… A inveja é uma coisa feia!

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… Bem, eu não sou muito de entrar em defesas deste ou daquele porque acho mesmo que há coisas que não valem a pena, são óbvias! Mas esta coisa absurda de se tornarem as férias da Cristina Ferreira um assunto nacional  cheira-me acima de tudo a inveja a troco de nada – e contra mim falo, que tanto na televisão, como nas crónicas dediquei espaço ao assunto, mas não por inveja, mas porque está na ordem do dia, e quem o trouxe à baila não fui eu. Cristina foi para a Grécia e parece que foi a única portuguesa a fazer férias fora de Portugal. Diz-se que pagou 700 euros por noite mas é mentira, basta ver o hotel, consultar os preços, diz-se que tem uma vida de princesa, de rainha, de luxo… e se tiver? Todos a querem ter, todos trabalham para isso. Uns conseguem outros não! Portugal tem esta coisa mesquinha de não suportar ver gente feliz, de não aguentar o sucesso alheio, de gostar das pessoas enquanto elas são coitadinhas e quando crescem na primeira oportunidade atira-se uma pedra para ver se a coisa abana. A Cristina terá mil defeitos, todos temos, e um milhão de qualidades como cada um de nós, tem – como já aqui escrevi também – a enorme inteligência de gerir a sua imagem como muitos que trabalham no meio o deveriam saber fazer. Há um antes e um depois de Cristina Ferreira no que toca a estas coisas da gestão mediática. Se é ostensivo  Não sei! Talvez fosse se ela me batesse à porta e me esfregasse as fotografais lindas nas ilhas Gregas e dissesse ‘toma, eu fui tu não foste nem nunca irás‘ (por acaso devo ir este ano, que o ano passado depois de pagas, ficaram adiadas), mas não! Ela alimenta o seu blog pessoal e só lá entra quem quer. Quem não quer não consulta, não vê, não lê e o assunto fica arrumado. Num Portugal onde caem ministros, se morre de fome, de vive na pobreza envergonhada, se rouba, se alimenta a mediocridade … o problema foi a Cristina agarrar no filho nas amigas e ir até à Grécia! Como me disse ela e muito bem ‘sou livre de fazer as minhas escolhas e gastar o meu dinheiro, ganho honestamente, onde eu quiser!’ Tem toda a razão, não que precise dizer, mas não aguento o Portugal dos pequeninos. Onde só uns se acham no direito de gozar escondidos, aquilo que muitos não se importam de o fazer às claras, depois de se matarem para o conseguir fazer. Tenho dito!

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