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	<title>verdades &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>… Ao Zé o que é do Zé!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Oct 2021 09:37:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[…Quando conheci o Zé não lhe achei graça nenhuma. O Zé chegou a uma redacção onde eu já estava e se há uma palavra que o definiria na altura seria &#8216;espaçoso&#8217; porque falava muito, impunha-se muito, gritava muito, tudo em exagero e para mim qualquer exagero antes das nove e meia da manhã não devia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">…Quando conheci o Zé não lhe achei graça nenhuma. O Zé chegou a uma redacção onde eu já estava e se há uma palavra que o definiria na altura seria &#8216;espaçoso&#8217; porque falava muito, impunha-se muito, gritava muito, tudo em exagero e para mim qualquer exagero antes das nove e meia da manhã não devia existir. Tenho em mim todos os exageros do mundo, mas só depois das dez horas! Com o dias a passar, fui percebendo que por trás de tanto exagero matinal estava um bom profissional. E como descubro eu um bom profissional? Nas pequenas coisas. O Zé fazia produção e até hoje – e já cá ando há mais de vinte anos – nunca vi ninguém ser tão atencioso e profissional com os convidados que recebia para o programa. Era tremendamente dedicado, zero exagerado quando os acompanhava, dando a eles o espaço e o silêncio que precisavam ter. Não raras vezes muitos convidados me falaram da atenção do Zé com eles. Só um profissional leva o seu trabalho com brio, mesmo que aquilo que faça não seja o sonho da sua vida. Comecei a falar com ele devagar e estranhamente fui vendo nele algumas coisas parecidas comigo quando eu ainda sonhava aos vinte anos. O Zé tinha um sonho que começou a sonhar há muito tempo e entrou pela porta que lhe foi dada. Usou o exagero e a extravagância para se fazer notar. Usou a &#8216;arma que tinha&#8217; para dizer que não era mais um e devagar, mas ao mesmo tempo muito depressa, foi tendo oportunidades que o tornaram aos olhos do público uma pessoa querida. Claro que há muitos que não gostam mas isso vem na factura e é preciso aguentar e deixar de lado a vitimização porque se nos agarramos a ela não avançamos no degrau e isso o Zé faz muito bem. Não se vitimiza com as criticas. Fez aparições no programa da Cristina, ocupou uma cadeira de comentador no Passadeira Vermelha, depois tem a oportunidade de apresentar o Somos Portugal. O sonho chega às vezes numa hora desacertada. Sabe Deus que voltas deu o ponteiro o o Zé deixa o Somos e abraça agora o comentário de reality. Escrevo hoje sobre o Zé, porque entre mim e ele existam semelhanças impressionantes na vontade gigante de querer fazer e chegar. Na humildade de saber esperar pelo momento certo e, obviamente nas muitas lágrimas solitárias quando as coisas não correm como queremos e planeamos. Em conversas, depois de o conhecer melhor, sempre lhe disse que os passos lentos e vagarosos são mais seguros. Que sabe melhor fazer o caminho devagar porque é mais &#8216;nosso&#8217;. Sabemos que valemos e para o que valemos. Não precisamos que nos digam! Não sei o futuro profissional do Zé, ele é muito novo, mas sei e posso dizer com toda a certeza que neste momento em Portugal o Zé é dos melhores comentador de realitys que temos. Analisa comportamentos dentro da casa como poucos o fazem. É vaidoso do seu trabalho mas não permite que a vaidade se sobreponha nem ao jogo nem aos concorrentes. Eu, que comentei durante mais de vinte anos tudo e mais alguma coisa, tenho propriedade para dizer que o Zé sabe o que faz. Ainda tem que crescer? Claro que sim. Mas está num belíssimo caminho. Seguramente vai chorar quando ler estas linhas, mas também lhe darão força. Também vão orgulhar a mãe que ele tanto admira. E a minha obrigação quando acredito em alguém dizê-lo sem medo. E eu acredito muito no Zé comentador. Acredito mesmo!</p>
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		<title>… O que nos ensinou Noah!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jun 2021 20:38:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; Claro que há muita coisa por explicar no desaparecimento do pequeno Noah, mas assim de repente acho importante celebrar que o menino apareceu com vida e está bem. Foi um sufoco e ficámos todos suspensos na expectativa de uma noticia, e a verdade é que a maioria achava que a notícia que chegaria bem mais tarde não era a que se queria e de repente estaríamos perante mais uma tragédia. Pior ainda, a maioria já fazia juízos de valor, apontava o dedo. Vi coisas escritas e ditas que bradavam aos céus durante as 35 horas que o menino esteve desaparecido e depois continuei a escutar umas quantas que já com o menino de volta para os braços dos pais, alimentaram o comentário na intenção de se encontrar um culpado. Somos na maioria das vezes assim, queremos muito e quando temos, queremos mais ou outra coisa. Foi como me disse o inspector Vitor Marques, &#8216;importa celebrar que o menino apareceu com vida. O resto a investigação tratará&#8217;. Foi nisso que me fixei desde o primeiro dia. Mas este episódio trouxe-nos dois lados que temos sempre em nós dispostos a sair a qualquer momento. O apontar do dedo, mesmo não sabendo nada do assunto, o &#8216;achômetro&#8217; que se liga, os treinadores e bancada&#8230; Estamos a falar de uma criança, num contexto de vida diferente da maioria das crianças e que de facto pode fazer aquilo que se disse que fez, que é sair de casa para ir ter com o pai. O que não podemos fazer é apelar a um estilo de vida mais livre e depois quando alguém o tem atiram-se pedras, porque esse estilo de vida não está dentro daquilo que quem opina acha certo. Caberá agora a quem de direito avaliar a forma de viver de Noah e da sua família, mas terá que a avaliar consoante o contexto e a escolha livre que cada um dele tem e não consoante o padrão citadino que a maioria acha bonito e seguro. A nós, Noah trouxe a esperança de acreditar que nem tudo esta perdido quando achamos que pode estar. Noah é um milagre e teve aquele tempo todo amparado por uma força superior que o colocou depois nos braços dos populares. Não sei se alguém o levou, se há mão criminosa neste feito, mas sei que o menino apareceu e que isto deve servir para que se nos renovem as esperanças em finais felizes, que nos deixemos de certezas absolutas e de apontar o dedo porque é urgente encontrar culpados. A mim, no dia que Noah apareceu caíram-me lágrimas porque vi uma aldeia inteira feliz com o acontecido, e percebi que a união daquelas pessoas fez a força e ajudou. Fiquei feliz, porque as nossas forças de segurança, a nossa PJ têm uma noção muito clara do que fazer se as deixarem actuar. Fiquei feliz, porque a população acatou o que lhes disseram e mais feliz ainda fiquei, porque Noah se torna numa espécie de hino à vida e à liberdade que cada um tem o direito de ter e ser. Se os pais devem ter mais cuidado? Claro que sim! Mas atenção, todos os pais estão sujeitos a que uma coisa destas aconteça. Se não é uma porta que está aberta, pode ser outra coisa qualquer e não por isso os amam e desejam menos. Fiquemo-nos com o final feliz. Com o milagre do bonito final e respiremos de alívio com a sensação que nada é o que parece até se ter a certeza que é.</p>
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