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		<title>&#8230; A verdade do campeão!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 17:53:34 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; Fernando Pimenta trouxe o bronze para Portugal, mas assume claramente que queria ter trazido o ouro, porque foi para isso que trabalhou. Para nós, ele trouxe ouro, porque ouvi-lo falar é escutar a resiliência e a verdade em forma de pessoa numa mistura bonita e quase comovente em tudo aquilo que diz, porque o que diz soa a verdade absoluta. É verdade quando confessou publicamente no &#8216;Dois às dez&#8217; que a família fica muito prejudicada com a sua entrega, é de louvar quando reconheceu que a mulher Joana tem sido pai e mãe da pequena Margarida que é a &#8216;menina dos seus olhos&#8217; e é verdade quando reclama que Portugal olhe para os atletas olímpicos o ano todo e não apenas em datas especiais e lhes dê atenção sempre. Se marquem entrevistas se procure saber sobre eles, que se mostre interesse e acima de tudo que se apoie&#8230; não se queixa da falta de apoio no seu caso pessoal, mas fala num colectivo onde reconhece que estamos longe, muito longe de ter as estruturas de equipa que têm os seus pares internacionais, na sua e em outra modalidades olímpicas. Fernando Pimenta assume com toda a verdade que não temos uma política de alta competição como existe lá fora e por isso tudo o que conquistam vale mais que o dobro e já conquistaram muito e deixam um Portugal orgulhoso, mas era bom que fosse orgulhoso o ano todo e durante todo o ano. Diz que uma ajuda pequena de uma grande empresa pode fazer a diferença absoluta na carreira de um atleta. Dá exemplos, explica as razões e argumenta. Este é um dos nossos atletas que nos Olímpicos trouxeram medalhas a eles juntam-se outros nacionais mas para todos é preciso olhar com olhos de gente sempre e não quando nos convém, porque fica a sensação estranha de que parece existirem apenas a cada evento desta natureza. A humildade com que fala das suas conquistas contrasta com a certeza de que sabia que seriam dele. Entrou no estúdio alegre, bem disposto ,rodeado da sua família, aquela que criou para si e que o ampara nas horas menos boas, &#8216;e são muitas&#8217; e com ele festeja as alegrias, mesmo com atraso porque acontecem no outro lado do mundo. Com ele a sua companheira de muito tempo. Joana que conheceu na canoagem e que lhe reconhece não só o valor como a beleza interior que descobriu <em>&#8216;ainda o Fernando na tinha músculos&#8217;</em> uns músculos que custam a conseguir em treinos e sacrifícios diários para estar cada vez mais e melhor preparado para o próximo desafio, porque ele não tem limites e sabe exactamente onde quer chegar. Quer ser campeão com ouro pendurado ao peito e orgulhar um País de que gosta mas a quem apela mais atenção. Quer ver reconhecida uma modalidade sempre e não em tempos de festa, quer ter condições para ele e para todos para que o desempenho seja melhor e justo quando em alta competição há colegas em vantagens por terem essas condições. Quer ter mais tempo para os seus e ver a sua Margarida crescer orgulhosa do pai. A Margarida que se tornou num espécie de memória fotográfica quando no momento da vitória Pimenta levantou a chupeta da filha numa homenagem bonita que rodou o mundo e fica para sempre, porque um dia a Margarida vai perceber que o pai &#8216;<em>desarrumado e desorganizado em casa</em>&#8216;, como diz a mãe, tinha a cabeça no lugar, os objectivos traçados e remava para que o sonho dele chegasse mais longe. Tão longe quando possível fosse sonhar&#8230; e depois se sentasse num sofá descontraidamente e falasse do feito com a naturalidade que só os grandes conseguem. Obrigado Fernando Pimenta!</p>
