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	<title>criança &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>… Ontem e hoje!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 16:55:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[… Esta semana eu e a Maria recuámos no tempo e fomos até às fotografias que nos tiravam na escola primária. É bom recordar. Naquele tempo era uma criança. Quando olho para esta fotografia, vejo nela um punhado de vontades que tinha na altura e que sentia que se tornariam verdades. Tinha os olhos muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… Esta semana eu e a Maria recuámos no tempo e fomos até às fotografias que nos tiravam na escola primária. É bom recordar. Naquele tempo era uma criança. Quando olho para esta fotografia, vejo nela um punhado de vontades que tinha na altura e que sentia que se tornariam verdades. Tinha os olhos muito abertos, assim como os tenho hoje. Eram arregalados, amendoados, um castanho que, de vez em quando, fica meio verde. Tinha esperanças dentro, antes de ir acabando com elas. Ficaram os olhos muito abertos à mesma, mas hoje já com as marcas que o tempo lhes trouxe. Cresci muito depressa. Fiz-me bem-disposto, porque não entendo a vida de outra maneira. Vamos crescendo e aos encontrões, percebemos que o que deixa de nos fazer criança não é o calendário. É a força com que a vida se agarra a nós e decide fazer o que quer. Não há tempo para nos explicarem que é demasiado complicado deixar de ser criança. Devíamos ser crianças muito tempo. Talvez sempre. A idade da inocência é a mais feliz, mesmo quando achamos que pode não ser. Acreditamos mais, logo, somos mais felizes. Sabemos menos, logo, somos mais felizes. Somos sempre mais felizes quando ainda acreditamos em alguém ou em alguma coisa. Em criança, nunca me avisaram que um dia ia deixar de acreditar. Não se pode cortar assim, a meio, aquilo que pensamos do mundo. Nem me disseram isso nem me explicaram que ia aparecer gente que me maltrataria, que iriam aparecer situações com as quais não conseguiria lidar, que ia ter contas para pagar, agenda para cumprir, ou que, quando crescesse, iria ter de construir uma máscara para enfrentar a idade adulta com a mesma verdade com que a imaginava em criança. Ainda assim, não me zanguei com a vida nem tenho saudades de ser criança, embora ninguém se tenha chegado ao pé de mim para dizer: <em>Cláudio, vai devagar, que isto não é almofadado e podes magoar-te a valer</em>. Aprendemos quando crescemos muito depressa que o que queremos é ser pequenos outra vez. Queremos ser outra vez inocentes para acreditar que a vida é uma criança que teremos de embalar, cuidar, respeitar até que adormeça. Estes olhos, grandes e meio desorientados, já foram alegres, histéricos, extasiados, tristes, humilhados, ofendidos, orgulhosos, medrosos, corajosos, envergonhados&#8230; São os meus olhos. Abertos. Muito abertos a quem foram roubando a capacidade de brilhar.</p>
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		<title>&#8230; O que queres ser quando fores grande? Pequeno outra vez!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 18:28:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Quando era criança, nunca ninguém me explicou que o mundo não seria almofadado. Cresci muito depressa. Fiz-me bem-disposto, porque não entendo a vida de outra maneira. Vamos crescendo e, aos encontrões, percebemos que o que deixa de nos fazer criança não é o calendário. É a força com que a vida se agarra a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Quando era criança, nunca ninguém me explicou que o mundo não seria almofadado. Cresci muito depressa. Fiz-me bem-disposto, porque não entendo a vida de outra maneira. Vamos crescendo e, aos encontrões, percebemos que o que deixa de nos fazer criança não é o calendário. É a força com que a vida se agarra a nós e decide fazer o que quer. Imaginem um boneco de trapos nas vossas mãos, que o sacodem de um lado para o outro sem dó nem piedade&#8230; É isto que a vida nos faz. Não há tempo para nos explicarem que é demasiado cruel deixar de ser criança quando não nos tornam o caminho mais fácil. Devíamos ser crianças muito tempo. Talvez sempre. A idade da inocência é a mais feliz, mesmo quando achamos que pode não ser. Acreditamos mais, logo, somos mais felizes. Sabemos menos, logo, somos mais felizes. Eu defendo que os ignorantes são mais felizes. Somos sempre mais felizes quando ainda acreditamos em alguém ou em alguma coisa. Em criança, nunca me avisaram que um dia ia deixar de acreditar. Não se pode cortar assim, a meio, aquilo que pensamos do mundo. Nem me disseram isso, nem me explicaram que ia aparecer gente que me maltrataria, que iriam aparecer situações com as quais não conseguiria lidar, que ia ter contas para pagar, agenda para cumprir, ou que, quando crescesse, iria ter que construir uma máscara para enfrentar a idade adulta com a mesma verdade com que a imaginava em criança. Ainda assim, não me zanguei com a vida, nem tenho saudades de ser criança. A vida é demasiado feroz para me zangar com ela. Iria perder a batalha. Tenho a certeza. Em criança não sei, mas sei que quando crescemos pagamos uma factura muito alta principalmente quando trocamos as voltas daquilo que a vida tem para nós. Nem é uma coisa de destino, é uma coisa mais forte que nos custa pagar. Custa muito. Há uns que não a pagam, são caloteiros, há outros que pagam a factura com juros, porque são de fiar. Quem confia sofre mais, paga mais&#8230; Talvez seja mais feliz por ter as contas em dia. Não sei. Um dia saberemos isso. Por enquanto há dias que fico bastante aborrecido, porque quando era criança ninguém chegou ao pé de mim e disse, <em>&#8216;Cláudio, vai devagar, que isto não é almofadado e podes magoar-te a valer.</em>&#8216;</p>
