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	<title>manhãs &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; Parar porque sim!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Feb 2022 17:09:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[… A ausência é necessária acima de tudo para se perceber com a justa distância o que se tem feito e se pode ainda fazer. E vocês? Todos os que estão a ler estas linhas já pensaram na necessária urgência de parar? Não parar porque é obrigatório no calendário mas porque o corpo pede! Nunca [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">… A ausência é necessária acima de tudo para se perceber com a justa distância o que se tem feito e se pode ainda fazer. E vocês? Todos os que estão a ler estas linhas já pensaram na necessária urgência de parar? Não parar porque é obrigatório no calendário mas porque o corpo pede! Nunca fui uma pessoa de tirar muitas férias porque trabalhei sempre por minha conta e quando não trabalhava também não recebia o que na logística do dia a dia significava gastar em férias e não ter receitas, quem trabalha a recibos ou é seu próprio empregado sabe o que quero dizer. Ficou-me sempre no sangue a justa ligação entre os dias de descanso e o trabalho a ser feito com a responsabilidade que vai para lá do que me manda a lei. Acontece ainda hoje e vai acontecer sempre. Isso é o mais importante! O que importa é que parar é fundamental e não é preciso apanhar um avião para o outro lado do mundo e postar uma fotografia na net para ter a aprovação de toda a gente. Parar, nesta fase da minha vida significa a total ausência. Ficar apenas comigo com os meus pensamento, com a minha música, os meus escritos, os meus livros, os meus passeios &#8230; ficar. Apenas ficar sem relógio, sem telefone, sem agenda, sem mais nada. Há quase dois anos que estou envolvido num bolo emocional gigante que não é fácil de gerir. É uma factura que se paga. Passar por três reality’s, pelas manhãs, por uma mudança pessoal, por mudanças profissionais…. E acumular tudo empurrando com a ‘barriga’ a ressaca de cada uma delas é muito bonito mas um dia sente-se. Não sou de ferro, não sou uma máquina. Sou uma pessoa, senti por isso a urgência de parar sob pena de não dar a quem merece o meu melhor. Nesta profissão, ou em outra qualquer é assim que tem de ser, parar sem medo apenas com o objectivo de limpar. Limpar e arrumar. Tentem fazer o mesmo. Aposto que quando voltarem, tem o precioso da vossa intimidade. Isso também faz parte, porque há uma altura onde tudo passa tão de repente e a correr que parece que não temos nada só nosso. Parece que tudo tem que ser partilhado senão não existe, senão não se fez, senão não valeu a pena. Não vão por esse caminho. Não o escolham. Não é o melhor! Feito este ‘reset’ há um caderno cheio de folhas para preencher. Com mais força, com mais vontade e seguramente com mais verdade. Seguramente!</p>
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		<title>&#8230; A verdade do campeão!</title>
		<link>https://euclaudio.com/a-verdade-do-campeao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 17:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; Fernando Pimenta trouxe o bronze para Portugal, mas assume claramente que queria ter trazido o ouro, porque foi para isso que trabalhou. Para nós, ele trouxe ouro, porque ouvi-lo falar é escutar a resiliência e a verdade em forma de pessoa numa mistura bonita e quase comovente em tudo aquilo que diz, porque o que diz soa a verdade absoluta. É verdade quando confessou publicamente no &#8216;Dois às dez&#8217; que a família fica muito prejudicada com a sua entrega, é de louvar quando reconheceu que a mulher Joana tem sido pai e mãe da pequena Margarida que é a &#8216;menina dos seus olhos&#8217; e é verdade quando reclama que Portugal olhe para os atletas olímpicos o ano todo e não apenas em datas especiais e lhes dê atenção sempre. Se marquem entrevistas se procure saber sobre eles, que se mostre interesse e acima de tudo que se apoie&#8230; não se queixa da falta de apoio no seu caso pessoal, mas fala num colectivo onde reconhece que estamos longe, muito longe de ter as estruturas de equipa que têm os seus pares internacionais, na sua e em outra modalidades olímpicas. Fernando Pimenta assume com toda a verdade que não temos uma política de alta competição como existe lá fora e por isso tudo o que conquistam vale mais que o dobro e já conquistaram muito e deixam um Portugal orgulhoso, mas era bom que fosse orgulhoso o ano todo e durante todo o ano. Diz que uma ajuda pequena de uma grande empresa pode fazer a diferença absoluta na carreira de um atleta. Dá exemplos, explica as razões e argumenta. Este é um dos nossos atletas que nos Olímpicos trouxeram medalhas a eles juntam-se outros nacionais mas para todos é preciso olhar com olhos de gente sempre e não quando nos convém, porque fica a sensação estranha de que parece existirem apenas a cada evento desta natureza. A humildade com que fala das suas conquistas contrasta com a certeza de que sabia que seriam dele. Entrou no estúdio alegre, bem disposto ,rodeado da sua família, aquela que criou para si e que o ampara nas horas menos boas, &#8216;e são muitas&#8217; e com ele festeja as alegrias, mesmo com atraso porque acontecem no outro lado do mundo. Com ele a sua companheira