… E esta agora!

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… Eu até sou um daqueles que sempre defendeu, deu atenção e teve respeito pelo marinho Pinto. Mas depois de o ouvir fazer este discurso absurdo, sem sentido e numa mistura de qualquer coisa que o bom senso – que eu tenho – não me permite dizer aqui, fazem cair por terra o mais alto daquilo que eu poderia pensar dele. Então Marinho Pinto, diz em respeito à co-adopção de crianças. Acha ele, entre outras coisas maravilhosas, que mãe há só uma, pai há só um e pronto! Por isso pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo e com quem têm relação não são bons pais, nem boas mães. O vídeo tem que ser visto, para ser analisado. Ainda assim, tenho a enorme duvida de como é que se inventam telefones topo de gama, carros que estacionam sozinhos, prédios que chegam ao céu, sanitas que se limpam sem lhes mexermos, se clonou uma ovelha e não se inventou uma vacina para este tipo de opinião, que até podia vir de uma qualquer pessoa, o que me parece estranho, e me irrita um pouco é que chega do Bastonário da ordem dos advogados. Não julgo, quem sou eu para o fazer, mas opino. Ele julgou e opinou. Julgou muito. Julgou demais a meu ver. Eu preferia muito mais ter dois pais, duas mães, do que alguém que julga que o facto de se gostar de alguém do mesmo sexo implica gostar mais ou menos de uma criança. E a enorme capacidade de a bem educar e amar. Tirando o resto… e o resto é muito, que a mim não me apetece estar aqui a escrever. Não sou nem serei nunca um levantar bandeiras, mas sou a favor do bem-estar das crianças. Com cuidados de adopção em ambos os casos. E muitas vezes a lentidão, a demora, o mau acompanhamento, a lei complicada e a burocracia, o desprezo… são o drama. O drama não são as ‘duas mães, ou os dois pais’.
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