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	<title>fotografias &#8211; Eu, Cláudio</title>
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	<title>fotografias &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230;. Eu sou de memórias em papel (Vocês já não?)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 17:36:59 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Sou daqueles que imprime as fotografias porque gosto de ficar com elas a ocupar um espaço que um dia me vai reavivar a memória. Sabemos todos que esta modernice do digital é ótima e não nos deixa escapar nada, mas não há nada melhor que olhar de frente para retratos que captamos em alturas que achamos importantes registar. Esses pedaços expostos no espaço do dia a dia não se compara com um álbum digital que guardamos na memória do telemóvel ou no disco do computador. As memórias é o que nos fica para sempre, no meio de tantas algumas vão desaparecendo por muito importantes que sejam. Quando se olha para uma fotografia em papel, sem querer, porque está no meio de um livro, numa moldura, dentro de uma gaveta ou num lugar desorganizado, somos inundados por sensações que nos remetem imediatamente para aquele momento. Para aquele cheiro. Para o que sentíamos na altura do registo. Por isso me irrito muito quando me perguntam ‘<em>tu ainda imprimes fotografias?</em>’. Claro que imprimo! Da mesma maneira que compro livros e não os leio digitalmente, da mesma maneira que vou ao cinema e não fico em casa a ver nas aplicações&#8230; Acho que uma coisa não invalida a outra e mais importante ainda, uma não substitui a outra. Nada me tira o prazer de ir assistir a um filme numa sala de cinema e nada me tira a emoção de recuar no tempo quando olho para fotografias que contam parte da minha história e da história de quem faz parte da minha. Não me perguntem se imprimo fotografias. Eu é que pergunto: &#8216;<em>Não imprimem fotografias? Não sabem o que perdem!&#8217;</em></p>
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		<title>&#8230; Eu sou de memórias (É do que somos feitos, não é?)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 12:53:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[desabafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografias]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Quem me segue e conhece sabe que sou sempre pelas memórias. Aproveito todos os pedacinhos que tenho para mergulhar nelas, porque acredito muito que hoje somos o que somos graças ao caminho que fizemos até aqui chegar. Eu sinto assim. Talvez por isso as fotografias façam parte do meu dia-a-dia. Gosto de as ter [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Quem me segue e conhece sabe que sou sempre pelas memórias. Aproveito todos os pedacinhos que tenho para mergulhar nelas, porque acredito muito que hoje somos o que somos graças ao caminho que fizemos até aqui chegar. Eu sinto assim. Talvez por isso as fotografias façam parte do meu dia-a-dia. Gosto de as ter em papel, de lhes dar espaço em molduras e colocar tudo em lugares do meu dia-a-dia para me cruzar com &#8216;elas&#8217; nas rotinas de toda a hora. Sempre que olhar para &#8216;elas&#8217; lembro-me dos momentos. Se não for assim, é inevitável que pedaços do caminho desaparecem da nossa lembrança, porque outros se vão atropelar e ganhar prioridade, mas desta maneira sinto que a qualquer momento posso recuar no tempo e voltar a sentir o que senti quando aquele pedaço de vida ficou eternizado no papel. Vocês não sei, mas eu, por muito evoluído que o mundo esteja, que a tecnologia exija e que a correria do dia-a-dia não nos permita, faço muita questão de manter a tradição e ir revelar fotografias para depois as trazer para casa. Coloco-as em molduras, dentro de livros, em álbuns, ofereço-as. Mas faço-o. Sinto que aqueles momentos ficam para sempre. Pode não ser nada, mas significa muito para mim, que sempre achei que somos, acima de tudo, memória.</p>
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</ul>
