Por
… Chove. Chove muito e torrencialmente. Parece que alguém me quer dizer alguma coisa quando sinto a chuva invadir-me a roupa de verão que escolhi a preceito esta manhã e me proteje o corpo moreno dos primeiros raios de sol. A chuva descarrega sobre mim o que tem de melhor. Bastou-me ir ali à rua para que o céu carregado de negro se abrisse e a chuva em grossas pingas inundou todo o meu corpo. Estou molhado. Encharcado. Talvez tenha prazer com isto… Já que aqui estou, deixo-me levar e lavar. Levanto o rosto em direcção ao céu e os poros abrem-se para receber as tais grossas pingas de chuva limpa que chega do céu. Antes que vá lá eu ter com elas, recebo-as aqui por baixo. Chove. Chove muito e de forma torrencial. Ninguém sabe se eu choro, porque as lágrimas se confudem com a água da chuva. Mas choro. Choro muito e em soluços que disfarço nem sei porquê, mas que são confundidos com gemidos de prazer que me invadem o corpo com o chuva que, em quantidade e de forma torrencial, me chicoteia como que a chamar a atenção, “tem calma Cláudio! Agora é a nossa vez. Mas isto passa. É uma forte tempestade. O sol vem a seguir…”. Vou esperar serenamente…
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