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	<title>filho &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; Os filhos! (Quando não os queremos perder de vista!)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2019 22:32:08 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Os filhos não saberão nunca o que sentem os pais até deixarem de ser só filhos e sentirem na carne a fragilidade de andar com metade do coração fora do peito. Aos filhos quase tudo é permitido e o coração aperta quando por qualquer razão deixa de o ser. Eu não tenho nenhuma dúvida que nasci para ser pai. Eu sabia o que seria e como seria. Tenho um historial de vida onde percebi que cuidar era muito além do que lia nos livros ou se via nas novelas. A dimensão do amor anda de mãos dadas com a responsabilidade. Estou à janela. Ali em baixo uma Leonor despachada de carteira ao ombro num manifesto gesto de adolescente acabada de chegar a uma das melhores fases da sua vida. Quem me dera que pudesse ser sempre assim. Que os meus olhos a vissem de cima para onde ela fosse e a pudessem orientar apenas com um sinal. O medo é tão grande em tamanho como o orgulho que se sente por ver isto. Qualquer pai dirá dos seus o melhor e terá razão. São os nossos filhos a nossa melhor obra. São eles os nossos olhos no mundo e o reflexo do que fomos plantando. Nós somos pedaços dos nossos pais. Sou muito de olhar para trás para ver se fiz bem feito. Se foi certa aquela escolha, se aquele ‘não’ fez sentido. Se tantos ‘sim’ ditos de seguida não estragariam&#8230;  Acho que foi tudo no ponto certo.  De certeza que nestes 15 anos errei mas não é esse erro que me inibe de rebentar de orgulho de a ver aqui de cima fazer um caminho lindo. Se tivesse que o descrever seria um caminho de Primavera. Daqueles que cheira a fresco de novidade, a novo, suave no sentido, alegre nas cores, frágil no toque. Não imagina a Leonor o amor que se lhe tem, sabendo ela que lhe temos muito amor. Talvez um dia se dê conta a sério e entenderá porque tantas vezes lhe mandei vestir um casaco, desligar o telefone, lhe pedi para não ver isto ou aquilo, insisti em falar daquilo ou disto. Os pais são todos feitos da mesma massa. Uma massa pronta a estender com a força do coração. Os filhos são o mais delicado doce. Tem de se tentar fazer tudo na medida certa sob pena de errar sem perceber onde erramos para não deixar qualquer coisa desandar como desanda uma receita. Os filhos deveriam crescer todos felizes como se fosse sempre Primavera dentro deles com temperaturas capazes de passarem dias na piscina com os amigos a rir e a fazer barulho com mergulhos enquanto os pais preparavam o lanche que não comem porque não atendem à chamada insistente. Os filhos são diamantes preciosos e os pais a caixa onde se guardam até que a caixa se abra e eles comecem a brilhar sozinhos com o respirar paralelo ao nosso. Aos filhos os pais devem tudo, porque são eles que nos travam o caminho ao mesmo tempo que o impulsionam. Os filhos só saberão o amor de serem filhos quando um dia forem pais. Até lá, vão achar tudo exagerado, dramático, insistente e muitas vezes não acham nada. Encolhem os ombros e fecham-se sozinhos à espera que os pais mudem de ideias. Os filhos são Euromilhões que ganhamos a cada vez que olhamos para eles e os vemos felizes. Nos atendem o telefone. Desabafam connosco. Querem a nossa companhia. Se reconhecem em nós. Daqui desta janela, onde tantas vezes me debrucei como filho olho agora como pai. Vejo a mesma rua, que já teve pedras de calçada que foram agora tapadas com cimento, os mesmos fios de luz e a mesma casa em frente. Vejo o mundo com os mesmos olhos porque eu vi sempre isto. O que muda é a dimensão do olhar. Se me fosse dado a escolher um desejo, escolheria vigiar sempre os passos da minha filha a esta distância. Não para saber o que faz nem para controlar, mas para acalmar o coração de pai que se inquieta com o tempo e para enviar um sinal sempre que entendesse que o caminho é por esta rua e não por outra qualquer&#8230; Se parar para pensar não teria o direito de fazer isso. Dos filhos cabe-nos respeitar as escolhas, mesmo que escolham outras ruas. Aos pais é obrigação de não saírem da janela. Se não os avistarem nesta rua, metem-se em bicos de pés para ver até onde a vista alcança, mesmo que o alcance da vista não seja o do coração. Um filho quando for pai vai assomar-se à janela e perceber que afinal, por muitas ruas que caminhe, a rua certa seria sempre esta. A rua com a janela por cima da porta que se abre ao ouvir os passos que com o avançar do tempo são mais firmes e decididos. Da janela, em bicos de pés, verá as mesmas pedras da calçada tapadas com cimento, os mesmos fios de luz que abrigam pássaros e talvez alguém estará na casa da frente, à janela, a espreitar metade do seu coração e a tentar evitar que ele esfole os joelhos neste cimento áspero que poderia ser uma cópia da vida. Porque é posto para facilitar o caminho, mas se tropeçamos nele arde. Dói. Faz ferida. E muitas vezes demora a cicatrizar. Mesmo que o pai desça as escadas a correr, abra a porta, sopre, dê um beijo e diga &#8216;já passou!&#8217; Ainda assim, vai doer mais ao pai que ao filho que tem o joelho ferido no cimento. Porque o pai sabe, que nem sempre passa. Que demora a cicatrizar.</p>
