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	<title>entrevistas &#8211; Eu, Cláudio</title>
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		<title>&#8230; O Marco Horácio  (Aquele que quase não se conhece)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Sep 2018 15:02:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8230; O Marco Horácio não é meu amigo íntimo. Não sou sequer o maior apreciador da sua arte, mas sou muito apreciador do seu carácter. Não há como não apreciar alguém que se despe como o Marco se despiu no Alta Definição. Não porque se emocionou ou porque contou que teve dificuldades. Não porque disse, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; O Marco Horácio não é meu amigo íntimo. Não sou sequer o maior apreciador da sua arte, mas sou muito apreciador do seu carácter. Não há como não apreciar alguém que se despe como o Marco se despiu no Alta Definição. Não porque se emocionou ou porque contou que teve dificuldades. Não porque disse, nove anos depois, que gosta do &#8216;Cláudio Ramos&#8217;. Não é por aí. Juro que não! O que me seduz no carácter do Marco é a sua integridade como pai e a sua maneira de ver a vida sempre em &#8216;horário nobre&#8217;. Parece uma coisa simples, mas não é. É complicado gerir o mundo como o conhecemos e as expectativas que nos traz com ele. O Marco abdicou de tudo por um sonho em que acreditou. Há coisa melhor e mais enriquecedora que sair da zona de conforto e acreditar nos sonhos, avaliando os riscos que tem, correndo esses riscos, e mesmo assim querer ir? Não acho que exista. Mesmo. Não sei se teria tanta coragem assim. Acho que não tinha! E o que levou o Marco a passar por dificuldades financeiras sérias, que acabaram também por emocionalmente o abalarem, foi o facto de ter depositado tudo num sonho em que acreditou. Eu gosto disso! Se o Marco podia não fazer isto? Claro que podia. Mas as pessoas corajosas de verdade não são as que enfrentam um touro numa tourada, se atiram de uma ponte com água cá em baixo ou que se acham super pessoas por dizerem disparates protegidos com as costas quentes. As pessoas corajosas são as que são feitas da massa que fez com que o Marco não só não tenha desistido do seu sonho, como o levou em frente, prejudicando a sua vida em benefício da vida de mais de quarenta pessoas. Feitas as contas é isto. Faço a pergunta: quantas pessoas optariam por passar mal &#8216;apenas&#8217; para não faltarem com a palavra ou verdade à sua equipa? Muito poucas! Eu sei que muito poucas o fariam. Nós sabemos que muito poucas o fariam. O Marco fez, e não será caso único, obviamente, mas é caso raro. Isso temos todos a certeza e é isso que o engrandece. Eu penso desta maneira. Serei atacado e criticado, mas eu penso assim e é isto que me fica, porque isto foi o detonador para tudo o resto. Não se esqueçam disso! Falando agora de mim &#8211; já o disse em televisão &#8211; chorei quando recebi o vídeo com o pedaço em que o Marco falou de mim. Não por &#8216;simplesmente&#8217; ter falado. Mas pelo que disse. Passaram nove anos desde a sua primeira observação e, entretanto, passaram-se coisas menos bonitas que foram feitas e ditas de parte a parte. Mas, antes deste Alta Definição, já eu e o Marco tínhamos o &#8216;machado de guerra&#8217; enterrado há tempos. Somos pais, amadurecemos, relativizámos. Por isso, para eu pensar o que penso dele hoje, não era preciso ter ouvido o que ouvi. Não era preciso o Marco ter dito publicamente o que disse, até porque sei que o actor será tão criticado por me ter elogiado agora como na altura (há nove anos) recebeu aplausos por publicamente ter dito o contrário. Hoje, ele borrifou-se e fez o que lhe ia na alma. Isso emocionou-me. Eu emocionei-me. Fez-me bem à alma e ao ego. E &#8211; devo confessar-  soube-me muito bem a minha filha ter visto e ouvido, agora, aquele pedaço de conversa. E isto é uma coisa que só os pais entendem. Juro que fez. Obrigado, Marco! Muito obrigado!</p>