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		<title>&#8230; A entrevista (por trás da entrevista)</title>
		<link>https://euclaudio.com/a-entrevista-por-tras-da-entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Sep 2018 20:21:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fotografias]]></category>
		<category><![CDATA[Gonçalo Claro.]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Cristina]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Quando se aceita dar uma entrevista de vida é obrigação de qualquer pessoa ir para ela sem condições e &#8216;desarmado&#8217;. É desta maneira que vejo a função de quem pergunta e a obrigação de quem responde, que por qualquer que seja a razão foi convidado para o fazer. Foi assim que me sentei frente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Quando se aceita dar uma entrevista de vida é obrigação de qualquer pessoa ir para ela sem condições e &#8216;desarmado&#8217;. É desta maneira que vejo a função de quem pergunta e a obrigação de quem responde, que por qualquer que seja a razão foi convidado para o fazer. Foi assim que me sentei frente a Cristina Ferreira. Eu frente a ela. Estavam os meus olhos colados aos dela para perceber até onde ia a conversa e por onde ia &#8230; Eu gosto da maneira que ela tem de entrevistar. Já o tinha dito antes publicamente, já lhe tinha dito a ela e sempre achei estranho que estas conversas &#8216;grandes&#8217; que faz não tivessem espaço na antena da TVI de forma regular. Disse-lhe isso algumas vezes e escrevi outras tantas. Quando me convidou aceitei de imediato. Eu sou daqueles que gosta de ser entrevistado quando há uma boa preparação, quanto há uma objectivo de conversa e quando não há um juízo de valor feito mesmo antes de me sentar frente a quem pergunta. Aliás, acho mesmo que a diferença de muitas entrevistas pode estar neste ponto: o perguntar sem avaliar, julgar, ou fazer perguntas convencidos que se conhecem as respostas e na certeza que é só ‘mais uma’ conversa. Esta não foi só &#8216;mais uma&#8217; entrevista para mim. Não foi a primeira vez que me dei a conhecer ao mundo tal como sou em casa e entre os meus. Há três anos, em Dezembro, o Daniel Oliveira convidou-me para o Alta Definição e, aí, muita gente percebeu que não sou ‘apenas‘ o que a televisão mostra. Há, na minha vida mediática, um antes e um depois do Alta Definição, como sinto que existe agora. Recebi na altura aquilo que considerei ser uma ‘avalanche’ de amor, que me chegou de todos os lados e de muitas maneiras. Foi bom. Foi muito bom! Voltemos à CRISTINA, e à entrevista que lhe dei&#8230; Porque é preciso agradecer as muitas manifestações de carinho que recebi de pessoas que ainda hoje não conheciam o Cláudio que sou e tal como ali me mostrei. Eu sei que isso acontece, mas não deixo de me surpreender, porque mesmo que me ache transparente e tão verdadeiro na televisão, há sempre alguém que não capta, que não percebe, que não vê. Muita gente também não quer ver, há que assumir isso&#8230;  A Cristina tirou de mim pedaços que pessoas não conheciam e que, segundo já li, me &#8216;humanizou&#8217;. Talvez por isso já tenha valido a pena. Eu apenas respondi. Apenas falei. Falei ao ritmo do que me ia perguntando. Para mim não é difícil falar. É difícil é fazerem-me falar de coisas que guardo dentro a sete chaves e que não conto, não mostro ou não dou sinais delas, porque muitas vezes é mais fácil vivermos com a imagem que têm nossa do que com a verdade que todos temos&#8230; até um dia. É o risco que se corre de se ser uma pessoa conhecida e aceitar estar exposto com tudo o que está em jogo&#8230; Fizemos antes as fotografias. O Gonçalo Claro foi maravilhoso e de uma generosidade imensa. Eu aprecio muito os profissionais que, além de competentes, são generosos. O Gonçalo captou as minhas melhores fotografias. O meu melhor lado. Não o ângulo. O lado mesmo. Aquele que vai além do que a imagem mostra, mas revela o que ele quer mostrar. Eu só me queria masculino, confiante e actual. Foi o que resultou!  