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	<title>Aniversário &#8211; Eu, Cláudio</title>
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	<title>Aniversário &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; (ainda) A propósito de fazer anos!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 17:01:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[… E assim passaram 47. Foi de celebrar mas qualquer celebração nesta altura me dá um sentimento de culpa, porque o mundo não está para que celebremos grandes coisas. Mas a verdade, é que no dia dos meus anos gosto de celebrar. Já disse mais que uma vez que é aqui que o meu ano [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… E assim passaram 47. Foi de celebrar mas qualquer celebração nesta altura me dá um sentimento de culpa, porque o mundo não está para que celebremos grandes coisas. Mas a verdade, é que no dia dos meus anos gosto de celebrar. Já disse mais que uma vez que é aqui que o meu ano muda. Por isso o dia é de reflexão. Isolado de tudo e longe do barulho deste mundo que tantas vezes não nos permite ver com clareza o caminho a seguir. A reflexão deixa-me sereno e o resultado feliz. Não foi o ano fácil! Na verdade não está a ser um ano fácil para ninguém e, ainda assim, eu não me posso queixar. Foi um ano desgastante. Esperava muito dele e ele deu-me muito. Talvez tenha vindo em excesso e eu não tivesse, em algumas partes, preparado para o aguentar. Mas aguentei! Aguentei porque acredito sempre que somos mais fortes do que imaginamos e quando estamos à beira do sonho, dá o frio na barriga e temos a tendência para parar com um certo medo que se instala, mas o bom é dar o passo em frente e foi o que fiz este ano, e até hoje não me arrependi. As pessoas podem pensar o que entenderem, escreverem o que quiserem, mas para mim foi um ano bom. Nunca é muito fácil quando temos que tomar decisões que sabemos não são sobre coisas nossas mas o seu impacto vai reflectir-se em tudo o que nos rodeia e no nosso futuro. Fazê-lo de forma consciente é o melhor para assumir depois todas as consequências que possam aparecer. E por isso, agora quando escrevo esta crónica e depois de reflectir sobre como foi o meu ano, a certeza mantém-se. O caminho é este, as pessoas são estas, os sonhos estão deste lado e eu continuo a ser um menino com vergonha de rir mas disposto a sonhar sempre com coisas novas. Todos os dias sonho e todos os dias me levanto para realizar sonhos. Os meus e os de quem me rodeia. Estou, aos 47 anos, muito melhor profissional e muito melhor pessoa. Não se deve dizer de nós que somos boas pessoas, mas eu sou e digo. Era o que faltava! Eu sei que sou e quem me rodeia também sabe, é isto que quero da vida. Já o disse. Eu quero ser bom pai, bom filho, bom namorado, bom profissional e muito boa pessoa. Preocupa-me isso, mas acho que essa preocupação chegam com a idade, com o avançar dos anos. Chega quando chegam outras preocupações que nos inquietam e nos dizem que avançar no tempo é bom porque estamos cá, mas tem um lado menos bom que nos lembra todos os dias o caminho do fim. Não há nada com que lide pior com a sensação de que um dia acaba. Tudo acaba. Incluindo Eu, e nessa altura o importante é que quando se lembrarem que andei porque cá o façam com um sorriso verdadeiro e o desabafo &#8216;<em>tinha o seu feitio, mas era boa pessoa!</em>&#8216;. Acho que da reflexão deste ano, embrulhada em questões profissionais, arrelias pessoais e uma data de coisas para resolver que temos aos 47, que já se tinha aos 37 e que se Deus quiser vão manter-se aos 57, o que me fica é a noção de privilégio, porque sou um privilegiado. Faço o que quero, vivo como quero. Tenho saúde, os meus estão bem e no mundo que vejo para lá da janela da minha sala, ter tudo isto é um sinal claro de privilégio. Sou, por isso, grato à vida que me deu tantas coisas boas nestes 47 anos. Também deu menos boas e muitas más, mas o que importa isso agora? Importa nada ou quase nada, porque o futuro é feito de passos em frente da coragem de seguir e arriscar. O futuro está em cada caminho que fazemos e em cada certeza que metemos no que pretendemos. Pretender é meio caminho andado para ter. Ter, entre muitas outras coisas, saúde e paz. Meus amigos, nunca mais do que hoje, sinto que bom é ter saúde e paz&#8230; o resto o Universo traz. Acreditem!</p>
