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		<title>&#8230; A minha escola!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2022 17:03:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[... A vida tem curiosidades boas, felizes e que nos mostram de verdade que isto anda em ciclos, há quem diga que são de sete anos, há quem diga que são de dez&#8230; eu ando ali pelo meio talvez, mas não acho que venham uns a seguir aos outros ao acaso. Acho que andam em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Avenir Book;"><span style="font-size: small;">.</span></span></span>.. A vida tem curiosidades boas, felizes e que nos mostram de verdade que isto anda em ciclos, há quem diga que são de sete anos, há quem diga que são de dez&#8230; eu ando ali pelo meio talvez, mas não acho que venham uns a seguir aos outros ao acaso. Acho que andam em ciclos de tempo, para que se entenda o caminho que fizemos e dele tirar lições, aprendizagem e acima de tudo olhar com olhos de gratidão pelo que se passou e encontrou no caminho até se chegar aqui. Durante estes dias vi muitas vezes a minha escola primária, aliás, se for honesto nunca deixei de a ver porque como sabem nunca deixei de viver no Alentejo, ainda que passe a semana toda em Lisboa. Por isso, me irrita tanto quando se escreve que &#8216;Cláudio volta ao Alentejo&#8217;, &#8216;Cláudio vai viver no Alentejo&#8217; ou pior ainda &#8216;Cláudio vai passar reforma no Alentejo&#8217;, como se isto fosse novidade, sendo que quem me segue sabe que nunca deixei o Alentejo, onde tenho a minha filha, a minha família, a minha casa desde sempre, onde faço compras, onde participo activamente e onde exerço todos os meus direitos&#8230; tudo isto apenas para vos dizer que tenho muito claro o lugar das minhas raizes, e uma delas esta aqui. Nesta escola. Uma escola primária como muita gente imagina as escolas primárias e por isso, por saber que uma das raízes está nela, que tenho de vez em quando saudades. Tenho saudades da minha escola porque acho que na verdade tenho saudades de tudo o que me prende àquele tempo e que me lembra os amigos, a infância e os dias de chuva onde eu, por trás de um vidro molhado sonhava com as luzes da vida. Nunca ninguém naquela escola acreditou em mim, é um facto, mas mais forte ainda foi eu nunca colocar em causa a minha capacidade de ter forças para correr atrás dos sonhos. Se fechar os olhos, vejo-me nitidamente e brincar nas escadas, que eram gigantes na altura, aos festivais da canção, a programas de rádio ou a desfiles de moda, enquanto os meus companheiros de classe jogavam à bola num pátio cheio de lama guardado em cada intervalo pela menina Lurdes ou pela Maria &#8216;salaoia&#8217;, que eram na altura as auxiliares que nos ajudavam, vigiavam e controlavam os nossos passos. Tenho a nítida imagem das duas. Uma de uma lado, a outra do outro. Mais tarde veio a Dona Catarina, mas nessa altura já eu estava de saída. Adorava a minha professora da primária, a D. Conceição. Acho que na altura era uma espécie de ídolo para mim. Gostava como ensinava, como se vestia, o que usava, o que dizia. Era uma referência, e parte do meu gosto por ler e escrever veio dela. Ela era entregue e tratava os alunos de forma muito bonita. Sempre percebi isso. Ela era uma mulher bonita. Elegante, lembro-me de no Inverno usar botas de cano alto. Tinha uma figura imponente, de respeito, mas próxima. Infelizmente a memória que tenho diz-me que nem todos os professores faziam o mesmo. E isso, a esta distância deixa claro que não deviam ter sido professores, porque eu sou muito hoje daquilo que tive aqueles seis anos nesta escola. A minha escola ainda está no mesmo lugar, pintada a cada ano de forma a ser conservada. Os professores são outros, os alunos também mas na mesma escola e na mesma sala de aula &#8211; a última do corredor do lado esquerdo &#8211; tive o orgulho de ver estudar a minha filha que entretanto deu o salto e este ano se tornou universitária. É um orgulho para qualquer pai, para qualquer educador. Se fizer um paralelismo e pensar um pouco, acho que a minha professora, se ainda se lembrar de mim também sentirá orgulho, porque vê que aquilo que me ensinou teve o seu seguimento&#8230; Nem todos conseguiram, mas isso é outra história.</p>
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		<title>… Ontem e hoje!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 16:55:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[… Esta semana eu e a Maria recuámos no tempo e fomos até às fotografias que nos tiravam na escola primária. É bom recordar. Naquele tempo era uma criança. Quando olho para esta fotografia, vejo nela um punhado de vontades que tinha na altura e que sentia que se tornariam verdades. Tinha os olhos muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… Esta semana eu e a Maria recuámos no tempo e fomos até às fotografias que nos tiravam na escola primária. É bom recordar. Naquele tempo era uma criança. Quando olho para esta fotografia, vejo nela um punhado de vontades que tinha na altura e que sentia que se tornariam verdades. Tinha os olhos muito abertos, assim como os tenho hoje. Eram arregalados, amendoados, um castanho que, de vez em quando, fica meio verde. Tinha esperanças dentro, antes de ir acabando com elas. Ficaram os olhos muito abertos à mesma, mas hoje já com as marcas que o tempo lhes trouxe. Cresci muito depressa. Fiz-me bem-disposto, porque não entendo a vida de outra maneira. Vamos crescendo e aos encontrões, percebemos que o que deixa de nos fazer