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	<title>Júlia Pinheiro &#8211; Eu, Cláudio</title>
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	<title>Júlia Pinheiro &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>… A Fátima da Saudade!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Nov 2021 12:20:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">&#8230; Talvez por ser uma pessoa muitíssimo atenta sempre vi na Fátima Campos Ferreira alguém com uma história muito mais próxima de todos, para lá daquela imagem que nos mostrava. Esta semana foi nossa convidada na manhã. Vi uma Fátima com os olhos humedecidos do primeiro ao último minuto. Muito próxima de cada um de nós e tão descontraída que não raras vezes lhe chegava o sotaque do Norte que tanto adora. Vi uma Fátima muito menina nas recordações de outros tempos e altamente avassaladora quando falou da sua actividade profissional. Estranhamente crua quando revela que se fosse hoje talvez a televisão não tivesse sido a sua opção e vi uma Fátima emocionada ao recordar o amor dos pais de quem se despediu para sempre, com quinze dias de diferença. Fala das suas memória com tanto entusiasmo, que um dia vai ter que contar tudo em livro para que fique o legado para os netos dos seus netos. Diz que a profissão é dura e muitas vezes limita a vontade de fazer diferente e por isso está onde quer com um programa de sonho que assinalou no dia que nos visitou um ano. Para ela, fazer o &#8216;Primeira pessoa&#8217; é um presente nesta altura da vida, depois de ter estado muitíssimos anos como maestrina de uma peça de teatro em directo como era o &#8216;Prós e contras&#8217;. Lembra que foi Júlia Pinheiro que lhe deu dicas para &#8216;enfrentar&#8217; o público numa conversa de chá que tiveram antes de estrear. Fala de tudo sem nenhum problema nem grandes rendilhados, mas senti-a triste. Senti-a com saudades de qualquer coisa que não tive tempo de perceber&#8230; Sente-se uma mulher privilegiada pelos lugares que a profissão a levou e pelas pessoas que foi metendo na sua vida. É uma pessoa despachada, claramente uma mulher muito à frente do seu tempo porque nunca a condição de o ser lhe travou a vontade de fazer. Talvez gostasse de viver em Itália e talvez gostasse de recuar uns anos largos no tempo para que a sombra da saudade lhe desaparecesse dos olhos. A primeira vez que falei com ela largamente foi, há muitos anos, num jantar de verão no Algarve com a descontracção que nos permitem as noites de Verão. Esta semana era a mesma Fátima, próxima, sem rodeias e muito pouco preocupada em falar bonito para agradar&#8230; recordou os seus começos, recordou como aqui veio parar e fez questão de dizer a todos que a televisão de hoje é mais complicada que quando começou. É mais difícil de se fazer, mas mais verdadeira. Elogiou a Botelho Moniz porque se levantou da sua cadeira e lhe arranjou o microfone ´é desta televisão que se gosta e é desta televisão que se precisa&#8217; disse Fátima, sentada na beira do sofá cor de rosa, animada, bem disposta, mas com o ar de saudade que seguramente lhe retiro muitas vezes também das fotografais que vai postando no seu facebook, para cumprir a vontade da mãe quando lhe pediu &#8216;conta-lhes quem somos. Dz-lhes quem somos!&#8217; Orgulhosos devem estar os pais de saber que a Fátima não só conta, como explica cheia de vontade. E ali se passaram largos minutos entre risos, conversa e a emoção sempre presente quase que apostava que pela saudade&#8230; essa palavra bonita e complicada de gerir que ela tem esgravatado par que os netos de seus netos um dia saibam de onde vêm.</p>
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		<title>&#8230; O Rui Maria (para lá do quimono rosa)</title>