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		<title>&#8230; Os meus 46 (Aquela reflexão básica)</title>
		<link>https://euclaudio.com/os-meus-46-aquela-reflexao-basica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 00:01:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[… Sou dos que gosta de celebrar as datas e de lhes dar importância. O dia dos meus anos é a minha viragem do ano, muito mais importante que o réveillon. Não sou um fã de surpresas mas gosto de fazer festa, de ter gente à volta, de receber mensagens, parabéns, presentes, atenção… Mas também [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">… Sou dos que gosta de celebrar as datas e de lhes dar importância. O dia dos meus anos é a minha viragem do ano, muito mais importante que o réveillon. Não sou um fã de surpresas mas gosto de fazer festa, de ter gente à volta, de receber mensagens, parabéns, presentes, atenção… Mas também gosto (muito) do silêncio que escolho para estes dias. Sei que é contraditório, mas, por opção, neste dia raramente atendo o telefone, não vejo as mensagens e, se responder, faço-o mais tarde. É dia de festa, mas também de reflexão. Sempre! O meu lado mais apurado (que será também o feminino) é o de estar constantemente a tirar a temperatura a tudo. Faço-o com frequência, não seria diferente no dia em que assinalo 46 anos. Olhando para trás, e em traços muito largos, tenho a vida que escolhi. Faltam-me coisas, mas tenho tantas outras boas que acho injusto pedir seja o que for. Acredito que Deus, o Universo e os seus enviados à terra terão ainda coisas muito boas reservadas para mim, que serão concretizadas com um forte empurrão desta força de vontade que tenho e que herdei da vida. Estou contente com ela (com a vida), mas de vez em quando sinto uma espécie de frio que se instala dentro com a falta do quente que não se compra na loja mas, em abono da verdade, devo dizer que sempre achei que seria o preço a pagar. Vou andando e disfarçando, rindo num lado e outro, mas no fundo sabia que o preço a pagar seria o tal frio que de vez em quando se instala, que não chega a arrefecer-me, porque há tanta coisa quente e boa a acontecer-me que o que preciso é olhar para elas e valorizar cada uma de forma preciosa. A cada ano gosto de fazer coisas que me superem, que me desafiem, que me marquem. Gosto de me fazer presente, de olhar para trás e perceber que cresci a todos os níveis, e este ano não foi diferente foi o ano onde me meti (meteram) à prova profissionalmente. Ser escolhido para morar na casa ao lado da Cristina e entrar lá dentro constantemente deu-me e notoriedade que não me deram todos os programas que fiz até aqui num caminho que já tem 20 anos disto, mas acentuou-me a responsabilidade de que gosto e que chega sempre em doses extras quando vamos crescendo com o trabalho, ou o trabalho connosco. Este ano mudou a minha vida profissional e a forma como muita gente passou a olhar para mim. Mostrei que era capaz de estar ao lado, de construir um lugar, de saber estar nele e segurar nele quando fosse preciso. Percebi o que se queria. Entendi o &#8216;vizinho&#8217; como talvez o tivessem imaginado na cabeça quando a casa estava ainda no papel e de repente &#8216;Ele&#8217; existe todos os dias ali, olhos nos olhos com a dona da casa, numa casa que é de todos com um vizinho