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		<title>… O sonho de Anabela!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2021 21:39:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; E andamos todos a correr numa luta desenfreada para chegar a um lugar qualquer que não sabemos exactamente qual, e pior ainda, não temos a certeza se seremos felizes lá. E andamos nós a brigar uns com os outros por coisas mais ou menos pequenas e com a importância de coisa nenhuma atarefados a reclamar do mundo, quando no mundo existe a Anabela. Anabela, a menina que sonhava ver o mar, adora animais e queria ter como presente uma afia lápis. Talvez das histórias mais bonitas que vi nestes quase vinte anos de televisão. Uma menina de seis anos, com toda a inocência do mundo espelhada nos olhos convencida que o seu mundo não podia ir além dos seus três amigos. Os seus três cães e uma rotina baseada em estar na ombreira da porta e a brincar no campo com pedaços de coisas que encontrava enquanto entretida via os animais. Anabela foi &#8216;descoberta&#8217; por uma generosa amiga que procurava um cão perdido e deu de caras com a menina de semblante carregado de esperança e alguma inquietação. Perguntou-lhe o que precisava e a Anabela respondeu &#8216;uma afiadeira, por favor!&#8217;&#8230; quisemos conhecer a Anabela. A maria levou-a ao mar, ao jardim zoológico e ficou encantada com ela e nós todos vivemos um pouco da Anabela, que acredito mesmo veio ao nosso programa para nos ajudar a fazer uma lista de prioridades a sério. Quando acabou o programa, percebemos logo que há coisas fora do lugar nesta luta desenfreada que temos onde andamos cada um a olhar para o seu umbigo e só de vez em quando levantamos a cabeça para ver o que se passa&#8230; a Anabela é o espelho de uma menina que via as estrelas através do telhado de zinco do seu quarto, mas que merece mais como todas as pessoas, como todas as crianças. A Anabela não reclamou nunca da vida que tinha porque apesar das sérias dificuldades em muitos aspectos tem o amor dos pais e da avó que a esmaga de beijos e abraços. A Anabela não pediu nada, nós é que fomos insistindo para perceber até onde ia a sua vontade&#8230; sentir a Anabela emocionar-se porque escuta a mãe dizer que não lhe dá mais porque não consegue, é de partir o coração. Estamos a falar de uma menina de seis anos que deveria nesta altura ter a vida toda almofadada em tons rosa e sorrisos uns atrás dos outros com coisas boas nos seus dias. Não reclamou, não pediu, não se queixou. Apenas se emocionou&#8230; foi a sua emoção que nos derreteu a todos. Porque foi verdadeira e involuntária. Os olhos pequeninos ficaram gigantes quando viu o mar, a timidez foi desaprendo quando a Maria se deitou no chão com ela. O sorriso apareceu, e a gargalhada escutou-se&#8230; Meu Deus do céu, acredito mesmo que esta ida ao programa e este passeio que a Maria fez com a Anabela ficam para sempre na historia da vida desta menina que nos foi ali parar porque queria uma &#8216;afiadeira&#8217;. É um mundo tão estranho este onde andamos feito tontos e parvos a brigar por um lugar para estacionar, a reclamar porque temos um confinamento que nos obriga a horários e algures aqui tão perto uma menina quer apenas uma afia para afinar a ponta do lápis, para escrever coisas que tem na cabeça nos intervalos de brincar com os seus cães. É muito por estas coisas que fazer televisão no chamado daytme tem o valor do ouro antigo, porque é o espaço que estas pessoas têm para mostrar ao mundo que existem e que os mundos não são todos iguais, que apesar de existir uma constituição que para as crianças a teria que salvaguardar e proteger, o mundo e quem vive nele se esquece, passa à frente e nem se importa se a Anabela, ou outra como ela, tem lápis para escrever sonhos porque o que importa é o dele. O egoísmo faz de nós pessoas frias e más. Por isso é tão importante levar histórias destas à televisão. Perceber que há mais mundo além do nosso e entender o privilegio que muitas crianças têm porque nunca sentiram necessidade de ter o lápis por afiar, porque de tantos lápis que têm, nem devem saber o que é uma afiadeira. Ser não fosse por mais nada, fazer o &#8216;dois às dez &#8216; já nos tinha valido a pena, porque demos a conhecer ao mundo a Anabela. E que lição de prioridades ela no deu.</p>
