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	<title>Crónica &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; Chegou o Outono. Chegou a noite!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2020 17:59:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8230; Chegou o outono. Eu sou dos que gosta do Outono com sabor a Outono. Gosto de sentir o vento demorado na rua, a chuva miudinha e as os tons castanhos espalhados por todo o lado. Sou dos que gosta da roupa mais pesada, por camadas, e de gente aninhada em si mesma, sem sabermos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; Chegou o outono. Eu sou dos que gosta do Outono com sabor a Outono. Gosto de sentir o vento demorado na rua, a chuva miudinha e as os tons castanhos espalhados por todo o lado. Sou dos que gosta da roupa mais pesada, por camadas, e de gente aninhada em si mesma, sem sabermos se é do frio ou da vontade de um abraço. Com o tempo assim, não tem de se fingir a carência de um abraço. Abraçamo-nos nós com a desculpa do frio. Pensando bem, há demasiada gente com o outono instalado dentro de si. Com medo de abrir as portas da alma, porque têm receio que uma rabanada de vento mais forte lhes tire o que pensam, o que sentem, o que são&#8230; Eu não gosto disso. Gosto de me sentir outono de vez em quando, mas de portas abertas. O renascer é importante e se for preciso, que nos chegue um vendaval e abale tudo o que temos instalado para que depois volte a ser primavera, mas só de tempos a tempos. Agora é Outono. Cada estação tem o seu espaço, temos que saber vivê-la e deixar que se instale, porque com todas aprendemos. A mim já me ensinaram umas quantas coisas. Querem ver? Com a primavera, aprendi a renascer e a sentir o impulso da mudança, no outono aprendi o aconchego. O inverno é a certeza de deixar tudo fechado porque está frio e sentimos mais comodidade no tempo frio. O verão traz a aventura, o adiar, o deixar estar&#8230; Não é porque o outono me invadiu a alma que não penso nas outras estações. Não é porque gosto de frio e chuva que o vou deixar ficar muito tempo. Mas sabe bem. Sabe bem perceber que cada folha que cai hoje de uma árvore e é levada pela força do vento ou pelo escorregar da água, fez parte de um nascimento. Já foi pequenina, já cresceu. Já foi verde. Acabou por cair, castanha, vencida pelo tempo ou pela força da Natureza. Não somos muito mais do que uma folha quando estamos dedicados a viver o outono dentro de nós. Pensamos que somos a folha. Uma folha de Outono. Bonita, frágil, com a história de todas as estações anteriores. Da mesma maneira que pensamos que a estação não passa acho que demorarmos muito tempo a pensar. Pensamos muito e muitas vezes devíamos apenas não pensar. Desligar. Ouvir só o vento ou a chuva. Perceber o frio. Como é que ele acontece? Não vale a pena mais do que isto. De vez em quando, devíamos limitar-nos a viver. Deixar passar. Se o outono passa o resto passa também! Estava a pensar nisso agora. A esta hora é serão. Eu amo o serão de Outono. Mais caseiro, mais sossegado. A mim o serão aclara-me o pensamento. Gosto de o ter em silêncio, porque preciso muito de organizar ideias, estabelecer prioridades e muitas vezes, durante o dia não me apetece. Gosto dele. Sereno, calmo, com uma vela acesa, o som da televisão ao fundo, um livro que não vou abrir por preguiça, mas que olha para mim e me faz sentir culpado, e o computador em que escrevo estas linhas. Acho que sempre gostei da noite, mas gosto mais dela em casa do que na rua. A noite faz-me cada vez mais sentido em casa, mas faz-me cada vez menos sentido sozinha, principalmente se forem noites de Outono.</p>
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		<title>… As coisas do tempo, que passam como as imagens do retrovisor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 17:30:52 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… O outro dia, a manhã acordou cinzenta. A cheirar a Outono. O tempo avançou de repente no calendário, porque ainda não é Outono. Eu não sei se gosto deste avançar de tempo, porque com ele percebemos que, há qualquer coisa que fica para trás. Claro que à medida que o tempo avança, paramos para pensar e chegamos à conclusão de que estamos melhor, sabemos mais, temos história, mas que nos falta qualquer coisa. Pode acontecer não conseguirmos identificar o quê, não encontrarmos a peça que falta, e resta-nos esperar que o tempo faça o seu trabalho. Mas há casos em que detetamos imediatamente o que falta, porque falta. Sabemos exatamente o que queríamos muito ter agora, como tínhamos aos 20, 30 ou até aos 40&#8230; Todos sabemos que o tempo avança e por isso andamos desenfreadamente à procura de suplementos, de uma alimentação melhor, de cuidados com a hidratação&#8230; Achamos que podemos retardar os sinais que nos vão dizendo que a nossa fase é outra. Eu sei qual é. Tenho-a espelhada todos os dias. Sinto-a na pele. Resolvido isto, vem o pior. O pior é o resto. E o que é o resto? A memória. As memórias. O que fica para trás&#8230; não gosto de perceber isso. Não gosto de perceber que há tanta coisa que já não tenho, que já não faço, que já não quero, que já não gosto. Mas que tinha, que queria fazer, que antes não vivia sem. Passados os 45 é definitivamente a entrada noutra fase. A fase da saudade e da insatisfação, porque, por um lado, já não somos jovens, por outro, ainda somos jovens para sermos