que <em>todos queremos ter na porta ao lado</em>, é o que me dizem. Foi este ano que me deu o &#8216;vizinho&#8217; e me trouxe a vizinha. Foi e é uma construção diária que junta com outras coisas boas fizeram desde ano, um ano de muito trabalho, muitos projectos, muita realização, coisas construídas pessoal e profissionalmente. Assim vale a pena olhar e perceber que os doze meses que passaram não foram em vão. Cresci muito, apreendi umas coisas e ensinei outras, tenho a certeza! Perdi algumas coisas, porque eu sou da opinião que quando se escolhe se está sempre a perder qualquer coisa. Desiludi-me com pessoas, mas ‘descobri’ outras. Estou mais assertivo, selectivo, mais rigoroso mas menos caprichoso, menos cheio de mim mas continuo a achar que tenho os olhos verdes, porque continuo teimoso, apaixonado, vaidoso, a amar o azul escuro, o cheiro a torradas, a cama feita de lavado, o café acabado de tirar, a casa a cheirar a limpo, um restaurante com pouca gente, uma esplanada ao fim do dia, férias em lugares que me são confortáveis, vontade de conhecer gente que não me conhece mas que acha que sim. Aos 46 anos continuo a achar que o Alentejo será sempre o meu lugar, que jantar em casa com amigos é muito melhor que no mais luxuoso restaurante, que falar de tudo e mais alguma coisa com eles é a melhor escola que podemos ter, que confiar um segredo a alguém é o maior sinal de que se gosta, que há várias maneiras de gostar sem que se atropelem umas às outras. Que fazer televisão bem feita é como respirar e alimentar o respirar de outra gente que precisa dos nossos sentidos para lhe fazer sentido. Mas aos 46 anos continuo a não saber falar Inglês como gostaria, continuo a demorar muito a adormecer. Continuo a não gostar de falar nas primeiras horas do dia, porque me recuso fazê-lo antes de ter os sentidos alerta. Continuo com a certeza que o silêncio me faz tanta falta como a água, que os banhos são excelentes para ter ideias e sei que continuarei indeciso na hora de escolher a refeição, continuarei a detestar praias cheias de gente, trânsito, filas, carne de porco e vaca, cheiro a batatas fritas, pipocas no cinema. Continuo resmungão, disciplinado, rigoroso, profissional, com pouca capacidade de delegar porque acho que dificilmente alguém faz melhor que eu e continuarei a lidar melhor com a critica do que com o elogio. A minha paciência é menos agora que o ano passado e não gosta nada de ser posta à prova. Aos 46 serei melhor amante que até aqui e o melhor namorado que se pode ter, porque amar é um estado de alma que se alimenta até que o outro chegue e beba dele quando está esfomeado de sede ou só tem vontade de humedecer os lábios. Aos 46, continuo a piscar os olhos para a fotografia em forma de defesa, a fechá-los quase completamente quando me pedem para rir, já comecei a gostar dos meus dentes mas continuo sem gostar da minha voz nem das minhas pernas. Este ano continuarei generoso, amigo, cavalheiro, bem disposto, divertido e com uma capacidade estranha de lidar muito bem com os grandes problemas e, por outro lado, de me deixar derrubar apenas com um gesto ou uma palavra fora de tom de uma pessoa de quem gosto ou aprecio. Não sei como será daqui para a frente, mas até agora acho que a melhor reflexão que posso fazer é que sou um tipo porreiro, contente com este ano, feliz com o crescer da minha filha, apaixonado pelos dias de Outono, porque as cores do chão e o cheiro da terra são maravilhosos nessa altura, por cerveja de garrafa, Lambrusco fresco mas não nego que apanhei um desgosto quando descontinuaram o gelado de menta. Resta-me o de chocolate preto, continuo a gostar de arroz de pato, mas não comi uma única vez este ano, apaixonei-me pelas rabanadas do &#8216;Oficina&#8217; no Porto que nos lembram o Natal mas podem ser comidas no Carnaval. Também gosto de queijadas e também não