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	<title>irmãos &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; 73 anos de mãe! (A vida dela dava um filme)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 13:26:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[… A minha mãe não gosta que se fale dela, nem que se escreva sobre ela! Mas hoje é o dia dela. É minha mãe há 45 anos, mas nasceu há 73. Mãe de nove filhos e cinco netos. As mães não são todas iguais, não podem ser, nem devem ser. Não queria ter outra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">… A minha mãe não gosta que se fale dela, nem que se escreva sobre ela! Mas hoje é o dia dela. É minha mãe há 45 anos, mas nasceu há 73. Mãe de nove filhos e cinco netos. As mães não são todas iguais, não podem ser, nem devem ser. Não queria ter outra mãe. Tenho esta, que sabe exactamente o que cada filho é e que respeita sem questionar. A liberdade com que nos criou, a disciplina com que nos educou e o rigor na formação de carácter, faz com que, hoje, cada um dos seus oito filhos, apesar de todos diferentes entre si, tenham escolhido um caminho que a orgulha. Ser mãe é estar. É  à minha mãe a quem devo a minha vida e definição de carácter. A minha mãe viveu toda a sua vida agarrada à bandeira da liberdade. Viajou, namorou, casou, teve filhos, conheceu o mundo, estudou, e é uma das mulheres mais cultas que conheço. Fala de tudo e em vários idiomas, tem uma vida que dava um filme, vem de uma linhagem rara, foi modelo, actriz, herdeira, empresária, empregada, trabalhou no campo, foi uma aventureira e, à frente no seu tempo, foi uma orgulhosa mãe solteira… E, lá atrás, alguém lhe passou a mensagem que o que faz uma pessoa é a forma como trata os outros. Essa é a melhor lição que se pode passar a um filho. Somos oito irmãos, temos dias bons e dias maus, mas temos uma mãe que dentro da sua vida nos passou as ferramentas para que a nossa fosse feliz. Não foi fácil a vida da minha mãe a partir de certa altura. A minha mãe ficou sem mãe muito cedo. Depois sem pai. Mas não foi caso único, e não faz dela melhor nem pior. Não viveu amargurada com isso, nem com o facto de ter perdido um filho, nem com o facto de ter visto o seu casamento acabar, a sua fortuna desaparecer… Agarrou sempre a vida de frente com os olhos postos num dia melhor. Agarrou-se ao trabalho, aos filhos, aos netos e aos livros. Não conheço ninguém no mundo que goste tanto de ler como a minha mãe. É uma mulher culta, educada, rabugenta (como todas as mães), mas acima de tudo é uma avó maravilhosa, a quem eu devo muito pelo muito que fez e faz pela minha filha. Tem muito mais tempo de ser avó do que foi mãe, porque a vida é feita assim. Mil anos que eu viva, não terei palavras para agradecer a dedicação à minha filha Leonor. Há coisas que não se dizem, porque as mães conhecem os filhos, melhor do que os filhos conhecem as mães. Eu tenho uma grande mãe mas a minha filha tem a melhor avó do mundo!… E sem ela tudo seria muito mais difícil. Nasceu há 73 anos e se um dia eu conseguir, faço da vida dela um filme. Seguramente!</p>
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<li><a href="https://euclaudio.com/triste-ideia-triste-realidade/">… A TRISTE IDEIA! (DE UMA TRISTE REALIDADE)</a></li>
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<li><a href="https://euclaudio.com/um-vestido-diferente-nao-necessariamente-brilhante/">… É UM VESTIDO DIFERENTE (NÃO NECESSARIAMENTE BRILHANTE!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/algarve-amor-portugal-otimo/">… DE ALGARVE COM AMOR (PORQUE PORTUGAL É ÓTIMO!)</a>&#8230;..</li>
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		<title>&#8230; Do alto do terraço (Ou do sonho)</title>
		<link>https://euclaudio.com/do-alto-do-terraco-ou-do-sonho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jun 2019 20:57:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[aldeia]]></category>
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					<description><![CDATA[… A qualidade da fotografia é péssima. Mas este sou Eu. No terraço da casa da minha mãe no Alentejo. No mesmo terraço onde eu e todos os meus irmãos olhamos para o céu, vezes sem conta, sentados no depósito de água que abastecia a casa. Olhamos para o céu e para um futuro. Era [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">… A qualidade da fotografia é péssima. Mas este sou Eu. No terraço da casa da minha mãe no Alentejo. No mesmo terraço onde eu e todos os meus irmãos olhamos para o céu, vezes sem conta, sentados no depósito de água que abastecia a casa. Olhamos para o céu e para um futuro. Era ali que cada um à sua maneira falava. Ou uns com os outros ou sozinhos com as estrelas. Era para ali que muitas vezes fugíamos por tantas coisas ou por coisa nenhuma. A casa é enorme, mas aqui talvez seja o único lugar onde raramente se vai hoje, porque fica no cimo. No alto. Fica mais perto do céu. É a melhor vista da Vila, o privilégio de ver como se fosse um postal da vila todo pintado