velhos&#8230; A fase em que a minha filha se torna adolescente, eu deixo de ser (por enquanto) prioridade na sua vida, que os amigos fazem as suas vidas cada vez mais longe da nossa, que as decisões são tomadas cada vez em maior solidão. E em que os domingos se tornam piores domingos, por critério, porque é preciso descansar para a semana, ou desespero porque o telefone não toca com um convite que nos faça deixar o sofá, porque não nos apetece andar sozinhos a divagar na rua com o ar desenfreado de quem está muito feliz, porque já não é preciso provar a felicidade a ninguém. Ou se é, ou não se é! Parece que neste momento não há meia felicidade. Ou está toda a gente muito feliz à nossa volta, ou muito infeliz. Gostamos cada vez menos de mais coisas, porque à distância tudo nos parece menos do que podia ser e muito exagerado quando vivido por outras pessoas. Acho que a barreira dos 45 podem ser uma espécie de “pré-adolescência” da maior idade, onde brigamos com o mundo porque queremos ter muitas mãos para agarrar tudo até lá chegarmos. Somos, a esta idade, aquilo que a vida fez de nós? Ou somos o que quisemos ser? Esta é a verdadeira questão. Os que já por aqui passaram arriscam-se a pensar na resposta, porque depois dos 45 não é justo deixarmo-nos ir. É fundamental que o caminho seja definido por nós. Se for errado, teremos tempo de nos arrepender. Pior seria olhar para trás e perceber que não o fizemos, não termos nada do que nos arrependermos. É a realidade a dar de caras com as circunstâncias que a vida construiu para nós. Tudo isto, porque hoje a janela do quarto amanheceu pingada da chuva e me fez pensar na vida&#8230; olhar para trás. Como se fosse no carro, a ver a paisagem passar no retrovisor. Já vos deve ter acontecido.</p>
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		<title>&#8230; O Alentejo a quem lhe fizer bem!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 14:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; O outro dia coloquei nas redes um post sobre o Alentejo, como faço muitas vezes. Um pequeno desabafo sobre uma terra que me diz muito. Escrevi &#8216; O Alentejo fica-nos sempre com um pedaço quando vamos e voltamos. Fica uma ferida! Quem nunca mais voltou, conta que a ferida não sara. Não cicatriza. Sentem saudades dos pés quentes na terra. Da roupa colada ao corpo transpirado. Sentem falta do silêncio e até das mulheres que vestem preto. Sentem falta do cantar das cigarras que só se calam no fim do quente. Há quem diga que de tanto ir e vir, de tantos bocados ficarem, de tanta carne nos arrancarem… um dia ficamos lá. Reféns. Reféns da terra, para que deixe de ser seca e à espera que as mulheres voltem a vestir-se de cor. Se há lugar para vestir cor, será no Alentejo!&#8217; recebi imensas mensagens de seguidores que queriam saber mais desta ligação minha ao Alentejo e como a mantenho. Pessoas que se emocionam com o traço que faço desta terra onde me sinto em casa. É simples. A ligação é simples. É uma ligação de coração. De verdade. É uma ligação de raiz, que vem dos tempos em que a minha mãe era menina e se passeava na Vila com as amigas. No tempo em que os montes ali à volta seriam uma espécie de muralha para que Vila Boim fosse uma das mais bonitas vilas do meu Alentejo. Seguramente, no Alentejo existem outras mais bonitas, mas foi esta que me viu crescer é esta que me conhece o arrastar dos pés e o dançar da pressa. Eu sou do Alentejo a sério, eu não sou porque está na moda, porque é bonito, ou porque meter uma fotografia no instagram com uma casa caiada de branco com rodapé azul é altamente rentável. Eu sou daqui. Eu vejo-me aqui. Eu voto aqui! Ser do Alentejo é ajudá-lo a crescer na sua economia, a não o permitir desertificar-se, é estar atento ao que se passa, é perceber as suas gentes, escutar a sua rádio, ler o jornal da terra, fazer compras da semana nas lojas&#8230; acredito que isto acontece comigo no Alentejo e com tantas outras pessoas em tantas outras zonas do País. Talvez a única diferença, a que eu acho, daquilo que me perguntam, é que eu não me imagino num outro lugar. O que gostava de passar a quem me lê e segue é que eu sou muito a raiz de onde venho. Não temos todos que ser assim. Conheço muita gente que não é, por muitos motivos e não faz delas melhores ou piores pessoas. Apenas diferentes. Quando escrevo sobre isto, é com o objectivo de mostrar a todos que por muitas voltas que a vida dê, o importante é termos um lugar onde, no meio de tanta confusão, encontramos o nosso chão. Digamos que seria o fio de prumo da nossa realidade. Eu sinto orgulho de nunca ter tirado os pés deste fio de prumo que me vai orientado. Mas o meu objectivo é também o de passar outra mensagem importante, não é porque se nasce longe, se cresce longe, se vive longe que não se chega onde se quer. Nada disso. A distância não pode ser a culpada da falta de vontade, do comodismo. Há boas oportunidades no Alentejo como as há em outros lugares. Sabemos que os grandes centros urbanos reúnem mais. Claro que sim, mas também sei &#8211; por experiência própria – que o sossego e a paz que nos entra alma dentro no lugar onde temos as raízes, não se consegue noutros lugares. Por isso o truque é fazer esta ginástica gigante de manter um pé num lado e outro noutro. Nem todos conseguem. Eu sei que não. Eu consigo. E sou grato por isso!</p>
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