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	<title>doce &#8211; Eu, Cláudio</title>
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	<description>Eu, Cláudio</description>
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		<title>… Fui ver e foi, Bem Bom!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2021 10:49:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[… Óbvio que é uma obra de ficção baseada em factos reais, mas fiquei ainda com mais vontade e a ver quando a Helena Coelho, uma das Doce originais me disse &#8216;Cláudio, o filme está impecável. Revi-me em tudo!&#8217;. Resumido, fui com a expectativa alta. A PatrÍcia Sequeira, realizadora, já me acostumou a uma linguagem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… Óbvio que é uma obra de ficção baseada em factos reais, mas fiquei ainda com mais vontade e a ver quando a Helena Coelho, uma das Doce originais me disse <em>&#8216;Cláudio, o filme está impecável. Revi-me em tudo!&#8217;.</em> Resumido, fui com a expectativa alta. A PatrÍcia Sequeira, realizadora, já me acostumou a uma linguagem muito objectiva e limpa. Sem rodeios. Mostra o que é o preciso mostrar embrulhado na sua lente. Gostei logo da forma como começa e depois gostei muito de perceber &#8211; talvez tenha sido de forma involuntária &#8211; mas o filme faz também uma bonita homenagem ao Zé Carlos, um dos maiores estilistas que este País conheceu e que muitos parecem ter esquecido e outros não conheceram&#8230; O Zé Carlos, amigo de Laura Diogo, foi o responsável por todo o guarda roupa da banda e sabemos que o visual ajudou bastante a que o triunfo chegasse como chegou. Nuno Nolasco actor que faz o seu papel está magnífico. Juro que por momentos na forma de falar reconheci o criador. Acho isto uma homenagem bonita. Voltemos às Doce que são elas as protagonistas. As originais e as de hoje. Às originais é preciso agradecer porque sem se darem conta, como conta o filme, estavam a mudar mentalidades. É preciso agradecer fazerem parte da nossa história e ajudarem a colorir um mundo cinzento num País que via tudo a preto e branco. Eu sou geração Doce, porque tenho 47 anos e vivi de perto o fenómeno, que consumia e percebi sempre que não era uma banda qualquer. Que dificilmente se faria outra igual, mesmo que se tenha tentado várias vezes&#8230; Acredito que a Laura, a Teresa, a Fá e a Helena estão orgulhosas do que fizeram e contentes com este filme, porque na verdade fazem-lhes em vida a homenagem que nunca tiveram, sendo até muitas vezes esquecidas e escondias por muitos que se acharam intelectualmente superiores nos dias que correm tentando abafar quem eram e o que faziam. To-zé Brito, o mentor está vaidoso. Confessou-me o orgulho que sente nesta obra e com razão. Falar agora das Doce de hoje. Bárbara, Marta, Carolina e lia. Seguramente um casting difícil de fazer mas que encaixa naquilo que temos na memória da banda. Estão de parabéns, porque sem imitarem e criando a personalidade de cada uma passaram aquilo que era suposto sem exagero, sem cópia e com rasgos de profunda criatividade nos jeitos que, se forem vistos com atenção, fazem a diferença. A obra serve também para desmistificar de uma vez por todas o nojento boato que quase acabou com a banda sobre Laura Diogo. Fica bem patente o que aconteceu, como aconteceu e como a protagonista se sentiu. É um filme que vale a pena ver, pela história, pelas interpretações, pela imagem, pelo recuar no tempo, pelas músicas, pelo guarda roupa – parabéns, está estupendo &#8211; e claro, porque se está a reconhecer em vida uma ideia que rasgou com preconceitos e acabou precocemente. Não se sabe até hoje porque a banda chegou ao fim de repente. Ágata, que a seu tempo esteve nas Doce garante que acabou porque ela não apareceu num concerto de fim de ano. Ágata não entra no filme, não é mencionada, não faz parte. Muita gente questiona a razão, a mim parece-me evidente: o filme vai até ao célebre Bem-Bom de 1982 e a cantora entrou em 1985. Nada tira o mérito nem o crédito a este trabalho que é preciso ir ver ao cinema, porque é raro que se façam mostras destas ainda com os artistas em vida. Parabéns Patrícia. Mesmo!</p>
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		<title>&#8230; Acabou-se o que era doce!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Mar 2013 13:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
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					<description><![CDATA[Se meter o açúcar todo estraga. Mas se não meter a mediad certa não sabe bem&#8230;&#160; &#8230; Sou um gajo fixe, porreiro e bom coração. É verdade, teço-me estes elogios porque me permito olhar ao espelho e ficar satisfeito com o que vejo. Depois, olho ainda mais profundamente na íris dos meus olhos, e os [&#8230;]]]></description>
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<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-hRCWsMPtxCc/UTONjKA5CzI/AAAAAAAAGWo/R5mDtxXaEWw/s1600/IMG_1886.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="400" src="http://5.189.156.111/~euclaudiocp/wp-content/uploads/2013/03/IMG_1886.jpg" width="400" /></a></td>
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<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Se meter o açúcar todo estraga. Mas se não meter a mediad certa não sabe bem&#8230;&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
&#8230; Sou um gajo fixe, porreiro e bom coração. É verdade, teço-me estes elogios porque me permito olhar ao espelho e ficar satisfeito com o que vejo. Depois, olho ainda mais profundamente na íris dos meus olhos, e os olhos &#8211; que dizem que não mentem  &#8211; revelam alguns amargos de boca, muitos defeitos,&nbsp;alguns&nbsp;ensinamentos&nbsp;outras&nbsp;aprendizagens&nbsp; que com o tempo vão amargando umas vezes mais que outras. É assim comigo, deve ser assim com cada um de vocês. O que não entendo eu &#8211; porque há coisas que não entendo &#8211; é porque os doces ficam amargos de repente. Parece o café, que quando não deixamos no pacote aquele pedacinho de&nbsp;açúcar&nbsp; e o deitamos todo na chávena, fica meloso de doce. Parece que aqueles grãos de&nbsp;açúcar&nbsp;fazem toda a diferença&#8230; pode ser que façam. Não sei, não faço ideia. Mas não é por ser um gajo fixe, porreiro com bom coração que tenho que meter sempre o pacote todo de&nbsp;açúcar. Acabou-se o que era doce!</div>
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