<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Polémica &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<atom:link href="https://euclaudio.com/tag/polemica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<description>Eu, Cláudio</description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 Apr 2019 14:02:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://euclaudio.com/wp-content/uploads/2020/05/cropped-eu-claudio-fav-32x32.png</url>
	<title>Polémica &#8211; Eu, Cláudio</title>
	<link>https://euclaudio.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>&#8230; Sobre eles (Depois do muito que se disse e escreveu)</title>
		<link>https://euclaudio.com/sabre-eles-depois-do-muito-que-se-disse-e-escreveu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2019 11:50:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Liliana Aguiar]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Polémica]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Carlos Pereira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=29633</guid>

					<description><![CDATA[&#8230; Não vale a pena olhar para lado, ou fingir que é mentira, porque a verdade é que as pessoas, na sua maioria, às claras (apesar de adorarem às escondidas), olham com preconceito para o mundo dos famosos, para a imprensa que os trabalha e para quem vive dentro dela. É preciso separar os bons [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Não vale a pena olhar para lado, ou fingir que é mentira, porque a verdade é que as pessoas, na sua maioria, às claras (apesar de adorarem às escondidas), olham com preconceito para o mundo dos famosos, para a imprensa que os trabalha e para quem vive dentro dela. É preciso separar os bons dos maus, como em tudo na vida. Eu tenho zero preconceitos, por durante anos a fio trabalhar sobre os mediáticos. Assumo claramente que ninguém neste país os trabalhou tão bem &#8211; no que a comentário diz respeito &#8211; como eu, e talvez por isso os conheça de trás para a frente. O lado bom e o outro. Já vi e vivi muita coisa. Crescemos todos ao lado uns dos outros. Uns para um lado, outro para  outro. Isto para dizer que esta fotografia publicada pela Liliana Aguiar me enternece. Está com dois dos seus três filhos e com os pais de ambos. Para muita gente isto pode parecer estranho, para mim é absolutamente normal, mas ganha maior dimensão porque um dos protagonista é o Zé Carlos Pereira &#8211; pai de Salvador &#8211; que durante anos foi namorado de Liliana num namoro muito mediático cheio de altos e baixos. Ver os dois agora, apesar de cada um para seu lado com vidas refeitas ou a refazer, e juntos pelo filho, é a prova de que é possível e importante este testemunho, porque no mundo dos famosos, com protagonistas como a Liliana ou o Zeca, muitas vezes somos levadas a julgar depressa demais. Rápido demais sem parar para pensar que ali há muito mais do que parece haver num titulo ou numa fotografia impressa. Não vale a pena olhar para o lado, esta fotografia é verdadeira. Liliana e Zeca passaram por cima de tudo, leram tudo, ouviram muito, compactuaram com muita coisa e estão aqui. Juntos pelo bem-estar do filho Salvador, promessa que fizeram publicamente quando o mundo se admirou com a gravidez de Liliana e adivinhava que não iriam ficar juntos. Isso, além de me enternecer, faz-me sentir orgulhoso por ter sempre acreditado na história dos dois. Esta fotografia é um claro sinal de que a história era para vida. Às vezes &#8216;só&#8217; amar não chega.</p>
<p>LEIAM TAMBÉM UM DESTES ARTIGOS:</p>
<ul>
<li><a href="https://euclaudio.com/bbraune-a-minha-medida-so-nao-e-exclusivo-quem-nao-quer/">… BBRAUNE À MINHA MEDIDA (SÓ NÃO É EXCLUSIVO QUEM NÃO QUER!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/a-leonor-ali-esteve-ela/">… A LEONOR (ALI ESTEVE ELA!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/o-cavalo-da-madonna-ou-capricho-da-cantora/">… O CAVALO DA MADONNA (OU CAPRICHO DA CANTORA)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/a-proposito-da-polemica-portugal-quis-namorar-com-um-agricultor/">… A PROPÓSITO DA POLÉMICA (PORTUGAL QUIS ‘NAMORAR’ COM UM AGRICULTOR)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/a-producao-da-rita-ou-a-vontade-de-arrasar-a-felicidade/">… A PRODUÇÃO DA RITA (OU, A VONTADE DE ARRASAR A FELICIDADE!?)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/o-conan-para-la-do-visual-e-depois-do-preconceito/">… O CONAN (PARA LÁ DO VISUAL E DEPOIS DO PRECONCEITO)</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8230; A propósito da polémica (Portugal quis &#8216;namorar&#8217; com um agricultor)</title>