		<link>https://euclaudio.com/o-rui-maria-para-la-do-quimano-rosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jan 2019 21:21:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8230; Antes que me digam que escrevo isto porque sou amigo, devo dizer que não conheço o Rui Maria Pêgo para lá de um &#8216;Olá&#8217;. Não calhou. Nunca conheci mais que isto, temos amigos comuns, gente que nos toca de perto e que fala do seu &#8216;feitio muito particular&#8217; e lhe elogia a &#8216;sensibilidade&#8217;. Há muitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Antes que me digam que escrevo isto porque sou amigo, devo dizer que não conheço o Rui Maria Pêgo para lá de um <em>&#8216;Olá&#8217;.</em> Não calhou. Nunca conheci mais que isto, temos amigos comuns, gente que nos toca de perto e que fala do seu &#8216;feitio muito particular&#8217; e lhe elogia a &#8216;sensibilidade&#8217;. Há muitos anos, quando ele passou no <em>casting</em> para o Curto-Circuito da Radical, fiz-lhe uma pequena entrevista para a TV Mais. Depois, na mesma semana, pedi-lhe uma para o 24 horas sobre o mesmo assunto e ele negou. Disse que não queria dar entrevistas seguidas porque sabia que a pergunta sobre o facto de ser filho da Júlia Pinheiro viria à tona. Se calhar vinha, mas sempre pensei que tivesse sido uma desculpa dele para na altura não me dar a entrevista, que ocupava as centrais de sexta-feira no 24 Horas. Não sei, nem sei se falaria disso&#8230; sempre olhei para ele para lá de quem é filho. Portugal tem estes rótulos colados na testa das pessoas como se elas fossem uma coisa e mais nada. Não penso assim. Graças a Deus, e hoje falo do Rui (na onda do elogio que prometi fazer sempre que me apetecer, para lá do que as pessoas possam pensar), porque me enviaram uma fotografia para comentar sobre a maneira como foi vestido à cerimónia da ILGA, que entregava os seus prémios Arco-Íris. Eu falo desta entrega de prémios, da forma como são feitos e da importância que têm noutra altura, hoje falo do Rui. Quando vi a foto pensei <strong><em>&#8216;É mesmo isto!</em></strong>&#8216;. A mim não me choca que o Rui vá de quimono rosa, como não me chocou que fosse de blazer de lantejoulas a outro lugar qualquer, como não me chocará se amanhã aparecer de laço na cabeça e continuar a pintar os olhos de preto quando entender fazê-lo. Chama a atenção? Claro que sim! Com este quimono rosa, fica claro que aquela idiota história de <strong><em>&#8216;O menino veste azul, menina veste rosa&#8217;</em></strong> é lixo e pouco mais que isso. Mas, se pessoas com a visibilidade do Rui, em momentos-chave, resolverem ficar quietas e caladas, corremos o risco de ver muitas psicólogas armadas em espertas a achar que ser-se homossexual é uma doença que se cura com umas palestras, uns comprimidos e uns puxões de orelhas. É triste, mas é a realidade do pensamento de muitas pessoas. Quando um dia entendermos que somos muito mais do que as pessoas com quem nos deitamos, ou por quem nos apaixonamos, passamos a perceber &#8211; à séria &#8211; que o amor não é nem rosa nem azul. É de todas as cores. Que o azul fica bem com o rosa, mas que rosa com rosa também é bonito e azul com azul também. Azul, rosa ou outra cor qualquer. O Rui sabe o que faz quando tem esta atitude pública, porque o Rui &#8211; tal como eu &#8211; deve ter vivido na pele a insegurança de ter uma certeza dentro de si e o receio de a gritar ao mundo, com medo de que mundo achasse que azul com azul não era o indicado e, mais que isso, que o facto de amar azul poderia condicionar a sua vida, os seus direitos, a sua vontade de sonhar e, talvez, as suas escolhas. Ao Rui, eu entendo ver isto, mas eu consigo olhar o Rui para lá do quimono rosa. Consigo ver o trabalho que faz, o caminho que fez para lhe dar a credibilidade de passar uma mensagem que não fica suja até ao receptor. Porque muitas vezes o exagero suja a mensagem e o essencial perde-se. Não é o caso. Não mesmo! Quando olharem para esta fotografia que estará a semana toda a rodar em vários lugares, lembrem-se que quem veste este quimono é alguém que tem a consciência da sua responsabilidade social numa causa que chamou sua. Que todos, os que fomos educados dentro do que é a verdade absoluta das emoções que vivemos, também deveríamos ter como nossa: o amor! Seja ele de que cor for, tenha ele o género que tiver. Eu sei que muita gente vai ler isto, muitos jovens, pais e profissionais falam comigo sobre este assunto, por isso fica a reflexão: acho mesmo importante que se abram os olhos e se entenda que para lá de uma chamada de atenção, aparecer vestido de rosa neste maravilhoso quimono, é uma mensagem fundamental a ser passada e importante de ser recebida, para lá do bonito corte do modelo e de a cor estar na moda ou não. Muito importante. Não se esqueçam!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>LEIAM TAMBÉM UM DESTES ARTIGOS:</p>