à mão e ao vivo. É impossível não voltar atrás e perceber através das memórias que por aqui passou tanta coisa. Mudou tanta coisa e realizamos tanta coisa daquelas que se pediram às estrelas. Das que falávamos uns com os outros ou que pensamos sozinhos. Era aqui, que víamos os casamento ao domingo celebrados pelo padre Florêncio. A gente toda bem arranjada no Adro da Igreja, os noivos a chegar, os noivos a sair, os rebuçados lançados ao ar e a nossa vontade de os apanhar lá em baixo, o arroz espalhado entre pedras. Conseguíamos ouvir com atenção o que os convidados falavam enquanto entravam nos carros e esperavam desorganizados de forma a fazer depois uma fila barulhenta que daria a volta pela Vila com fitinhas brancas atadas nas antenas. A noiva era a última a sair da igreja. Tínhamos vista boa para avaliar tudo. Era domingo de casamento. Nós não estávamos lá. Mas víamos tudo de camarote, sentados no terraço com os olhos postos no que acontecia. Foi também aqui que muitas vezes vi passar funerais de gente que se despedia carregada num caixão, seguida a passo lento por umas largas dezenas de pessoas ou por meia dúzia de gente, dependendo de quem se despedia. Foi neste terraço que sempre se ouviram gritos, barulhos, gargalhadas de gaiatos e gaiatas na rua a brincarem noite fora nestas noites quentes de verão. Gente sentada à porta, roupa estendida nas cordas, portas abertas à vizinhança. Tudo se mantém até hoje. Passaram já tantos anos. Se fechar os olhos vejo tudo outra vez. Se respirar fundo sinto o cheiro e se puxar pela memória consigo ouvir o que dizíamos na altura. Está fresco. Vou para dentro. A porta que era de madeira encarnada comida pelo tempo, é agora de vidro e alumínio. Mais resistente, mais moderna, mais bonita.</p>
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		<title>&#8230; 72 anos de mãe (A vida dela dava um filme)</title>
		<link>https://euclaudio.com/72-anos-de-mae-a-vida-dela-dava-um-filme/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 16:21:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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					<description><![CDATA[… A minha mãe não gosta que se fale dela, nem que se escreva sobre ela! Mas hoje é o dia dela. É minha mãe há 44 anos, mas nasceu há 72. Mãe de nove filhos e cinco netos. As mães não são todas iguais, não podem ser, nem devem ser. Não queria ter outra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">… A minha mãe não gosta que se fale dela, nem que se escreva sobre ela! Mas hoje é o dia dela. É minha mãe há 44 anos, mas nasceu há 72. Mãe de nove filhos e cinco netos. As mães não são todas iguais, não podem ser, nem devem ser. Não queria ter outra mãe. Tenho esta, que sabe exactamente o que cada filho é e que respeita sem questionar. A liberdade com que nos criou, a disciplina com que nos educou e o rigor na formação de carácter, faz com que, hoje, cada um dos seus oito filhos, apesar de todos diferentes entre si, tenham escolhido um caminho que a orgulha. Ser mãe é estar. É  à minha mãe a quem devo a minha vida e definição de carácter. A minha mãe viveu toda a sua vida agarrada à bandeira da liberdade. Viajou, namorou, casou, teve filhos, conheceu o mundo, estudou, e é uma das mulheres mais cultas que conheço. Fala de tudo e em vários idiomas, tem uma vida que dava um filme, vem de uma linhagem rara, foi modelo, actriz, herdeira, empresária, empregada, trabalhou no campo, foi uma aventureira e, à frente no seu tempo, foi uma orgulhosa mãe solteira… E, lá atrás, alguém lhe passou a mensagem que o que faz uma pessoa é a forma como trata os outros. Essa é a melhor lição que se pode passar a um filho. Somos oito irmãos, temos dias bons e dias maus, mas temos uma mãe que dentro da sua vida nos passou as ferramentas para que a nossa fosse feliz. Não foi fácil a vida da minha mãe a partir de certa altura. A minha mãe ficou sem mãe muito cedo. Depois sem pai. Mas não foi caso único, e não faz dela melhor nem pior. Não viveu amargurada com isso, nem com o facto de ter perdido um filho, nem com o facto de ter visto o seu casamento acabar, a sua fortuna desaparecer… Agarrou sempre a vida de frente com os olhos postos num dia melhor. Agarrou-se ao trabalho, aos filhos, aos netos e aos livros. Não conheço ninguém no mundo que goste tanto de ler como a minha mãe. É uma mulher culta, educada, rabugenta (como todas as mães), mas acima de tudo é uma avó maravilhosa, a quem eu devo muito pelo muito que fez e faz pela minha filha. Tem muito mais tempo de ser avó do que foi mãe, porque a vida é feita assim. Mil anos que eu viva, não terei palavras para agradecer a dedicação à minha filha Leonor. Há coisas que não se dizem, porque as mães conhecem os filhos, melhor do que os filhos conhecem as mães. Eu tenho uma grande mãe mas a minha filha tem a melhor avó do mundo!… E sem ela tudo seria muito mais difícil. Nasceu há 72 anos e se um dia eu conseguir, faço da vida dela um filme. Seguramente!</p>
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