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		<title>&#8230; Olha eu aqui (Podia ter sido cantor uma temporada)</title>
		<link>https://euclaudio.com/olha-eu-aqui-podia-ter-sido-cantor-uma-temporada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2019 19:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Aquilo que esta foto representa pode ser só uma fotografia dentro de um caixote, mas há mais de vinte anos podia ter sido a capa de um disco&#8230; porque por esses dias tinha acabado de sair do Big Brother Famosos e um dia recebo um telefonema do meu agente da altura a dizer que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Aquilo que esta foto representa pode ser só uma fotografia dentro de um caixote, mas há mais de vinte anos podia ter sido a capa de um disco&#8230; porque por esses dias tinha acabado de sair do Big Brother Famosos e um dia recebo um telefonema do meu agente da altura a dizer que <em>&#8216;iria mudar a minha vida</em>&#8216;. Fiquei empolgado, porque estava farto de fazer presenças e catálogos de roupa. Um desafio a sério era be vindo. Lá fui eu. A  primeira reunião foi no hotel Tivoli na Avenida da Liberdade. Infelizmente não me empolgou tanto como eu imagina. Estavam a desenvolver um projecto para uma boys band e eu tinha <em>&#8216;o perfil que procuravam&#8217;</em>. Eu? Vejamos: não sei cantar, não sei dançar, sou zero coordenado para o assunto, era magro, não devia muito à beleza e além de um cabelo marcante, dentro do género, para a altura não tinha mais nada&#8230; mas já era esperto e percebi rapidamente que o que queriam era juntar duas caras conhecidas (havia outra pessoa que era tão conhecido como eu) a mais dois e a coisa acabava por acontecer. Devo dizer que sempre tive muito claro o que queria fazer, por isso entrar num projecto destes só se fosse uma porta de entrada para o que eu queria, e o que eu queria não passava por cantar nem dançar. Isso seguramente!&#8230; Fui a umas quantas reuniões, ensaios, provas de roupa. Quase sempre em lugares diferentes, o que era estranho. Fez-se de tudo. Mas não me lembro nunca de me meteram um microfone à frente, perguntarem se eu sabia cantar, queria aprender ou se gostava. Um dos elementos abandonou o projecto sem lhes dizer nada, falou comigo e disse &#8216;<em>Cláudio, o que eles querem é explorar a nossa imagem&#8217;</em>. Eu sou mais esperto que isso. Estive ali em ensaios umas quantas semanas, percebi como tudo funcionava, como funcionava a imprensa naquela altura e os meandros daquilo que seria um projecto temporário. Não tinha base, não tinha amadurecimento. Não tinha como funcionar. Não era para mim percebi no primeiro minuto, mas absorvi o que consegui. Eu não queria fazer por fazer. Eu nunca lhes disse que queria cantar ou dançar. Não era a minha praia. Fui empurrado pelas circunstâncias da altura como acho que muitos jovens são, deixam levar-se pelas conversas, pelas promessas, pelos sonhos que nos vendem entre quatro paredes em salas grandes com imponentes quadros e secretárias e por agentes que se atravessam e que gostavam mais da comissão que poderiam receber do que da mãe que os pariu. Tinha a minha cabeça no lugar, tirei daquilo o que tinha que tirar e um dia disse <i>&#8216;vou ter que abandonar o projecto. A produtora da Teresa Guilherme chamou-me para fazer um casting para um programa de televisão, e não é compatível&#8217;</i>. Os olhos deles brilharam. Para eles era o ideal. Se tudo corresse bem eu ficaria ainda mais conhecido. Era agora ou nunca, mas tinha de assinar para &#8216;<em>ser legal&#8217;</em>. Não assinei. Disse que ia pensar e responderia no dia seguinte. Nao voltei. Disse ao meu agente da altura que resolvesse como quisesse mas eu não ia fazer aquilo. Eu ia fazer o casting da Teresa Guilherme. Fui fazer o casting à Avenida do Brasil perto de Alvalade. O meu agente nunca acreditou que eu ficasse no programa, ele achava que eu devia aproveitar a oportunidade certa de estar na banda e não acreditar em promessas ou suposições, na verdade eu acho que o tal agente nunca acreditou em mim. Marquei uma reunião com ele. Insistiu comigo. Rasguei o contrato à sua frente e nunca mais falei sobre o assunto. Fui para o Alentejo, senti medo e pensei na possibilidade de ter deitado fora uma oportunidade em troca de uma intuição que tinha. Tempos depois fui fazer o &#8216;Rosa Choque&#8217; com a Teresa Guilherme na TVI. Tinha passado no casting. Encontrei várias vezes os empresários. Um deles durante anos não me falou, o outro voltou a convidar-me para gravar um CD de Natal nesse mesmo ano (não gravei como se sabe) e o agente disse que me ia processar. Ainda estou à espera da minha ida a tribunal por causa disso. Entretanto soube mais tarde que mudou de rumo profissional. Nunca tinha contado isto e hoje, ao dar de caras com esta fotografia lembrei-me da história. Foi rápida, parece que aconteceu em outra vida. Não me lembro se a banda durou muito tempo, mas sei que aconteceu. Eu podia ter cometido um dos maiores erros da minha vida e só não o fiz porque não permiti que me desviassem do meu objectivo. Tinha sido fácil fazê-lo se não tivesse foco. Nesta profissão (como na vida) o foco pode ser a nossa salvação. O foco e a intuição.</p>
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