<ul>
<li><a href="https://euclaudio.com/sobre-a-mudanca-e-os-reflexos-dela-no-corpo/">… SOBRE A MUDANÇA (E OS REFLEXOS DELA NO CORPO)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/o-vestido-rosa-nos-primeiros-passos-da-leonor/">… O VESTIDO ROSA (NOS PRIMEIROS PASSOS DA LEONOR)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/a-entrevista-por-tras-da-entrevista/">… A ENTREVISTA (POR TRÁS DA ENTREVISTA)</a></li>
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<li><a href="https://euclaudio.com/nao-pelo-carlos-costa-talvez-seja/">… NÃO É PELO CARLOS COSTA (TALVEZ SEJA POR TODOS!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/nicole-kidman-senhora-do-aneis/">… NICOLE KIDMAN (A SENHORA DO ANÉIS)</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>&#8230; É isto meus amigos!  (Também é isto)</title>
		<link>https://euclaudio.com/e-isto-meus-amigos-tambem-e-isto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2018 17:06:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Andreia Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Pinheiro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Quando vos falo de televisão com gente dentro, é disto que falo.  Quando falo da televisão que se faz com o coração, é disto que falo. Quando falo de gente que não se importa de despir a alma para que outros possam vestir-se de esperança, é disto que falo. A Júlia voltou ao ecrã num programa que me arrebatou no primeiro minuto. Estreou ontem e liderou todos os segundos, mas não é por isso. Podia não ter  liderado e eu teria ficado colado ao ecrã o mesmo tempo. Vi uma Júlia que já não via há tempos, vi uma apresentadora no tom certo para uma tarde dedicada ao amor em todas as frentes, como se estivesse sentada ao nosso lado, em nossa casa. Vi eu e viu o público que escolheu ver naquele momento. Delirei quando de manhã vi o gráfico de audiências e fiquei na expectativa de ver o programa de hoje. Esta semana tranquei esta hora e meia durante a tarde e não farei nada a não ser ver o programa em casa. Como um espectador. Fiquei colado ao ecrã com a história da Andreia, que já a tínhamos lido contada por si no seu blog, depois reproduzida por dezenas de meios de comunicação social e hoje, convidada da Júlia, contada de viva voz com os olhos molhados, os de uma e outra. Uma e outra no colo de uma e outra. É uma ternurenta redundância. Quando vos falo de televisão com gente dentro, é disto que falo. De uma apresentadora que recebe outra e, sem pergaminhos, debulham por camadas a história da vida de cada uma numa partilha com o público. O público a que estão tão expostas desde que resolveram escolher esta profissão. Esta imagem, que roubei ao ecrã, captada pela realizadora Carla Clemente, será a legenda para este texto, que pode não ter importância nenhuma, mas é o que eu acho, o que sinto e o quero que se entenda. É nisto que temos de acreditar: a televisão não está gasta e a televisão bem feita está menos gasta ainda. A história recente prova-nos isso e, quando achamos que nada nos vais surpreender na &#8216;caixa mágica&#8217;, estamos enganados. Eu rebento de orgulho porque conheço a equipa que leva o programa para a antena e de tão esforçada e trabalhadora merece os melhores números, porque televisão também é o número do dia seguinte. Eu fico emocionado por ver a Andreia generosamente partilhar a sua história &#8211;  assim como a história de amor do casal anterior e a história da convidada seguinte &#8211; a emoção fica-me colada à pela quando a Júlia confessa que sofreu um aborto e, do alto da sua maturidade, recua no tempo e vive o episódio. É televisão com gente dentro. É emoção. É isto que eu quero como espectador, porque, se na televisão o melhor ainda está para ver, não tenho dúvida nenhuma que a SIC e o &#8216;Júlia&#8217; estão a fazer o melhor com este programa. Se me perguntarem porquê? Porque me desperta emoções. Televisão, meus amigos, é acima de tudo emoção. Lembrem-se disto.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<li><a href="https://euclaudio.com/esta-palavra-saudades-doi-no-peito-devagar/">… ESTA PALAVRA SAUDADE (DÓI NO PEITO DEVAGAR)</a></li>
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