<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Saúde &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<atom:link href="https://euclaudio.com/tag/saude/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<description>Eu, Cláudio</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Dec 2021 18:00:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2020/05/cropped-eu-claudio-fav-32x32.png</url>
	<title>Saúde &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>… Obrigado Graça!</title>
		<link>https://euclaudio.com/obrigado-graca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 18:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Graça Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[programa da manhã dois as dez]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[TVI; manhã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=40741</guid>

					<description><![CDATA[&#8230; O País inteiro sabe quem é Graça Freitas que se viu enviada para o mediatismo sem ter feito nada para isso, porque estando como directora geral da Saúde está desde o primeiro momento da linha da frente no combate à Covid 19 numa luta desigual com o inimigo invisível e no desespero absoluto de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; O País inteiro sabe quem é Graça Freitas que se viu enviada para o mediatismo sem ter feito nada para isso, porque estando como directora geral da Saúde está desde o primeiro momento da linha da frente no combate à Covid 19 numa luta desigual com o inimigo invisível e no desespero absoluto de nos tirar a todos desta pandemia. Com o frio chega uma nova vaga, por essa razão no programa &#8216;Dois as dez&#8217; quisemos falar com ela sobre isto mesmo. E fomos claros e ela foi objectiva. É importante vacinar, é importante continuar a manter as medidas de segurança e é importante entender de uma vez por todas que a pandemia não é possado. Esta aí, é presente e não podemos deitar tudo a perder. Estas são palavras dela que qualquer pessoa de bom senso leva para si e aplica na prática. Vi uma Graça Freitas igual àquela que a cada dia nos entrava pela casa com os números da pandemia em infinitas conferências de imprensa. Mas percebi nos olhos e no cuidado de falar que a sua missão é gigante. E ela fala sobre isso com o entusiasmo de quem sabe que está a prestar um serviço público. Fala com a urgência que é preciso entender, assume para ela a função de &#8216;mãe&#8217; de todos nós com conselhos práticos e seguramente úteis para não regredirmos neste momento tão complicado que todos atravessamos, uns mais que outros, mas que é difícil para todos. Graça Freitas tem a noção clara que é alvo de criticas mas está muito mais preocupada com o facto de salvar pessoas e ajudar a que todos nós possamos ter umas festas mais tranquilas do que as que tivemos o ano passado. Olhar para ela faz-me sentir ternura de uma pessoas que está naturalmente cansada, mas não baixa os braços, porque não é uma tarefa fácil e porque, digam o que disserem, muitas vezes não a entendem e seguramente nem sempre foram justos com Ela. Muitas vezes não foram justos com ela. Emocionou-se quando viu pessoas agradecer-lhe o trabalho que tem feito mesmo que as mesmas pessoas tivessem apontado algumas dificuldades no processo e criticado determinada logística. &#8216;É a realidade e tem que se ir ajustando a seu tempo&#8217;. Graça Freitas, que é médica de formação, já trabalhou num centro de saúde onde atendia um a um, onde passava receitas individuais, onde sentia o pulso &#8211; literalmente – a quem recorria a ela para ter dias melhores. Ao longo da sua conversa percebo que continua a fazer o mesmo, só que em vez de estar de estetoscópio sentada atrás de uma secretária, mede o pulso a uma população inteira com o mesmo cuidado e atenção se fosse a cada um de nós. Isto é serviço público. &#8216;O objectivo é que todos tenham a informação, todos se previnam e que todos tenham dias melhores&#8217;. Não sei se muitas vezes lhe terão dito obrigado, não se se os muitos aplausos que se ouviam às dez da noite lhe chegaram, mas sei que eu lhe devo um obrigado, não só pela generosidade da conversa, mas sobretudo por ter a certeza que abdicou muito do seu tempo, da sua família e do seu mundo para se dedicar por inteiro aos outros e isto – políticas à parte – é um acto de generosidade que é preciso entender e agradecer. A gratidão é o mais nobre dos sentimentos. Convém não esquecer!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>… Olhai as flores do campo!</title>
