… A agradável Joana!

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… Modéstia à parte tenho propriedade para falar de humoristas e figuras conhecidas porque neste reino dos meditáticos eu devo ter sido até hoje – e continua – das pessoas mais usadas para se fazer humor. Não me importa a razão até porque quando começaram, há vinte anos, eu deveria ser um alvo fácil e eu, que sou muito inteligente nestas coisas, rapidamente percebi que as regras do jogo são estas e que quanto mais material tens, mais material dás para que te tornes matéria prima. Os truques para não nos sentirmos atingidos pelo humor são, no meu ponto de vista dois, o primeiro passa por não nos levarmos muito a sério e o segundo por entender o trabalho de cada um. Posto isto, queria elogiar o trabalho da Joana Marques que já conheço há muitíssimo tempo, mas de repente virou moda e parece que toda a gente sabe quem é a Joana, o que faz e o que diz como se tivesse aparecido de geração expontânea, muitos deram-se conta dela agora, porque está a fazer um espaço na rádio Renascença chamado ‘extremamente desagradável’. Uma rubrica onde já fui umas quantas vezes mencionado, ridicularizado, gozado – se quisermos assim dizer – ou alvo, mas ao qual acho muita graça. Podia entrar na moda e achar que não, que o que ela faz é feio, mal feito, que humilha, ofende, aborrece… já lhe disse pessoalmente o que acho deste seu espaço. Acho-o brilhante! Porque fazer humor inteligente e todos os dias não é tarefa fácil e a Joana consegue, umas vezes melhor que outras, mas consegue. Consegue tanto, que aos meus olhos é neste momento a única humorista que me faz sentido escutar e a única que me arranca verdadeiras gargalhadas – gosto também dos laivos do Duarte Pita Negrão da RFM – gosto tanto da Joana que nas caminhadas que faço, enquanto o mundo escuta música, eu escuto o podcast dela. Não sou de modas por isso não comecei a apreciar o trabalho este mês, nem o mês passado nem o anterior. Já conhecia o seu sentido de humor quando a conheci no Canal Q onde ambos tivemos embora com diferentes projectos. Depois fui seguindo os seus passos e percebendo que o seu forte pode ser a fraqueza mediática de muitos, incluindo a minha, e acho graça a isso. Não me ofendi nunca com Ela nem acho que venha a ofender porque antes da Joana ‘brincar’ comigo no seu humor já eu brinquei antes porque tenho a noção exacta da importância, ou não, daquilo que digo nas coisas que faço. Mentiria se dissesse que tudo o que escutei da boca dela achei graça, mas a verdade é que achei graça a muito do que escutei. Há coisas com as quais não concordo, há outras que não concordando nos fazem pensar e ainda aquelas que nos arrancam gargalhadas de tão absurdas que são, que só mesmo ela para as descobrir e desembrulhar de tal forma que ficam lindas pérolas. Na minha opinião uma das razões que leva com que a Joana tenha uma espécie de livre trânsito para o fazer, é que mesmo pisando limites não se acha a maior – até porque é baixinha – e brinca com aquilo que podem ser as suas fragilidades. Somos um país pequeno, um meio mais pequeno ainda e temos a cor cinzenta no tampo de muitas cabeças. Levemos tudo com a leveza que o humor deve trazer às nossas vidas e tentemos entendê-lo sempre enquanto os limites não ferirem gratuitamente. Para mim, o humor se é feito com o objectivo de fazer rir e pensar é bem feito. Eu acho que neste caso é!

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