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		<title>&#8230; A apaixonante conversa de Dolores (Na capa que não me apaixonou)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Jun 2018 15:55:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Capa de revista]]></category>
		<category><![CDATA[Dolores Aveiro]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230; Li duas vezes a entrevista que Cristina Ferreira fez a Dolores Aveiro. Li de corrida, assim que comprei a revista, enquanto bebia café, e li depois com calma, sossegado e com tempo no meu canto no Alentejo. Até porque uma conversa destas faz ali mais sentido. Estamos a falar de raízes. Devagar, para saborear [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Li duas vezes a entrevista que Cristina Ferreira fez a Dolores Aveiro. Li de corrida, assim que comprei a revista, enquanto bebia café, e li depois com calma, sossegado e com tempo no meu canto no Alentejo. Até porque uma conversa destas faz ali mais sentido. Estamos a falar de raízes. Devagar, para saborear cada palavra e tirar de cada frase aquilo que se pretende e o que tem de se tirar para além do que está escrito. É assim que olho para grandes entrevistas. Juntei a entrevista ao editorial que Cristina escreveu e tirei as minhas conclusões. Gostei do que li, gosto da franqueza com que Dolores responde, e da proximidade com que Cristina pergunta, algumas vezes sem perguntar. Gosto da maneira descontraída e quase bruta com que muitas vezes Dolores responde às coisas, sem mediar a importância que cada resposta tem ou o eco que poderá vir a ter. Dolores é assim, foi assim que há anos a conheci no Algarve, é assim que as filhas a definem e, pelo que se vê nesta conversa, é assim &#8216;<em>há mais de 50 anos&#8217;</em>. Humilde e próxima dos seus. Acho que a vitória de Dolores é o amor. O amor ao filho Cristiano, que todos conhecemos, mas aos outros também, que bem o enaltece na entrevista, e aos netos, e a alguns amigos. O amor e a esmerada educação que lhes deu. Sabe, porque já tem idade para isso, e a inocência já lá vai, que há quem se aproxime por interesse. Tira-lhes a pinta à distância e olha de alto para os que se julgam maiores e melhores que ela, mas olha de frente para aqueles que a acham menor, porque consideram que é &#8216;apenas&#8217; a &#8216;rica mãe de Cristiano&#8217;. Ajuda quem entende que deve ajudar e desfruta agora daquilo de que já poderia desfrutar há muito tempo, mas que a cabeça da Dolores de agora pensava como a de &#8216;<em>há 50 anos&#8217;</em> e não deixava. Complicava porque não é um <em>chip</em> fácil de mudar. Gosto dela e de a saber gostar de ser feliz à volta de um tacho a temperar para muita gente. Como se diz na minha terra, a mãe não deixou nada por dizer. Falou dos netos, da surpresa de Cristianinho não ter mãe, de como o sente como seu filho, da namorada de Cristiano, que ainda não é nora, da expectativa que o mundo tem em relação ao casamento do craque, e mandou o mundo &#8216;<em>esperar sentado</em>&#8216;. Falou mais e disse muito sobre si, sobre a sua infância. Sobre recuar muito tempo e sentir na pele a morte da mãe, quando se precisa tanto de colo; mostrou a rebeldia de uma menina traquina, falou do afastamento dos irmãos, das surpresas do sexo, da violência no casamento. Revelou que muitas vezes a vergonha a fez estar calada. Falou e disse. Aposto que Dolores, quando leu pensou: <em>&#8216;não devia ter dito tanto&#8217;.</em> Aposto que os filhos devem ter dito &#8216;M<em>ãe, esta parte não era preciso&#8217;</em>. Mas também sei que os netos, um dia quando crescerem e derem de caras com a revista numa gaveta, vão pensar: &#8216;<em>Epá! Nós tínhamos uma avó cheia de força e história dentro dela!&#8217;</em>. Antes que me crucifiquem, eu sei que existem muitas Dolores no mundo, com guerras iguais e com tormentos semelhantes. Mas esta Dolores deu à luz a alegria de muita gente, e isso faz dela especial.  