comi. Também gosto de bolo de arroz e não comi. Percebe-se aos 46 que todos os dias o corpo nos mostra qualquer coisa nova. Que a pele começa a ter dificuldade em manter-se no lugar certo, que os cabelos brancos nos dão charme mas nos inquietam, que uma boa alimentação é obrigatória, que a consciência social tem de ser uma prioridade, que o ginásio é fundamental e que sem disciplina nada disto se consegue. Parabéns a mim, que apesar de ser muito complicado, tenho uma tecla que descomplica tudo. Chama-se <strong><em>verdade</em></strong>. Acredito que bem usada, a verdade é meio caminho andado para não se complicar nada e não decepcionar o outros. Verdade, gratidão e algum sentido de humor que me leva a acreditar que cantar pode ser uma saída. Porque gosto de cantar. Como gosto de dançar. Sei que continuarei a fazê-lo, fora de tom e no passo errado. Uma espécie de risco calculado que não faz mal a ninguém. Viver com risco faz falta, a vida sem risco –  como disse há tempos a minha Mateus – ‘<em>é uma folha em branco&#8217;.</em> Acho que quando temos uma folha em branco, há urgência em preenchê-la. Vou fazer por preencher estes 46 anos com tudo. Obrigado por não me falharem! Vocês, cada uma à sua maneira, fazem parte da folha, até mesmo aqueles que pela primeira vez escolheram não enviar uma mensagem, não dizer nada. Até esse abraços em falta ajudam a preencher um ano. Ou uma folha em branco. Uma amiga disse-me ontem ao jantar <i>&#8216;quanto maior é a Nau, maior é o tormento&#8217;. </i>É exactamente isso que sinto.</p>
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		<title>&#8230; Parabéns Cristina! (Podia ser Cristina do Mar)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2019 07:13:28 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Não é o dia dela porque na verdade todos os dias têm sido dela de há muitos dias para cá. Hoje, a Cristina faz anos. O mundo celebra hoje o dia que a viu nascer, sem este mundo imaginar que ela trocaria as voltas a tudo o que lhe aparecesse à frente até deixar o seu nome marcado nele da mesma forma que o tempo deixa a marca nas rochas e mesmo assim, depois do muito que o sol lhes dá, que o vento as tente derrubar, que o mar insista em as desviar, as rochas ficam no lugar que delas por destino. Marcada pelo tempo a rocha fica ali. Firme e presa sem abanar nem desviar. Moldada, a verdade é essa, o que atinge a rocha ao longo do tempo deixa marcas. A rocha parece dura e a olho nú quase não se notam a marcas, mas as marcas estão lá. Na rocha como no mundo e a verdade é que Cristina tem o seu nome marcado na história do mundo da televisão como milhares de ondas foram responsáveis pelas marcas deixadas nas rochas do mar que ela tanto gosta. Nunca lhe perguntei, mas o barulho do mar deve ser a sua banda sonora favorita. Palpita-me que o azul que se mistura no horizonte quando mar e céu juntos fazem junção, deve ser a cor que escolhia para ela, se tivesse que escolher uma cor até porque é em <em>degradé. </em>O sol quase a desaparecer lá ao fundo numa dança de tons que se misturam entre o encarnado, o amarelo e o laranja seriam um par de brincos vistosos e desconfio que a espuma do mar quando rebenta na beirinha e deixa o rendilhado contornado a branco na areia molhada na altura que regressa a casa, pode fazer-lhe lembrar os enfeites de que gosta quando aparece ao mundo e dos quais se despe quando o mundo é só dela e dos delas. &#8216;Os dela&#8217; são poucos, muito menos do que se pode imaginar e acredito que muitos nem imaginam que não pertencem ao mundo dela. Estão &#8216;apenas&#8217; nele convencidos disso, mas a Cristina também nisto é como o mar, &#8216;<em>porque o mar deita fora o que não presta&#8217;</em>. Toda a vida ouvi isto, toda a vida tive este lema e desde que se mudou para o bairro onde eu já morava e me deu a chave de casa, percebi