Ao contrário do que se possa imaginar, eu não gosto de ser fotografado. Tenho que ter absoluta confiança para me sentir muito à vontade&#8230; A primeira fase passou-se muito bem, porque a equipa, de mais de dez pessoas, ali à volta se entrelaçavam entre si para que nada falhasse. Só não aqueceram a água da piscina <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> &#8230; Despi depois as vestes de cena e, num pólo branco e calças de ganga, sentei-me frente a ela. Não sei o tempo que durou a conversa, nem sei o que lhe disse durante o tempo que durou. Juro! Não me apercebi do tom, nem me lembro de me ter emocionado como revi no vídeo. <em>‘Vai correr bem</em>’ foi o que me disse Cristina antes de começarmos&#8230; e correu. Quando dei a entrevista à Cristina não fazia a mais pequena ideia desta sua mudança profissional. Nem em sonhos isto me passaria pela cabeça! Desde a entrevista feita até à sua publicação passou um tempo. Não contei a ninguém que a dei (a não ser ao Daniel Oliveira, o meu director), não comentei nada. Durante o tempo que passou não lhe falei na entrevista, não lhe perguntei como estava nem o que ia fazer&#8230;  A revista é publicada numa sexta-feira e eu estava em estúdio com a Andreia Rodrigues quando começo a receber uma chuva de manifestações sobre a entrevista. Ainda não a tinha visto. Só a vi por volta das três da tarde dessa sexta-feira. Parei numa estação de serviço a caminho do Alentejo e foi aí que a vi&#8230; Comprei-a, tirei-lhe o plástico e sentei-me no carro a ler. Tive a sensação de primeira vez. A mesma que todos tiveram. Sabia que tinha dito tudo aquilo, mas não me lembrava. Sou de ficar lixado quando faço as coisas mal feitas e vaidoso quanto gosto do que vejo. Fiquei vaidoso. Amei as fotografias (mentiria se dissesse que não olhei logo para elas) e revi-me em cada palavra que ali está escrita. É a minha história. A verdade em carne viva, como será a de muita gente. Muita gente terá histórias parecidas e não tem a oportunidade de as contar ao mundo&#8230; Eu tive. Tenho um orgulho imenso de receber, depois da entrevista publicada, manifestações de mães que aceitam falar com os maridos sobre a condição sexual do filhos só porque me leram. De rapazes e raparigas &#8216;orgulhosos&#8217;, a agradecerem a forma como se tratou determinado tema, de técnicos de mediação familiar a pedir-me depoimentos sobre o que ali contei, de psicólogos a elogiar a forma como expliquei o que me foi acontecendo&#8230; São apenas exemplos que deixo para ficarmos com a certeza que um trabalho bem feito é transversal. Chega a todo lado. Claro que daqui a semanas está outra revista na banca e o assunto será outro. Claro que a minha história ficará escondida numa prateleira lá de casa, dentro de uma caixa ou talvez nunca se volte a ler depois de lida. Não sabemos. O que sabemos é que está aí a história contada na primeira pessoa, escrita pelo punho da Cristina, dita pela minha boca. Esta é a verdade. Cada um fará a leitura dela que entender, o que eu gostava muito que entendessem é que o Cláudio de voz estridente, com maneirismos, o exagerado, que não domina o inglês, que usa roupa colorida, que insiste em cantar, que, entre outras coisas, acorda todos os dias para entreter na televisão porque é essa a sua função no mundo, é também o que está na Cristina. O homem que bateu com a cabeça na parede, o profissional inquieto, o pai preocupado&#8230;. Eu sou a mistura dos dois. E eu gosto dos dois. Se não ficar mais nada, que fique a certeza de que somos sempre muito mais do que querem ver de nós. Basta que exista a generosidade de perceber isso. E a vontade de o fazer. Obrigado a todos pelo carinho! Obrigado <a href="http://revistacristina.com/claudio-ramos-a-minha-filha-e-a-melhor-coisa-do-mundo/">Cristina</a>.  Do &#8216;homem leal e grato&#8217;. Sempre.</p>
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</ul>
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<p><span style="font-size: 8pt;"><em>foto: Revista Cristina</em></span></p>
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