		<link>https://euclaudio.com/olhai-as-flores-do-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 13:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[campo]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[flores]]></category>
		<category><![CDATA[Leonor]]></category>
		<category><![CDATA[recordações.s memória]]></category>
		<category><![CDATA[s alentejo. vila boim]]></category>
		<category><![CDATA[são lourenço]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=40268</guid>

					<description><![CDATA[... Quando falo da minha terra faço sempre a distância em tempo. Mais em tempo que em quilómetros. Parece que fica mais perto. Menos longe. Mais quente. Há alturas em que estou duas semanas sem ir à minha terra, sem pisar as minhas pedras, sem ver a minha gente na terra da minha gente. E [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Avenir, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span>.. Quando falo da minha terra faço sempre a distância em tempo. Mais em tempo que em quilómetros. Parece que fica mais perto. Menos longe. Mais quente. Há alturas em que estou duas semanas sem ir à minha terra, sem pisar as minhas pedras, sem ver a minha gente na terra da minha gente. E quando passa esse tempo sinto uma ansiedade que se explica por saudade ou apenas falta, ainda não se descobriu. Sinto falta. Dos meus, seguramente, mas os meus podem vir aqui. Posso falar com eles. Podemos encontrar uns e outros a meio do caminho ou noutro caminho qualquer, se for caso disso. Eu sinto muita falta da minha terra. Da minha casa. Da minha gente sentada na porta de casa, encostada ao parapeito da janela ou assomada ao postigo. Eu sinto falta do barulho baixinho que se faz nas ruas e do tempo vagaroso que quase não passa por elas. Eu sou assim. Não sei se sou diferente. Sempre fui assim. Muito ligado à terra porque sempre tive claro que sou o que sou porque percebi cedo que nunca poderia virar as costas nem à terra nem ao que ela me ensina. Quando vou no caminho, ganho-lhe o sotaque, o peito fica mais leve, respiro melhor e entra uma paz tranquila que me alegra. Eu gosto da minha terra. E gostaria de outra terra qualquer, de um lugar que fosse, sempre que esse lugar fosse o lugar que me viu crescer e testemunhou tudo a meu respeito. Tudo. É importante vermos a nossa memória, não nos podemos esquecer que muitas vezes nem a memória conseguimos guardar. Há alturas que é preciso vê-la. Conheço pessoas que não têm terra nem lugar. Acho que não conseguem entender o que é “ir à terra”, deixar a terra, ver a gente da terra sair e voltar. Ver as pessoas ficarem porque gostam, porque não podem sair, porque envelhecem ano seguido de ano sentadas todas as tardes, as tardes todas no mesmo banco na praça onde está o café central. Eu não gostava que me roubassem as pedras da rua mesmo que já esteja alcatroada, porque por baixo estão as pedras e nas pedras estão as pegadas das pessoas que vão fazendo a nossa vida. Não imagino a dor que fica quando não se pode voltar ao lugar que nos amarrou a vida toda, até porque não há outras cores assim. Estas são as cores que ficam mesmo que um dia deixem de existir. Não há outro respirar assim. Este respirar fica sempre, mesmo que deixe de se respirar um dia. Há um dia onde se juntam as cores ao respirar e fazemos de conta que estamos aqui. Mortos e pasmados pela cor que encontramos num final de dia no meio de uma estrada que está no meio do nada. Não há mais cores destas. Não se compram, não se vendem, não se inventam, não se fabricam com misturas. Não há, porque não há muitos lugares como este onde as cores parece que foram pintadas ali pelas mãos da Natureza. Aqui a Natureza é mais Natureza, porque é mais respirada, mais sentida, tem cores mais bonitas e está escondida. Podia ser uma pintura, mas é apenas uma fotografia, tirada com um telemóvel no meio do nada. É isto que vemos quando resolvemos desacelerar.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8230;Sou jovem para ser velho!</title>
