escuto vozes de rádios locais e dou-lhes muito valor. Eu sei o que é estar ali. A trabalhar dependente de publicidade, de patrocínios, de uma luta constante e diária para que dois ou três não deixem cair o projeto. Eu sei o que é acordar cedo, abrir, sem companhia, uma porta pesada, ligar sozinho um microfone e do outro lado perceber que as pessoas estavam coladas a nós, nos seus afazeres de casa. Sentiam a nossa falta. A falta da nossa voz quando não estávamos. Eu sei que muitas dessas pessoas torceram para que eu deixasse aquele microfone de estúdio, pesado, vindo de uma mesa cheia de botões que me baralhavam, esquecesse a voz colocada para que me fosse metido um micro- fone de lapela e fizesse ouvir esta voz estranha que me sai de dentro. Eu sei que sim. Obrigado!</p>
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		<title>… O espaço de cada um!</title>
		<link>https://euclaudio.com/o-espaco-de-cada-um/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2020 17:25:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Tinha de escrever. Não me sai uma linha frente ao computador. Lembro-me de uma coisa que fiz por estes dias. Fiz porque acho que nos dias que correm, devemos todos parar uns momentos e reflectir sobre como dedicamos o nosso tempo a quem nos rodeia. Um amigo, um colega, um conhecido&#8230; todos têm funções [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">&#8230; Tinha de escrever. Não me sai uma linha frente ao computador. Lembro-me de uma coisa que fiz por estes dias. Fiz porque acho que nos dias que correm, devemos todos parar uns momentos e reflectir sobre como dedicamos o nosso tempo a quem nos rodeia. Um amigo, um colega, um conhecido&#8230; todos têm funções diferentes, mas importantes, na nossa vida. E reservo a todos o espaço. Eu não tenho muita gente à minha volta. Não gosto disso, por isso escolho com rigor os que entram no dia a dia e os que se mantêm por mais tempo. Há dias perguntavam-me se tinha muitos afectos. Tenho alguns. Tenho afeto a pessoas que não mo têm – julgo que acontece com toda a gente – e serão “minhas pessoas” até eu entender que merecem. Tenho afetos recíprocos, e tenho a vontade de ir descobrindo um ou outro afecto que me surpreenda. &#8216;</span><span lang="pt-BR">Mas não é fácil chegar a ti!&#8217;</span><span lang="pt-BR">, pensei para mim, o outro dia, depois de ter enviado uma sms a uma pessoa de que gosto muito, apesar de não conseguirmos quebrar a barreira de enfrentar os olhos um do outro, parei um pouco para reflectir e entender a razão&#8230; De facto, chegar de verdade, não é! Eu sou fechado, estranho, muito diferente do que se imagina e quase sempre enfiado num canto que é a minha zona de conforto. Ao longo do dia, há muita gente, muito foco, muita energia&#8230; preciso de sair da bolha (ou meter-me nela) para me reerguer a cada manhã. Não sou fácil. Acordo em silêncio, não gosto de falar cedo, preciso de muito espaço e custa-me ouvir vozes a falar alto. Não gosto do som da televisão em casa. Não ligo o rádio do carro. Não gosto de discotecas com música aos gritos. Não gosto de restaurantes com música alta, não gosto de parais cheias de gente. Isto faz </span>de mim uma pessoa estranha? Talvez faça, mas talvez revele também uma pessoa que definiu bem que a energia absorvida deve ser a boa. A outra teremos de fingir que não existe, não lhe dando importância. Não sei se é mau ser assim, mas sei que as pessoas se afastam, têm medo, porque estão acostumadas a ver um Cláudio com cor que se apresenta alinhado com aquilo que querem ver. Não saberiam lidar com a ausência desse alinhamento nem com a frieza de querer apenas a minha sala, amigos à volta e conversas sobre trivialidades ou divagações, horas a fio, sobre a possibilidade de viver sem telemóvel nos dias de hoje, do bom que é ver novelas que passaram há vinte anos na televisão ou ganhar tempo com a parvoíce de traduzir letras de canções populares e dizê-las como quem diz poesia. Eu acho que este Cláudio não se conhece nem há interesse em conhecer. É sossegado. O sossego desalinha o conforto de quem faz juízos de valor. E eu sou avaliado há muito tempo com a batuta feia do rótulo gratuito. Talvez por isso prefira viver numa bolha só minha, em lugares só meus, com manias só minhas, a dar muitas vezes o benefício da dúvida a alguém que se aproxima para sentir o barulho de um Cláudio que só existe na cabeça de quem o vê assim. Quase sempre, quem apenas “olha” sem vontade de ver perde a capacidade de ler para lá das letras gordas. Não gosto disso!</p>
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