criança não é o calendário. É a força com que a vida se agarra a nós e decide fazer o que quer. Não há tempo para nos explicarem que é demasiado complicado deixar de ser criança. Devíamos ser crianças muito tempo. Talvez sempre. A idade da inocência é a mais feliz, mesmo quando achamos que pode não ser. Acreditamos mais, logo, somos mais felizes. Sabemos menos, logo, somos mais felizes. Somos sempre mais felizes quando ainda acreditamos em alguém ou em alguma coisa. Em criança, nunca me avisaram que um dia ia deixar de acreditar. Não se pode cortar assim, a meio, aquilo que pensamos do mundo. Nem me disseram isso nem me explicaram que ia aparecer gente que me maltrataria, que iriam aparecer situações com as quais não conseguiria lidar, que ia ter contas para pagar, agenda para cumprir, ou que, quando crescesse, iria ter de construir uma máscara para enfrentar a idade adulta com a mesma verdade com que a imaginava em criança. Ainda assim, não me zanguei com a vida nem tenho saudades de ser criança, embora ninguém se tenha chegado ao pé de mim para dizer: <em>Cláudio, vai devagar, que isto não é almofadado e podes magoar-te a valer</em>. Aprendemos quando crescemos muito depressa que o que queremos é ser pequenos outra vez. Queremos ser outra vez inocentes para acreditar que a vida é uma criança que teremos de embalar, cuidar, respeitar até que adormeça. Estes olhos, grandes e meio desorientados, já foram alegres, histéricos, extasiados, tristes, humilhados, ofendidos, orgulhosos, medrosos, corajosos, envergonhados&#8230; São os meus olhos. Abertos. Muito abertos a quem foram roubando a capacidade de brilhar.</p>
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		<title>… Das coisas simples!</title>
		<link>https://euclaudio.com/das-coisas-simples/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 17:02:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[... Eu sou de coisas simples. Sei que muitos não acreditam ou até acreditando pensam que com o avançar do tempo o prazer da simplicidade se vai perdendo. Eu acho que não! Pelo contrário, acho que vamos dando mais valor ao simples à medida que temos acesso ao ‘complicado’, porque percebemos que apesar de simples [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="color: #222222;"><span style="font-family: Avenir, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span></span>.. Eu sou de coisas simples. Sei que muitos não acreditam ou até acreditando pensam que com o avançar do tempo o prazer da simplicidade se vai perdendo. Eu acho que não! Pelo contrário, acho que vamos dando mais valor ao simples à medida que temos acesso ao ‘complicado’, porque percebemos que apesar de simples sabe melhor e tem mais verdade dentro porque não está cheio de fantasia para parecer mais bonito. O complicado &#8216;parece&#8217; mais do que &#8216;é&#8217; e nem sempre o que parece corresponde. Muito pelo contrário. É difícil que uma e outra coisa se encontrem para satisfação geral. Toda esta divagação para vos dizer que acordei com vontade de comer pão com manteiga. Verdade! Uma simples fatia de pão com manteiga. Não um pão qualquer. Tinha que ser um pão com sabor a pão. Daqueles que acompanharam a minha infância toda, que me satisfaziam antes de ir para a escola, no intervalo das aulas e no regresso à hora do lanche. Aquele pão que preenchia a sopa, que se mete debaixo do caldo feito com tomate, com batata, com beldroegas. O pão cujo cheiro inundava a vila inteira antes das seis da manhã porque o forno dava sinal de si. O pão! Vejam que simples que é lembrar, por conta de uma fatia de pão com manteiga, o que fazia há quase 40 anos. Apetecia-me pão. Fui comprar. Agarrei nele com ganas e barrei-lhe manteiga. Não é um bom exemplo mas, parafraseando a minha amiga Joana Barrios, <em>poucas coisas nos dão tanto prazer como encher a boca com pedaços de pão com manteiga</em>. Quando era muito pequeno molhava a fatia de pão no leite. Depois mais tarde no café e delirava com aquela mistura absurda que ainda vejo os mais crescidos fazerem e que agora &#8211; talvez porque me tenha tantas vezes esquecido do simples &#8211; torço o nariz. Já aprendi muitas coisas com a Joana Barrios. Muitas mesmo! Mais do que ela imagina e ela comigo também. Durante um ano criámos uma respeitosa cumplicidade que fez com que para mim ela fosse uma descoberta. Temos muito em comum e outro tanto de separado. A Joana tem na vontade de ser livre a sua maior bandeira. Não tem medos, tem receios mas enfrenta-os com a garra de quem, como tanta gente que conhecemos, se multiplica para satisfazer carreira profissional, marido, filhos, casa, sonhos&#8230; não necessariamente por esta ordem mas a Joana, por de trás dos trajes que enverga tem uma alma preocupada e atenta com os que lhe são próximos. Quando hoje de manhã me lembrei de pão com manteiga lembrei-me também que descobrir gente por impulso faz de nós boa gente e o outro dia descobri outra coisa que nos une, ambos somos musicalmente populares de todos os costados, ambos sabemos de cor e salteado as letras de canções ligeiras e populares que não passam pela cabeça de ninguém. Enfim! Hoje apeteceu-me só dividir com vocês, que me vão lendo por aqui, isto. Talvez não encontrem ligação entre o pão com manteiga e a minha relação com a Joana. Mas há! Há muita. As relações com as pessoas tem que ser simples e saborosas &#8230; como fatias de pão do manteiga. Quando complicam perdem verdade. Deixam se ser para apenas &#8216;parecer&#8217;.</p>
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