		<link>https://euclaudio.com/sou-jovem-para-ser-velho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Mar 2021 11:49:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[exercício]]></category>
		<category><![CDATA[expectava]]></category>
		<category><![CDATA[idade]]></category>
		<category><![CDATA[inocência]]></category>
		<category><![CDATA[maior idade]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=39920</guid>

					<description><![CDATA[... Com o avançar do tempo, olhamo-nos ao espelho e percebemos que temos coisas novas em nós, paramos para pensar e chegamos à conclusão de que estamos melhor, sabemos mais, temos história, mas que nos falta qualquer coisa. Pode acontecer não conseguirmos identificar o quê, não encontrarmos a peça que falta e resta-nos esperar que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Avenir Book;"><span style="font-size: small;">.</span></span>.. Com o avançar do tempo, olhamo-nos ao espelho e percebemos que temos coisas novas em nós, paramos para pensar e chegamos à conclusão de que estamos melhor, sabemos mais, temos história, mas que nos falta qualquer coisa. Pode acontecer não conseguirmos identificar o quê, não encontrarmos a peça que falta e resta-nos esperar que o tempo faça o seu trabalho. Mas há casos em que detetamos imediatamente o que falta, porque falta. Sabemos exatamente o que queríamos muito ter agora, como quando tínhamos aos 20, 30 ou até aos 40&#8230; Há anos, eu não tinha estas manchas na pele que me lembram que a idade deixa as suas marcas, não que me aborreçam ou incomodem, mas fazem-me pensar que, de facto, as coisas não são como eram antes. Quando era mais novo, lembro-me de dizer em voz alta que gostava de rugas. Tenho muitas que se acentuaram bastante neste par de anos, não morro por causa disso. Os cabelos brancos dão charme? Dizem que sim. Mas não precisava de ser já! Podiam esperar mais uns anos. Todos pensamos assim, por isso andamos desenfreadamente à procura de retardar os sinais que nos vão dizendo que a nossa fase é outra. O pior é o resto. E o que é o resto? A memória. As memórias. O que fica para trás&#8230; não gosto de perceber isso. Não gosto de perceber que há tanta coisa que já não tenho, que já não faço, que já não quero, que já não gosto. Mas que tinha, que queria fazer, que antes não vivia sem. A década dos 40 é definitivamente a entrada noutra fase. A fase da saudade e da insatisfação, porque, por um lado, já não somos jovens, por outro, ainda somos jovens para sermos velhos&#8230; A fase em que a minha filha se tornou adolescente, eu deixo de ser (por enquanto) prioridade na sua vida, a fase em que os amigos fazem as suas vidas cada vez mais longe da nossa, que as decisões são tomadas cada vez em maior solidão. E os fins de semana se tornam piores por critério, porque é preciso descansar para a semana, ou opção porque já não é preciso provar a felicidade a ninguém. Ou se é, ou não se é! Parece que neste momento não há meia felicidade. Ou está toda a gente muito feliz à nossa volta, ou muito infeliz. Gostamos cada vez menos de mais coisas, porque à distância tudo nos parece menos do que podia ser e muito exagerado quando vivido por outras pessoas. Acho que os 40 podem ser uma espécie de “pré-adolescência” da maior idade, onde brigamos com o mundo porque queremos ter muitas mãos para agarrar tudo até lá chegarmos. Somos, a esta idade, aquilo que a vida fez de nós? Ou somos o que quisemos ser? Esta é a verdadeira questão. Os que já por aqui passaram arriscam-se a pensar na resposta, porque depois dos 40 não é justo &#8216;deixarmo-nos ir&#8217; só porque sim. É fundamental que o caminho seja definido por nós. Se for errado, teremos tempo de nos arrepender. Pior seria olhar para trás e perceber que não o fizemos, não ter nada do que nos arrepender. É a realidade a dar de caras com as circunstâncias que a vida construiu para nós. E isso não se disfarça com o exercício fisico que fazemos desenfreadamente na expectativa que o espelho não seja a imagem daquilo que temos dentro. Valerá a pena manter um foco destes, quando sabemos muito bem que mais não é que adiar a verdade? Muitas vezes acho que não. Que não adianta&#8230; quando tiver a certeza, desisto!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