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		<title>&#8230; Outra vez Judite! Outra vez Cristina! (Pois que chegue a sexta-feira)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 May 2017 16:05:26 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Estou à espera. Vou esperar até sexta feira de manhã, que é quando sai mais uma edição da revista Cristina, porque quero muito ler a entrevista a Judite de Sousa. Não me importa que me digam que pode ser mais do mesmo, que é a mesma história contada outra vez. Que é outra vez a Judite e outra vez a Cristina. É a história de uma mãe que luta há três anos para seguir em frente &#8211; como o fazem muitas, é certo &#8211;  só que esta tem os olhos do mundo em cima dela. E não é fácil. É muito dificil. Quero muito ler todas as linhas da conversa de Cristina, que troca agora de papel (salvo seja), porque, do que me lembro, foi à Judite Sousa que a seu tempo Cristina Ferreira deu a primeira grande entrevista e deixou perceber o que sentia pelo pai do seu filho. Ficou-me marcada aquela conversa, como me ficará esta. Tenho a certeza. Será uma conversa feita de muitos silêncios. Vi a promoção e a dor está ali estampada. Mas é preciso ouvir, é preciso tentar perceber como se ultrapassa ou se tenta ultrapassar algo assim. O testemunho de Judite aparece numa altura em que a Jornalista lança um livro e assume que precisou de ajuda para seguir em frente. Um acto de coragem. Seguir é um acto de coragem. Seja em que direcção for. Desistir não é uma opção. Quero muito que chegue a sexta feira. Mesmo!</p>
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</ul>
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		<item>
		<title>&#8230; Não é a defesa do Gustavo! (É chamar a atenção para o bom senso)</title>
		<link>https://euclaudio.com/nao-defesa-do-gustavo-chamar-atencao-bom-senso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2017 16:59:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Eu tenho zero paciência para as pessoas que usam o teclado para descarregar frustrações da sua vida em cima da vida dos outros. O facto de qualquer pessoa se expôr numa rede social implica o risco de pagar essa factura. Se formos mediáticos a factura será ainda mais alta.  Umas vezes pode até fazer sentido, outras não faz sentido nenhum. A última &#8216;guerra&#8217; destas é protagonizada por Gustavo Santos, depois de ter publicado uma fotografia do filho debaixo de um édredon. Foi insultado e metido no meio de uma polémica sem sentido. Não é justo! Eu conheço bem o Gustavo, muito para lá da estranha imagem pública que ele construiu e alimenta. Tal como eu, ou qualquer mediático, também o Gustavo tem um lado que as pessoas não conhecem. Ele é um porreiro e, acima de tudo, é uma pessoa muito responsável. O sonho de ser pai já o alimentava há anos, tem a perfeita noção do que é este papel e obviamente é injusto que alguém o coloque em causa só porque publica uma fotografia onde quem quer vê perigo e maldade. Só porque sim. É preciso separar as coisas, podemos não gostar das pessoas, podemos achar que o seu mediatismo ou o que representa não faz sentido (eu acho), mas o que não podemos (ou pelo menos não devemos, eu incluido) é apontar o dedo a um pai ou a uma mãe que sabe exactamente o que é ser pai e mãe. Um frase fora de contexto e gratuita pode ser grave e profundamente ofensiva. Eu não admitiria que alguém colocasse em causa o meu desempenho como pai. Eu não estou a defender o Gustavo, eu estou a dizer que foi muito injusto tudo o que se disse sobre esta situação. Ele, porque o conheço, sei que não merece e Portugal tem esta mania tonta de colar rótulos às pessoas, depois não só consegue descolar e principalmente, não consegue perceber que as pessoas são mais do que rótulos, apesar de poderem ser também o &#8216;dito rótulo&#8217;. Portugal é pequeno, e de vez em quando quem cá mora não é maior.</p>
<div id="attachment_16065" style="width: 583px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16065" class="wp-image-16065" src="https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2017/01/gistavo-290x300.jpg" width="573" height="593" srcset="https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2017/01/gistavo-290x300.jpg 290w, https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2017/01/gistavo-483x500.jpg 483w, https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2017/01/gistavo-360x373.jpg 360w, https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2017/01/gistavo-248x257.jpg 248w, https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2017/01/gistavo.jpg 540w" sizes="(max-width: 573px) 100vw, 573px" /><p id="caption-attachment-16065" class="wp-caption-text">&#8230; A Imagem da polémica.</p></div>
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<li><a href="https://euclaudio.com/minha-amiga-jo-evidentemente/">… À MINHA AMIGA JÔ! (EVIDENTEMENTE!)</a></li>
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