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	<title>Carinho &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; A querida Helena (A minha história com Ela)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2018 17:12:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Adeus]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Há uma Helena Ramos que as pessoas não conheceram. Uma mulher bem disposta e de muita fé. Uma Helena sempre pronta a ajudar e muito disponível para colocar na sua agenda o nome de alguém que precisasse de uma palavra&#8230; Foi do que me lembrei de repente quando me disseram que tinha morrido a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230;<em> Há uma Helena Ramos que as pessoas não conheceram. Uma mulher bem disposta e de muita fé. Uma Helena sempre pronta a ajudar e muito disponível para colocar na sua agenda o nome de alguém que precisasse de uma palavra</em>&#8230; Foi do que me lembrei de repente quando me disseram que tinha morrido a Helena. Eu conheço a Helena há muitos anos. Muitos. Ainda eu não fazia televisão, apenas sonhava com ela e já conhecia a Helena&#8230; A História é longa mas, para que entendam parte da sua generosidade, eu era um miúdo desconhecido que ligava do Alentejo para falar com a &#8216;sala&#8217; das locutoras de continuidade da RTP. Ligava muitas vezes, porque tinha a curiosidade de saber como tudo funciona. Estavam elas no edifício antigo na 5 de Outubro em Lisboa. Ligava muitas vezes e muitas vezes me &#8216;despachavam&#8217; o que seria natural, até que um dia calhou atender-me a Helena. Atendeu-me e explicou-me como tudo funcionava. Dedicou bons minutos do seu tempo a explicar-me o que fazia e com quem.  Permitiu que lhe ligasse outras vezes e que mais tarde a entrevistasse para um jornal regional. A Helena Ramos era para mim, na altura, a mais bonita, elegante e próxima apresentadora de televisão. Eu teria uns quinze anos, e a primeira vez que a tinha visto teria sido anos antes em Elvas, quando apresentava o concurso &#8216;Ou vai ou taxa&#8217;, se não estou em erro com o António Sala, que ali foi feito ao vivo. Desse tempo tenho apenas a memória de a ver no palco com um vestido às riscas encarnado e branco. Depois, como contei, cruzámo-nos pelo telefone e, quando vim para Lisboa, comecei a estar com ela frequentemente porque tínhamos amigos comuns&#8230; Demorei anos a contar-lhe que era eu o &#8216;Cláudio Nascimento&#8217; do Alentejo que lhe ligava a contar os sonhos de ser apresentador, mas contei. Contei um dia num jantar que tivemos no Casino Estoril entre amigos&#8230; Ela lembrava-se e riu-se muito com uma gargalhada sonora que lhe era característica. Sempre a imaginei bonita, elegante, sofisticada e cheia de delicadeza com os gestos. Fomos sempre falando, até que lhe contei, mais à frente, um segredo meu (que contarei um dia) e tinha que ver com ela. Quando lhe disse isso, emocionou-se tanto que nessa noite me ligou e falámos muito sobre a minha fé e a fé dela. Era uma mulher de muita fé e achava que termos falado há muitos anos ao telefone e, depois de nos conhecermos, simpatizarmos tanto um com o outro, não podia ser um &#8216;acaso&#8217;. Era coisa do Universo. Em abono da verdade, não posso aqui dizer que fomos amigos íntimos, mas posso dizer que falámos de muitas coisas &#8216;íntimas&#8217;. Uma das últimas era o enorme desagrado que Helena sentia pela forma como a sua carreira se desenvolveu na RTP. Ela achava que merecia mais. Não exactamente um melhor programa, mais destaque ou mais protagonismo. Talvez mais atenção. Foi-me dito por ela, eu concordei, porque sempre achei que a Helena era muito mais que a locutora de continuidade remetida para os temáticos da RTP, onde lhe deram espaço. Ela tinha a noção de evolução televisiva, mas também do seu papel, e não era uma noção errada. Era consciente e realista e, por ser realista e consciente, sabia que podia ter feito mais. A Helena seria em qualquer lugar do mundo, com a sua história, parte da história da televisão pública. Para mim será, obviamente que sim. Porque eu tenho memória&#8230; Quando fiz o &#8216;Alta Definição&#8217; mandou-me uma mensagem emocionada com a minha história e voltou a falar-me da Fé que é preciso ter para, muitas vezes, dar um passo que nos parece maior. Padeceu os últimos tempos, doente sem alaridos e discreta, porque a Helena, apesar de ser pública há muitos anos, gostava de se manter discreta no seu mundo de amigos mais restritos, aqueles que hoje sentem mais que todos a sua falta, aqueles com quem se encontrava aos Domingos à tarde para petiscar e rir. No momento em que escrevo estas linhas é também neles que penso&#8230;Neles, nos irmãos e nos seus pais. Partiu muito cedo a Helena. A Helena que me mandava mensagens a concordar ou discordar dos meus comentários em directo, a que me ligava a falar da cor do vestido que usaria nos Globos de Ouro, a que apreciava a minha alegria nas manhãs e os meus telefonemas em inglês nas noites do &#8216;Passadeira&#8217;. Partiu a Helena e com ela talvez a primeira imagem que tenho de apresentadoras de televisão. Era bom não nos esqueceremos disto. Ela iria ficar agradecida. Era uma mulher grata.</p>
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