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	<title>Leonor &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>… Olhai as flores do campo!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 13:11:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[... Quando falo da minha terra faço sempre a distância em tempo. Mais em tempo que em quilómetros. Parece que fica mais perto. Menos longe. Mais quente. Há alturas em que estou duas semanas sem ir à minha terra, sem pisar as minhas pedras, sem ver a minha gente na terra da minha gente. E [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Avenir, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span>.. Quando falo da minha terra faço sempre a distância em tempo. Mais em tempo que em quilómetros. Parece que fica mais perto. Menos longe. Mais quente. Há alturas em que estou duas semanas sem ir à minha terra, sem pisar as minhas pedras, sem ver a minha gente na terra da minha gente. E quando passa esse tempo sinto uma ansiedade que se explica por saudade ou apenas falta, ainda não se descobriu. Sinto falta. Dos meus, seguramente, mas os meus podem vir aqui. Posso falar com eles. Podemos encontrar uns e outros a meio do caminho ou noutro caminho qualquer, se for caso disso. Eu sinto muita falta da minha terra. Da minha casa. Da minha gente sentada na porta de casa, encostada ao parapeito da janela ou assomada ao postigo. Eu sinto falta do barulho baixinho que se faz nas ruas e do tempo vagaroso que quase não passa por elas. Eu sou assim. Não sei se sou diferente. Sempre fui assim. Muito ligado à terra porque sempre tive claro que sou o que sou porque percebi cedo que nunca poderia virar as costas nem à terra nem ao que ela me ensina. Quando vou no caminho, ganho-lhe o sotaque, o peito fica mais leve, respiro melhor e entra uma paz tranquila que me alegra. Eu gosto da minha terra. E gostaria de outra terra qualquer, de um lugar que fosse, sempre que esse lugar fosse o lugar que me viu crescer e testemunhou tudo a meu respeito. Tudo. É importante vermos a nossa memória, não nos podemos esquecer que muitas vezes nem a memória conseguimos guardar. Há alturas que é preciso vê-la. Conheço pessoas que não têm terra nem lugar. Acho que não conseguem entender o que é “ir à terra”, deixar a terra, ver a gente da terra sair e voltar. Ver as pessoas ficarem porque gostam, porque não podem sair, porque envelhecem ano seguido de ano sentadas todas as tardes, as tardes todas no mesmo banco na praça onde está o café central. Eu não gostava que me roubassem as pedras da rua mesmo que já esteja alcatroada, porque por baixo estão as pedras e nas pedras estão as pegadas das pessoas que vão fazendo a nossa vida. Não imagino a dor que fica quando não se pode voltar ao lugar que nos amarrou a vida toda, até porque não há outras cores assim. Estas são as cores que ficam mesmo que um dia deixem de existir. Não há outro respirar assim. Este respirar fica sempre, mesmo que deixe de se respirar um dia. Há um dia onde se juntam as cores ao respirar e fazemos de conta que estamos aqui. Mortos e pasmados pela cor que encontramos num final de dia no meio de uma estrada que está no meio do nada. Não há mais cores destas. Não se compram, não se vendem, não se inventam, não se fabricam com misturas. Não há, porque não há muitos lugares como este onde as cores parece que foram pintadas ali pelas mãos da Natureza. Aqui a Natureza é mais Natureza, porque é mais respirada, mais sentida, tem cores mais bonitas e está escondida. Podia ser uma pintura, mas é apenas uma fotografia, tirada com um telemóvel no meio do nada. É isto que vemos quando resolvemos desacelerar.</p>
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		<title>&#8230; Ela faz de mim um pai feliz!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 15:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[… Não sou de assinalar dias. Não acho que por serem importantes devam ser assinalados, pelo contrário. Acentua-se a diferença se existir. Mas com o dia do pai há aqui qualquer coisa que mexe comigo e me faz reflectir sobre o meu papel de pai, mais agora com o mundo virado do avesso e longe [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">… <span lang="pt-BR">Não sou de assinalar dias. Não acho que por serem importantes devam ser assinalados, pelo contrário. Acentua-se a diferença se existir. Mas com o dia do pai há aqui qualquer coisa que mexe comigo e me faz reflectir sobre o meu papel de pai, mais agora com o mundo virado do avesso e longe daquele mundo que imaginamos ser o melhor para os nossos filhos. Na altura que escrevo estas linhas estou em isolamento a 200 km da Leonor que está a cumprir o seu papel de cidadã responsável em isolamento, em casa fechada também há dias. A noção de responsabilidade da Leonor orgulha-me. Par uma adolescente estar em casa não é o mesmo do que para nós, que temos mais de 40 anos. Ou pelo menos, não para a maioria de nós. O simples feito de ficar em casa por si não me aborrece nada. Gosto de estar e sou muito boa companhia de mim mesmo com as coisas que tenho à volta. Mas um adolescente não é assim, ou na maioria não é&#8230; Nesta fase ditam as regras do novo mundo que tenhamos todos de passar por isto, incluindo eles. Incluindo ela. Tem