Eu vejo-a assim. Não sei se adoro a capa. Não! Não adoro. Não gosto de a ver tão produzida, tão cheia de coisas com as quais não se identifica nem a identificam a ela e a afastam do mundo que a torna tão igual ao resto do mundo, mesmo não sendo. Entendo a ideia, o conceito, mas não gosto. Pode perder-se o conteúdo tão bom na ilusão de uma capa tão luxuosa. Dolores não precisa. Dolores vale por si, um valioso colar ao pescoço não a torna mais rica, mais bonita e nem mais verdadeira. Foi mais uma malha de Cristina que mudou a rumo da história desta conversa, como fazem os que se atiram de cabeça para dar o melhor e fazer diferente, correndo o perigo da ausência de rede. Digam o que disserem, tem o dom da surpresa. Pode fazer o que já se fez, mas faz diferente. Não me importo de o dizer publicamente, porque é assim que o sinto. Gosto muito disso.  Disso e de comprovar, no seu editorial, que Dolores tem um humor muito dela, de que Eu já tinha falado, mas que as pessoas não conhecem. Porque se metade de Dolores é amor, a outra metade é muita timidez. Parabéns!</p>
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		<title>&#8230; Obrigado Ana Bola (A lição que se deve aprender)</title>
		<link>https://euclaudio.com/obrigado-ana-bola-licao-deve-aprender/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Nov 2017 15:38:06 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Ana Bola foi convidada do &#8216;5 para a meia noite&#8217;. Só ontem consegui ver a entrevista que circula no Youtube. Para mim, Ana nunca defrauda numa entrevista e não foi excepção nesta, onde haveria logo desde o começo a expectativa de que falasse de Maria Vieira. Foi provocada para o fazer e fez bem. Fê-lo abertamente e, sobretudo, falou olhos nos olhos com o espectador, respondeu a Filomena Cautela e falou directamente para Maria Viera, que naturalmente a ouviu, embora não deva ter achado graça ao que escutou (imagino eu). Ana é uma pessoa franca, a mim parece-me ser absolutamente verdadeira na imagem que nos passa. Eu gosto muito dela. É talentosa, culta, determinada, tem um sentido de humor absolutamente fascinante e, mais importante que tudo isto, uma noção da realidade que me faz perceber rapidamente que sabe exactamente onde está, o seu papel e que não a deixa viver no mundo da fantasia durante muito tempo (devíamos aprender muito com ela sobre isto). Gosto de a ver na televisão, no teatro, e &#8216;apenas&#8217; enquanto Ana a falar de si, das suas coisas e daquilo que lhe perguntam. Em poucas palavras, mas muito acertadas, disse o que tinha a dizer sobre Maria Vieira. Não a ofendeu, deixou claro de onde vem toda esta situação e, mais claro ainda, aquilo que pensa sobre o assunto. Não gostei, devo dizer, da postura de Filomena, que depois de perguntar, provocar e instigar Ana Bola a falar sobre o tema (e ainda bem) tentou várias vezes cortar a actriz porque não estava a gostar do que estava ouvir, ou talvez porque precise que Maria Vieira perceba que ela não a tenha deixado ficar mal, porque talvez precise que Maria ali vá um dia sentra-se no lugar de Ana Bola e falar. Tentou deixar o seu espaço &#8216;limpo&#8217;. Acho que quando se convida uma pessoa e se pergunta, corre-se o risco de ouvir o que não se quer ouvir. Ainda que Ana Bola o tivesse feito com o maior respeito, Filomena tentou cortar. Não conseguiu, Ana é mais forte que isso! Não acredito que fique bem à Filomena tentar cortar a palavra a Ana Bola. Porque no  programa que se diz livre e onde se brinca tanto com tanta gente e onde já ouvi tanto de tanta gente, qual seria o motivo para que não se expressasse completamente a opinião sobre Maria Viera? Não fez sentido. Ali, Filomena não é a <em>amiga de</em>. A Filomena é a apresentadora de um programa da televisão pública. Está ao serviço do público. Tirando isso, uma nota mil para Ana Bola, que sempre que se senta num cenário fá-lo com a perfeita noção do que é comunicar com o público. Nunca é demais aprender!</p>
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