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	<title>audiência &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; O senhor Fernando (Ou a verdade da televisão)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2019 15:23:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; A história do Senhor Fernando que emocionou o País inteiro esta semana é a história daquilo que a televisão é capaz de fazer, quando é feita de verdade e com verdade para as pessoas. O Senhor Fernando tem dentro dele o luto porque perdeu o amor da sua vida, mas não perdeu a vontade de ver o dia nascer melhor manhã, ou depois de manhã, ou depois de depois de manhã. Não perdeu a vontade, e isso é que importa! Homem aplicado na sua &#8216;escrita&#8217; ligou para o passatempo &#8216;Casa Feliz&#8217; e quis o destino que fosse contemplado. Quando atendeu, passava pouco das dez da manhã e reconhece a Cristina que ao telefone lhe diz que ganhou 2500 euros! Emociona-se, agradece e no meio da conversa &#8211; que estava animada -, diz que o dinheiro vai servir para pagar o funeral da esposa que estava por pagar. O estúdio gela. A Cristina deve ter gelado por dentro. A equipa técnica deve ter ficado gelada num todo. Um programa de televisão feito de verdade é um bloco por inteiro. O bloco inteiro deve ter gelado. Eu gelei. Numa fracção de segundos, Cristina perde o brilho que tinha nos olhos, baixa as pálpebras, o tom de voz, encosta-se à ombreira da parede do seu <em>closet,</em> dá o ombro e estende os braços ao senhor Fernando&#8230; Os olhos da Cristina não voltaram a brilhar de contentes nesse dia, eu conheço-os. No dia seguinte, recebeu o Senhor Fernando, que aceitou sair de casa pela primeira vez depois da morte da sua metade. Ele, num rosário de histórias contadas e alinhadas emocionou todos nos braços da apresentadora, que deixou de o ser, para ser apenas a pessoa que deu ao Senhor Fernando a esperança de um amanhecer melhor naquele dia. A emoção na televisão é bonita quando para casa passa verdade. No final, Cristina voltava a brilhar com força por perceber que estava &#8216;encaminhada&#8217; da melhor maneira a vida do senhor Fernando. Foi o pagamento da dívida que tinha, foi o prémio dos 2500 euros, mas foi mais que isso. Foi mostrar a todos que quando vale a pena não há nada que se meta pela frente. Quando eu digo &#8211; e digo muitas vezes &#8211; que se faz a diferença na vida das pessoas é por isto. É por isto que me sinto orgulhoso por fazer televisão num horário que para mim será sempre o nobre. Porque é neste horário que estão a pessoas que precisam muito. Que precisam mais. Que muitas vezes não têm mais nada a não ser a televisão. A voz de quem está dentro da televisão ou o ombro, como aconteceu neste caso. Ver o Senhor Fernando ali sentado à hora de almoço, no dia a seguir a que o destino quisesse fazê-lo mais feliz, depois de ter perdido a sua felicidade para a eternidade, é fazer-me pensar que amanhã o amanhecer pode ser melhor, se não for manhã será depois, ou depois de depois de amanhã. Cada sorriso que faço soltar dentro da casa da Cristina é um raio de vida que mando para quem acredita que ali, se honra a televisão. A televisão é feita  <em>por pessoas, para pessoas e com pessoas</em>. Frase sábia do realizador, que aos comandos da <em>regie</em> deve ter gelado como todos gelaram. Não esqueçamos isto. Para lá de audiências, de companheiros, de rivalidades de canais, da luta de egos, de títulos de revistas, estão a pessoas. São elas que importam. São elas a respiração profunda que está entre o genérico de abertura e a ficha técnica de cada programa. Digam o que disserem, mas mais uma vez &#8216;O programa da Cristina&#8217; mostrou como se faz. Obrigado! Eu como profissional gosto de aprender e eu como espectador gosto de ver.</p>
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