CLÁUDIO AJUDA-ME

… À conversa com David! (O Carreira mais novo)

Por
…  Video da conversa aqui

 

… O motivo para a minha conversa com David Carreira foi o lançamento do
seu mais recente videoClip onde Diana Chaves se torna protagonista no
tema Fallin
For U Girl
,
um tema que conta a história de um bad boy que de tanto fazer a vida
complicada às mulheres, a vida acaba por lhe trocar as voltas. Mas
já lá vamos. Estava sol, escolhemos lanchar ali à beira Tejo com
Lisboa como pano de fundo, ‘a
Lisboa que eu amo!’

diz David, ‘e
quanto mais viajo mais sinto que gosto desta cidade. Ali ao fundo é
o meu ginásio…’

e aponta com o dedo. Tem o discurso muito claro, a maturidade que a
maioria dos miúdos desta idade ainda não têm, ‘obrigado!’.
Agradece.
É Educado, sabe conversar. Sabe escutar e não se acha o melhor do
mundo, nem o mais bonito, nem coisa nenhuma, ‘nunca
me achei bonito! Pelo contrário… eu era gordinho!’

brinca. Pergunto-lhe porque escolheu Diana Chaves para protagonista e
a resposta é rápida, ‘porque
gosto muito dela. Porque tem tudo o que eu queria para este trabalho.
É bonita, educada, tem classe… sou seu admirador!’
.
Não precisava dizê-lo, estava estampado nos seus olhos o orgulho do
resultado na excelente escolha que fez. As cenas passam-se numa cama
e numa banheira, tento perceber se da parte da Diana houve algum
problema em fazer determinadas cenas. Profissional David conta que
houve
uma preocupação de toda a equipa em fazer um bom trabalho. Em não
expor a Diana, em não em expor a mim… queria fazer uma coisa
bonita. Elegante, não gosto do gratuito. Nunca me viste exposto de
forma gratuita, não o iria fazer com uma pessoa de quem gosto muito.
O objectivo do que se queria fazer está no clip. Estou muito
satisfeito com o resultado!’.

Bebemos um sumo de laranja, David preocupa-se com a alimentação e a
sua forma física. Os dias agora, são passados ‘com
aulas de muita coisa. Dança, canto, ginásio…’

estão a preparar uma série de iniciativas à volta deste trabalho e
um concerto ‘em
Dezembro no Campo Pequeno’
,
talvez por isso tenha os dias tão ocupados e me assuma que não tem
namorada… ‘para
te ser sincero, neste momento não tenho!’
,
pergunto-lhe se é por falta de tempo ou porque não se apaixonou por
ninguém. Diz que é difícil, ‘não
é fácil com a vida que tenho. Mas digo-te que gostava de ter, sabes
que é importante
 ter
uma pessoa ao nossos lado com quem partilhar
 as conquistas.
Isso é bom e penso nisso muitas vezes… mas não namorar,
ainda não é um problema para mim!’
.
Sorri. Tem um sorriso bonito, sincero. Sabe que tem o peso da
responsabilidade quando faz qualquer coisa, mas não quer assumir
isso, ‘tomo
noção quando vejo que há pessoas que fazem por exemplo uma
tatuagem que eu fiz, ai paro um pouco e penso… mas faço a minha
vida em função do que quero fazer, não do que agrada aos outros’
.
Voltamos ao tema do videoclip que conta a história de um Bad boy.
Será que David se inspirou na sua vida para o tema? ‘acontece
sempre. Todos os artistas vão buscar partes da sua vida para compor
os seus trabalhos’
.
Sou mais directo e pergunto-lhe se já sofreu por amor? ‘já.
Claro que sim! Quem não sofreu? E vou mais longe, já tive de
desistir de um amor…’

e assim me calou, nem me deixou avançar mais.. O nosso encontro
deu-se um dia depois de David ter dançado no
‘Achas que sabe dançar?’ na SIC, elogio-lhe a performance, porque
acho mesmo que em Portugal e na sua geração não temos muita gente
assim a ‘tocar
tantas violas ao mesmo tempo’
.
Falo-lhe do pai, do peso da responsabilidade de
ser filho de Tony Carreira, ‘com
o tempo pensei que de facto ter um pai no mundo da musica tão
popular de certa forma me pode ter prejudicado’.
 Porquê?
porque
acredito que muitas pessoas possam ter pensado que eu seria mais
um… Eu próprio posso fazer esse pensamento a respeito de
alguém, eu lembro-me quando saiu um filme com o filho do Will Smith
de pensar que ele só ali estavas por cunha, depois vi o filme e
percebi o quanto estava errado. Talvez comigo no começo acontecesse
a mesma coisa, havia rádios que não passaram os meus temas
uma única vez. Não lido mal com isso, é a realidade. Com o tempo
mostro que sou muito mais do que o filho do Tony Carreira,
não escondendo
 o
maior orgulho que tenho no trabalho do meu pai e em tudo o que ele
representa. O meu pai é um vencedor!’
.
David, respira família. Nota-se na sua conversa que são uma família
unida. Assim que lhe toco no nome da mãe, Fernanda, os olhos mudam
de expressão, ‘a
minha mãe é tudo para mim, Cada vez estou mais ligado a ela
afectivamente… não imaginas agora quando estive sozinho a viver em
Paris a falta que me fez, e a certeza de que é junto dela, dos meus
que me sinto bem…’

E Porque resolveu ir para Paris? ‘Porque
também, na sequência
 da
conversa, para mim foi importante começar do zero. Perceber que ali
era um miúdo desconhecido
 sem
o peso do apelido. Além de que o mercado de trabalho em França,
com tudo o que rodeia o País é muito maior’
.
Já que estamos a falar de família, atrevo-me a perguntar se entre
ele e o irmão Mickael há alguma espécie de rivalidade musical. Ele
brinca, ‘sim
muita! Andamos ali por casa a contar quem teve mais discos e
sucessos. Eu, ele o meu  pai!’
,
e solta uma gargalhada, ‘em
casa não há disso. temos a rivalidade saudável
 de
bons profissionais mas cada um de nós fica muito contente com o
sucesso do outro. Eu por exemplo, vibrei muito com este últimos
sucesso do Mickael,
bailando’,
não me fazia sentido ser de outra maneira’.

Da conversa fica a certeza de que David não está aqui por estar.
Trabalha muito para isso, mas também fica claro que está aqui por
força do destino, ‘eu
queria ser jogador de futebol. Eu sou a prova viva de que a nossa
vida muda de um momento para o outro. Se te for honesto não era isto
que imaginava para a minha vida. Agora olho para o que sou, tenho e
no que trabalho e penso que os sonhos se tornam realidade com esforço
e dedicação…’

E já que estamos numa de olhar para o tempo, como estará David
Carreira daqui a dez anos? ‘eu
sei que não vou estar, mas não me importava de estar no meu
cantinho na Jamaica’
,
solta outra gargalhada e ajeita o cabelo, que lhe dá o ar de jovem
galã. O ar que ele não alimenta mas com o qual lida bem, ‘todos
nós gostamos que gostem de nós. Não é complicado viver com isso.
Complicado seria o contrário. Não achas?’
.
Acho pois!

 

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