mantido as suas rotinas, os seus horários, as aulas on line e aproveitado, pelo que me conta, para pensar no que quer fazer daqui a 3 anos quando acabar o secundário&#8230; </span><span lang="pt-BR">Não sei se existirá entre os pais, satisfação maior do que ver os nossos filhos crescer na direção que acreditamos ser a acertada. Penso muito na tal história das “decisões acertadas”. Quem somos nós para achar que o melhor para eles é uma coisa, outra, isto ou aquilo? Os filhos não são nossos, são do mundo, não é? Mas o que gosto de perceber, naquilo que é a minha experiência, é que a minha filha percebe bem aquilo que quer, o que deseja, que tem os objetivos definidos, ainda que mudem com frequência, o que é natural nesta idade… O que percebo na Leonor</span><span lang="pt-BR"> </span><span lang="pt-BR">é a enorme lucidez no discurso e a grande generosidade no seu dia a dia. Nas conversas que temos, percebo que me quer fazer entender que este momento é dela e dos seus amigos, do mundo que criam uns com os outros &#8211; hoje devem estar todos ligados (ainda) mais que nunca no mundo virtual das redes e chats de conversas. Já fui adolescente, tenho irmãos mais novos, e sei que esta fase é muito importante para ela e para todos da sua idade. É preciso deixar os filhos viverem a sua adolescência. Claro que temos de estar alerta e atentos, o mundo não acaba ao alcance dos nossos olhos, mas dá muita segurança perceber numa conversa que os nossos filhos percebem o que estão a fazer e entendem o caminho… Não me aborrece que a Leonor</span> <span lang="pt-BR">mergulhe mais de metade do seu tempo livre na vida de adolescente com os amigos e amigas, com as aventuras que tem nesta altura, ou que passe muito tempo no telefone. Faz parte e faz muita falta. O que me iria aborrecer e preocupar era perceber que a minha filha, um dia, precisaria de mim e eu, à distância de uma divisão da casa, não estaria ali porque não falaria a mesma “língua” que ela. Isso é o importante. Não é o estar a toda a hora, sufocar, questionar, indagar. Isso não é nem bom, nem importante. Importante e fundamental é fazê-la perceber que estamos aqui. E que em momento nenhum pode sentir que não. Entendem isto? Sinto-me feliz com este nosso entendimento, porque o que me orgulha, acima de tudo, é o meu papel de pai. É nesse que, entre erros e acertos, não devo</span><span lang="pt-BR"> falhar. Hoje, há qualquer coisa que me diz que devíamos estar juntos, mas não podemos. Este 19 de Março 2020 será até hoje o dia do pai mais marcante da nossa vida comum. O primeiro longe, por culpa do isolamento social. Óbvio que não seremos caso único. Valorizemos então o que estamos a passar hoje, para dar valor a tudo o resto, quando isto tudo passar. </span></p>
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		<title>&#8230; O primeiro dia de creche (Para ela foi um dia feliz!)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 18:53:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8230; Ontem no Programa da Cristina falávamos da arrelia de levar os filhos ao infantário pela primeira vez. A minha Leonor teve o privilégio de ir mais tarde que muitos meninos porque as avós deram tempo do seu tempo para lhe adubar a memória de afectos. Entrou no infantário em Maio de 2007, tinha feito três [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Ontem no Programa da Cristina falávamos da arrelia de levar os filhos ao infantário pela primeira vez. A minha Leonor teve o privilégio de ir mais tarde que muitos meninos porque as avós deram tempo do seu tempo para lhe adubar a memória de afectos. Entrou no infantário em Maio de 2007, tinha feito três anos. Fui eu que a levei no primeiro dia e fui eu que a fui buscar também. Este, é o registo do abraço da manhã e do olhar de novidade a meio da tarde. Lembrei-me ontem deste dia. Sou capaz de sentir agora a força dos braços dela enrolados ao meu pescoço, o cheiro da água de colónia a que ela chamava <em>&#8216;fume&#8217;</em> e o tempo que eu perdia sempre para lhe meter aquele gancho no cabelo. Lembro-me disso, mas também me lembro da vontade dela continuar na sala a brincar quando apareci para a levar para casa. Não chorou à chegada e ficou o dia todo bem disposta. Não gostava de dormir a sesta. Não gostava de ser obrigada a fazê-lo e tinha a sorte de ter gente com tempo e vontade que à hora da sesta ficava com ela. Andou no infantário onde andei eu e onde andaram todos os meus irmãos, onde o tempero da senhora Chica, a firmeza da dona Dai ou a ternura da dona Filomena me ficaram na memória e nas referências&#8230; Foi ali que a Leonor criou os primeiros laços de afecto com outros meninos da sua idade, a maioria estão hoje fazem parte da sua vida. Uma das coisas boas de estar num lugar pequeno a viver é que o conforto de confiar em quem trata dos nossos nos sossega a alma quando sabemos que, em alturas como esta, a maioria do pais tem a sua alma em grande desassossego. Se tivermos atenção, somos todos feitos de momentos de sorte como este, que na altura podemos nem valorizar ou agradecer, mas que são eles que ajudam a desenhar a linha da memória feliz com que crescem os nossos.  Os nossos! Aqueles que queremos sempre felizes.</p>
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