de muito tempo. Joana que conheceu na canoagem e que lhe reconhece não só o valor como a beleza interior que descobriu <em>&#8216;ainda o Fernando na tinha músculos&#8217;</em> uns músculos que custam a conseguir em treinos e sacrifícios diários para estar cada vez mais e melhor preparado para o próximo desafio, porque ele não tem limites e sabe exactamente onde quer chegar. Quer ser campeão com ouro pendurado ao peito e orgulhar um País de que gosta mas a quem apela mais atenção. Quer ver reconhecida uma modalidade sempre e não em tempos de festa, quer ter condições para ele e para todos para que o desempenho seja melhor e justo quando em alta competição há colegas em vantagens por terem essas condições. Quer ter mais tempo para os seus e ver a sua Margarida crescer orgulhosa do pai. A Margarida que se tornou num espécie de memória fotográfica quando no momento da vitória Pimenta levantou a chupeta da filha numa homenagem bonita que rodou o mundo e fica para sempre, porque um dia a Margarida vai perceber que o pai &#8216;<em>desarrumado e desorganizado em casa</em>&#8216;, como diz a mãe, tinha a cabeça no lugar, os objectivos traçados e remava para que o sonho dele chegasse mais longe. Tão longe quando possível fosse sonhar&#8230; e depois se sentasse num sofá descontraidamente e falasse do feito com a naturalidade que só os grandes conseguem. Obrigado Fernando Pimenta!</p>
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		<title>… O coração do Toy!</title>
		<link>https://euclaudio.com/o-coracao-do-toy/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2021 17:23:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[cantor]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Falar do Toy é falar de uma pessoa que conheço há muitos anos e que há muitos anos entrevisto, ou apresento. No começo não simpatizava com ele. Gostava das suas canções, divertia-me mas não era exactamente muito fã da sua pessoa. Confessei-lhe isso mais tarde. Achava-o, como se diz na minha terra, &#8216;um fanfarrão&#8217;&#8230; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; Falar do Toy é falar de uma pessoa que conheço há muitos anos e que há muitos anos entrevisto, ou apresento. No começo não simpatizava com ele. Gostava das suas canções, divertia-me mas não era exactamente muito fã da sua pessoa. Confessei-lhe isso mais tarde. Achava-o, como se diz na minha terra, &#8216;um fanfarrão&#8217;&#8230; O tempo ensina-nos muitas coisas e uma delas é a não fazer juízos de valor de ninguém porque além de ser feio, regra geral não acertamos. No caso do Toy não foi excepção, porque o cantor é muito mais que a música que nos dá, o Toy tem em si o melhor que o ser humano pode ter porque é boa pessoa. Verdade! O Toy é acima de tudo boa pessoa. Depois disso, é brincalhão, músico, cantor, amigo, marido, amante, irmão, pai, neto e foi filho.. e é quando se fala dos seus, que mais se emociona, como se nunca tivesse tido tempo suficiente para os amar o tempo todo, porque o tempo é sempre pouco quando queremos ter perto quem amamos. Um dia, há muitos anos, estava eu na fase de não achar graça ao Toy, a Ana Maria Lucas que trabalhava comigo no programa &#8216;Sic Dez horas&#8217; diz-me &#8216;<em>Cláudio, não penses assim. Olha que conheço poucas pessoas neste meio com um coração tão generoso como o dele!&#8217;.</em>&#8230; aquelas palavras ficaram-me e mais tarde, quando tive que analisar profissionalmente um dos piores momentos da vida mediática do cantor andei ali numa linha perigosa porque na altura fui com os ímpetos absolutos que se tem quando se quer mostrar ao mundo que temos razão e não olhamos para o lado. Mais tarde recebeu-me em Setúbal, conversámos largamente para o programa, das manhãs nesta altura da Julia Pinheiro. Acho que foi aí que numa conversa franca que percebi quem era o cantor. Desde esse dia, parece que o destino faz com que muitas pessoas se cruzem com ele e depois me façam, chegar testemunhos da alegria que é trabalhar com o Toy. Ele é porreiro, mas acima de tudo tem o coração generoso e ao pé da boca talvez por isso tenha de vez em quanto algumas arrelias por resolver, mas a verdade é que a forma como encara a vida é bonita porque não é ficção nem para &#8216;ficar bonito&#8217;. Ele é mesmo assim e ser-se &#8216;assim&#8217; num meio destes numa altura destas é difícil. Gosto genuinamente dele e da forma como abraça o que encontra, gosto da generosidade que não apregoa mas que faz em silêncio porque para Ele se &#8216;<em>conseguir melhorar um bocadinho já valeu a pena o dia&#8217;</em>. Gosto do amor que tem pela sua Daniela e ela por ele, porque formam uma família bonita cujo caminho no começo não foi fácil de fazer mas, resilientes, agarrados ao amor e à verdade que os unia aqui estão. Felizes e seguros! A minha relação com eles ficou tão bonita que fui convidado para o seu casamento. A Daniela tem a doçura de querer ver apenas o lado bonito das pessoas. Completa-se com o Toy! Porque escrevo hoje sobre isto? Porque eu e a Maria recebemos o Toy nas manhãs da TVI e mais uma vez nos desarmou, porque mostrar o outro lado de alguém tão popular como Ele pode ser ingrato. Não foram precisas muitas perguntas nem respostas. Portugal viu. O Toy é uma daquelas pessoas que vale a pena ter por perto!</p>
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