que ela sabe mais disto meio adormecida, que o mundo todo acordado de repente com baldes de água gelada, como se os baldes tivessem sido cheios com a água do mar frio da Ericeira &#8211; e se a água da Ericeira é fria &#8211; é bom que seja, para que fiquem despertos e espertos e percebam que hoje se assinala o dia da Cristina porque o calendário dita que se assinalem os dias e alguém decidiu que fosse neste dia, há 42 anos que a Cristina começasse o seu caminho. Não e fácil este caminho, não se enganem com o brilho, com os valores, com as capas, com o títulos, com a fotografias, não se deixem enganar  pelo caminho, porque terá tanto de bom como de mau e o sorriso &#8211;  a Cristina tem o sorriso mais bonito da televisão (e eu tento imitar todos os dias) muitas vezes &#8211; se deve transformar em lágrimas com sabor a sal como a água do seu mar, porque de vez em quando custa. Porque se de vez em quando custa a todos, ser Cristina Ferreira também deve custar. Até aos pescadores, que conhecem o mar como a palma da mão lhes custa de quando em vez desbravar a água, como não custaria a alguém que quer fazer o seu caminho? Um caminho feito de desbravar. É um caminho bonito. Se ela hoje olhar com atenção vai perceber de certeza que o caminho é bonito, se o olhar de frente pode dar de caras com um mar sereno e calmo a meio desta caminhada, mas que já foi menos bonito e mais turbulento com ondas a bater umas nas outras, areia pouco suave onde os pés arranhavam só de a pisar e a chuva caía fria e grossa em cima do mar, da areia e das rochas numa briga onde eram todos vencedores num <em>podium</em> só de primeiros lugares porque são todos forças da natureza. E a natureza vence sempre, seria um empate entre eles. A Cristina é uma força da natureza, mas até nisso diferente, ela gosta pouco de empates. Garanto! Hoje, que estou todos os dias com ela, não me arrependo de nenhuma critica ou elogio que lhe fiz desde que dou opinião sobre a figura que aparece no ecrã. A Cristina faz anos, está de parabéns, e antes que ninguém se atreva a dizer-lhe por vergonha ou porque o elogio no nosso País não se pratica muito, é importante que se lhe diga que, sem querer ou querendo, fica com o nome gravado na história da televisão em Portugal, como o tempo gravou marcas nas rochas de tanto insistir nelas. Daqui a 50 anos, quando falarem de televisão, vão falar de uma loira bonita, que falava alto, de jeito leve, decidida, empreendedora, inovadora e marcante. A mulher que mudou o rumo da história da televisão em Portugal, não porque se transferiu de canal &#8211; que isso é a lei do mercado &#8211; ou pelo menos não só por isso, mas porque Ela inventou uma forma de fazer daytime com o capricho de quem olha para o horário nobre, porque ela mostrou a todos, que todos os horários da televisão são nobres, se a televisão for feita com a nobreza e o respeito que merece, porque é isso que merece quem a vê. Faz anos a Cristina da televisão, e faz a mãe, a filha, a namorada, a mulher, a amiga. Todas as &#8216;Cristinas&#8217; numa Cristina que poucos conhecem e que guarda religiosamente para si, quando se despe de todos os brilhos e se aconchega em casa sozinha ou com os vizinhos que  lhe batem à porta porque a vida os meteu no seu caminho e ela os manteve na sua vida &#8211; e não falo de mim, que cheguei ontem &#8211; falo dos que fazem o caminho há tanto tempo como ela. Uma das coisas boas desta Cristina é saber que tem gente no seu caminho há tanto tempo como ela. Isto diz muito de uma pessoa, para quem entende de pegadas e de pessoas, na prática isto diz quase tudo. Parabéns Cristina!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-size: 8pt;">.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 8pt;">foto: Instagram Cristina Ferreira</span></strong></p>
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