… Adeus, vou ali já venho!

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Nãoposso nunca aplaudir a ideia genial que Harry e Megan tiveram ao anunciar publicamente que se iriam afastar da casa real e fazer a sua vidinha ‘financeiramente independentes’ lá longe. Se é uma história de amor? Claro que sim e fui dos primeiros a aplaudir. Mas o casal não pode anunciar ao mundo que abdica disto e daquilo, quando na verdade não abdicam de nada. Nadinha! Continuarão a ser na família real o que eram e apenas têm menos responsabilidades porque o egoísmo de um e outro decidiu assim. A prova de que o mal estar é tanto e que a infantilidade funcionou aqui mais do que o interesse por uma nação – a quem Harry deve explicações – foi que ao anunciarem a decisão a rainha veio desmentir horas depois, explicando que não era bem assim, chamando todos para uma reunião urgente e depois enviou um segundo comunicado ‘fingindo’ que estava tudo bem, não estando e é patente em tudo. Kate não esteve na conversa, Megan foi ouvida por videoconferência, William desabafa que o irmão o desiludiu… Ora, se isto não é suficiente para que tudo nos pareça a decisão de uns meninos senão mimados, que não estavam preparados para o que são,  não sei o que será. Parece uma luta de poder para ver quem tem razão e um bate pé só porque sim de alguém  pelo que se diz em em Inglaterra,  já o queria fazer há muito tempo, mas foi-lhe faltando a coragem, não se coibindo de o fazer agora, mesmo que espete a amada no olho do furacão, com a desculpa de a querer proteger. Ora, na cabeça de quem cabe que proteger Megan da exposição mediática é agarrar nela e levá-la para fora? Porque é exactamente o contrário. É metê-la, na pior altura do calendário no centro da polémica. Se Harry quiser proteger a mulher da vida pública acha mesmo que afastá-la da casa Real ajuda nisso? Claro que não ajuda. E se ela quer uma vida mais tranquila, acha mesmo que é por sair dali que a vai ter? Claro que não. Isto só piora as coisas para um lado e outro, porque não seria caso raro que, se devidamente justificados, existisse um afastamento da vida publica de Megan, mas eles prefiram assim. Fazer isto de choque com comunicado, para gritar ao mundo que são eles que mandam, que têm razão e que são uma vitimas sem escapatória.  Para mim um acto de egoismo com a família, de ingratidão com o Reino Unido que recebeu Megan de braços abertos e para o irmão que se sentirá abandonado pelo gesto rebelde de Harry, que de resto não nos deveria chocar. É a cara dele. Dizer que vive financeiramente independente é muito bonito, sendo que o que tem na sua conta bancária não veio do trabalho que fez na lavoura ou em outra actividade mais puxada, que o pai lhe dá mais de dois milhões todos os anos, que não prescinde do seu palácio em Londres cuja reforma foi feita com o dinheiro dos contribuintes, que a herança da mãe – parte dela veio do dinheiro que recebeu com a separação do Carlos, logo do Palácio –  é suficiente para estar sossegado em casa sem fazer nada . Vamos ver se nos entendemos, eu acredito na saturação, mas não brinquemos, tudo o que tem veio do que até agora a vida como príncipe lhe deu.  Se é para fazer, que o tivesse feito com louvor. Assim foi só um papel para mostrar que tem voz.

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