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		<title>&#8230; Sábado de chuva (Gosto de sentir isto)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Oct 2019 13:47:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[… Hoje começou a chover torrencialmente. Não sei porquê, parecia-me Fevereiro. Uma daquelas tardes de Fevereiro onde começa a ser noite às três da tarde. Estava no quarto. A chuva, que primeiro começou com pingos grossos e lentos, começou a cair rápida e apressada. Gosto de a ver e ouvir. Fui para a janela senti-la. Misturava-se o som [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">… Hoje começou a chover torrencialmente. Não sei porquê, parecia-me Fevereiro. Uma daquelas tardes de Fevereiro onde começa a ser noite às três da tarde. Estava no quarto. A chuva, que primeiro começou com pingos grossos e lentos, começou a cair rápida e apressada. Gosto de a ver e ouvir. Fui para a janela senti-la. Misturava-se o som da chuva com o barulho dos carros que se ultrapassaram. Gosto de chuva, esta veio em boa altura, porque como não gosto de rotina, ver chover assim num sábado de Outubro de manhã como se fosse Fevereiro a meio da tarde sabe bem. O outro dia arrefeceu, eu já tenho algumas saudades do frio, de um casaco, de uma manta nos pés, das rotinas dos dias de Inverno. A chuva fez-me, de repente, pensar que a natureza manda em tudo, mas nunca manda nada por acaso. Sabe o que faz. Minutos depois a chuva passou. Ficou aquele cheiro a terra molhada, que eu acho um dos melhores cheiros do mundo. Há cheiros que nunca se esquecem, chuvas que por muito que nos molhem a pele não nos lavam, nem nos tiram de cima o que cá temos, está-nos cravado na carne. Apenas distraem o ardor da carne viva, como um sopro num arranhão. O cheiro a terra molhada faz-me lembrar tudo de bom. Outros tempos, o Alentejo, o renascer, o renovar de qualquer coisa… quem já meteu as mãos na terra percebe o que quero dizer. Poucas coisas existem mais bonitas que ver trabalhar a terra. É de lá que tudo vem. É para lá que tudo vai. Gosto de chuva porque gosto do seu barulho repetido na terra, na função do renascer e trago isso para mim. Parece que depois da chuva tudo passa… fica outra coisa qualquer que já não é o que estava antes da chuva.</p>
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		<title>&#8230; As cores inventadas pela natureza (Que sabe o que faz e onde)</title>
		<link>https://euclaudio.com/as-cores-inventadas-pela-natureza-que-sabe-o-que-faz-e-onde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Aug 2019 22:27:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[desabafo. pensament]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Não há outras cores assim. Estas são as cores que ficam mesmo que um dia deixem de existir. Não há outro respirar assim. Este respirar fica sempre, mesmo que deixe de se respirar um dia. Há um dia onde se juntam as cores ao respirar e fazemos de conta que estamos aqui. Mortos e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Não há outras cores assim. Estas são as cores que ficam mesmo que um dia deixem de existir. Não há outro respirar assim. Este respirar fica sempre, mesmo que deixe de se respirar um dia. Há um dia onde se juntam as cores ao respirar e fazemos de conta que estamos aqui. Mortos e pasmados pela cor que encontramos num final de dia no meio de uma estrada que está no meio do nada. Não há mais cores destas. Não se compram, não se vendem, não se inventam, não se fabricam com misturas. Não há, porque não há muitos lugares como este onde, numa estrada qualquer no meio do nada, olhamos em frente para ver no céu um conjunto de cores ao fim do dia que foram postas ali pelas mãos da natureza. Mas aqui a natureza é mais natureza, porque é mais respirada, mais sentida, tem cores mais bonitas e está escondida.  Podia ser uma pintura, mas é apenas uma fotografia, tirada com um telemóvel numa estrada desenhada no meio do nada, que nos corta a respiração e se instala na memória de forma a ficar para sempre, mesmo que daqui a bocado a imagem deixe de existir. Porque nos vamos embora, ou porque a lua aparece, depois a noite, as estrelas, a noite outra vez e o sol volta a nascer. É isto que vemos quando resolvemos desacelerar.</p>
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		<title>&#8230; A que sabe a terra molhada? (gosto muito deste cheiro)</title>
		<link>https://euclaudio.com/a-que-sabe-a-terra-molhada-gosto-muito-deste-cheiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2018 11:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Pensativo]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Está a chover. Dos cheiros que mais gosto na vida é do cheiro a terra molhada. Gosto desde sempre, gosto desde que me lembro de existir. Lembro-me de desejar ver cair pingas no chão com ele quente, para que a terra depois de molhada mandasse para fora um cheiro tão dela, que é quase um passaporte no tempo para irmos onde quisermos. Gosto quando chove pela primeira vez, gosto quando se rega as plantas, gosto quando cai no alcatrão quente a água de um alguidar, gosto quando a mangueira salpica as pedras para lá do canteiro, gosto do cair da água do regador no alegrete. Gosto deste cheiro que me faz lembrar que a terra e a água são tão preciosas como as memórias que temos. Talvez seja por isso.</p>
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