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		<title>… Um honra, um prazer, um privilégio!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2021 17:44:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8230; Têm sido, meus amigos que por aqui passam, uns dias cheios de coisas dentro. Muitas emoções, muitas vontades, muitos avanços na direcção do que se pretende. Muitas noites sem dormir – não sei se dormi alguma – muita expectativas e acima de tudo muita gratidão. O caminho começou agora. É uma maratona gigante a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; Têm sido, meus amigos que por aqui passam, uns dias cheios de coisas dentro. Muitas emoções, muitas vontades, muitos avanços na direcção do que se pretende. Muitas noites sem dormir – não sei se dormi alguma – muita expectativas e acima de tudo muita gratidão. O caminho começou agora. É uma maratona gigante a que terei que fazer, mas sinto-me feliz. Resolvi – aprendi na terapia – que o importante é valorizar o momento, e isso tenho conseguido fazer. Tenho sido feliz e mereço este lugar que agora é meu por direito, mas não é definitivo. Importa mostrar ao público que da minha parte vão ter sempre o melhor. O melhor que possa dar, o melhor que consigo dar, o melhor que sei dar e o melhor que no meu entender, deve ser oferecido em televisão. No meu entender, a televisão deve ser sempre de excelência e é isso que pretendo. Pretendemos! Estou ao leme, com a Maria, de um programa âncora da estação e isso traz uma responsabilidade que não posso nem devo desvalorizar, apesar de o truque ser relativizar e divertir. A Maria, cúmplice, é aquele apoio para onde olhas e sabes que te salva, que se ri, que alinha, que brinca, que se desmancha. Que coisa boa de fazer! É atenta, olha para todos os lados para perceber se está tudo como planeado. Gosta do certo para poder desalinhar. Somos iguais nesse aspecto. Vejo-lhe o brilho nos olhos cada vez que vamos entrar no ar. Vejo-lhe a alegria – ela é bem mais alegre e bem disposta que Eu de madrugada – todos os dias. Estou sossegado num canto qualquer e lá ao longe escuto-a ainda de madrugada gritar &#8216;<em>oi lindos!!!!!</em>&#8216;. Fico feliz porque ambos estamos a viver de perto e juntos esta aventura televisiva, e o público atendeu o nosso objectivo. Percebeu que somos feitos da mesma massa, ela bem mais nova que eu e bem mais atinada, devo dizer. Eu sou o oposto na maneira de comunicar, porque eu grito, eu choro, eu danço, eu atrapalho-me, eu troco, eu vou em frente sem travão. As duplas são assim&#8230; cúmplices e dispostas a estar de olho no outro para se algo falhar, darem o passo em frente sem que o outro se estenda ao comprido. É a generosiade televisiva que nem sempre existe, porque o meio não facilita as coisas e não é complicado que se perceba que o trabalho só é bom e chega a casa bem feito, se todo – todos – estivermos no mesmo cumprimento de onda. Nós estamos! Aos poucos vamos conhecendo as manias de cada um, as inquietações. Os medos. Devagarinho vamos respeitando os tempos, os silêncios percebendo que o caminho que começou agora é longo, não é fácil, mas tem que ser prazeroso porque senão não vale a pena. Estou convencido que remamos juntos na direcção do sonho e com vontade de, durante muito tempo, lhe dizer &#8216;bom dia!&#8217; com a certeza absoluta que é um bom dia bonito, de coração cheio. Quando me meto a pensar na primeira vez que falei com a Maria sobre fazer televisão, sobre oportunidades, sobre coisas deste meio, acho graça que estávamos ambos convencidos que o daytime era o nosso objectivo, mas longe de imaginarmos que o faríamos juntos. Quando se percebe que o Universo dá estas voltas, acredito cada vez mais na força da energia boa&#8230; Obrigado por estes dias. Obrigado à nossa equipa que se tem esforçado – eu sei que não é fácil, porque eu trabalhei a vida toda em redacções, e sei que fazem o melhor e muitas vezes o tempo e os tempos que vivemos não permitem fazer mais. Mas sei também que conseguiremos elevar a fasquia ao melhor do melhor. Obrigado de coração! Como diz a Maria, estar metido nisto tem sido uma &#8216;honra, um prazer, um privilégio&#8217;.</p>
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