		<link>https://euclaudio.com/a-proposito-da-polemica-portugal-quis-namorar-com-um-agricultor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2019 17:31:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Andreia Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[leonor Poeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[mediática]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Polémica]]></category>
		<category><![CDATA[SIC]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[tvi]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=28435</guid>

					<description><![CDATA[&#8230; Ontem vi com muito agrado o programa &#8216;Quem quer namorar com o Agricultor&#8217;, porque o acho mais interessante do que &#8216;Quem quer casar com o meu filho&#8217;. Nada tem a ver com o canal, mas sim com o facto de eu conhecer os dois formatos e ter dito sempre que o &#8216;Agricultor&#8217; me fascinava [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Ontem vi com muito agrado o programa &#8216;Quem quer namorar com o Agricultor&#8217;, porque o acho mais interessante do que &#8216;Quem quer casar com o meu filho&#8217;. Nada tem a ver com o canal, mas sim com o facto de eu conhecer os dois formatos e ter dito sempre que o &#8216;Agricultor&#8217; me fascinava e ambicionava ser seu apresentador. Não só pela sua vertente de entretenimento, como pela belíssima parte pedagógica que a ele está inerente e que só não vê quem não quer. Mostrar ao mundo que a agricultura faz parte do meio de sustento de muita gente e que essa gente não é toda igual, que nem todos os agricultores são burros e analfabetos, ou agro-betos,  que há um mundo de vida entre uma coisa e outra. Perceber que nem toda a gente que trabalha a terra vive isolado do resto do mundo e não é um pedaço de &#8216;barro&#8217; sem coração&#8230; Eu sei o que digo, porque, como venho do campo, sei que há muita gente que olha de lado para quem lá vive e que lá trabalha. É importante olhar também para esse lado&#8230; Passando isso, que me interessa muito, não fiquei indiferente às muitas manifestações que apareceram hoje cedo vindas de muita gente que considera o programa machista, que as mulheres são objecto, que os agricultores tratam as mulheres como &#8216;gado&#8217;&#8230; Sou dos que respeita todas as opiniões e apelo muito à liberdade. Por isso mesmo é importante perceber que as candidatas do programa estão ali de livre vontade na busca de uma experiência social que &#8211; aos seus olhos- as beneficiará a elas e a eles. Que eles &#8211; os agricultores &#8211; também são avaliados, como elas são, dentro do contexto que é a linha editorial de um programa de entretenimento. Gostava muito que todos percebêssemos que a televisão tem o fim de entreter0 e que uma televisão privada, além de entreter, tem a função de criar audiência e lucro. Esse é o caminho. Partindo do princípio fundamental que somos todos livres de fazer o que nos apetece, desde que não se interfiramos na liberdade do próximo, que direito temos nós de condicionar as mulheres de participarem num programa onde procuram o amor, borboletas na barriga, a exposição, ou a legítima vontade de aparecer? Não somos ninguém para o fazer. Porque da mesma maneira que há mulheres que resolvem não o fazer, e o mundo apoia, o mundo tem a obrigação de respeitar a escolha contrária, desde que seja feita de livre vontade. Portugal não é só Lisboa, Porto ou Coimbra. As pessoas, sendo todas iguais, não são todas educadas da mesma maneira, não têm todas os mesmos objectivos e não é por não terem os nossos que são piores que nós. As concorrentes e os participantes do &#8216;Quem quer namorar com o Agricultor&#8217; ou de outro programa têm o direito a estar ali, a fazer as suas escolhas e a deixarem-se apreciar. O espectador tem o direito a gostar, a ver, a avaliar, a estar, a não gostar, a usar o comando para mudar de canal. A liberdade é isto. Liberdade não é condicionar com opiniões feitas e pressões mediáticas o que todos devem fazer, sob pena de, se fizerem o contrário da maioria, se sentirem mal. Isso não é nem liberdade nem justiça. Justiça e liberdade é eu fazer o que me apetece dentro da minha margem de escolha, sem fazer mal aos outros, mesmo que o resto do mundo ache que estou errado. O que não posso fazer, o que não devem as concorrentes ou os participantes fazer, é agir de acordo com o que o mundo grita, muitas vezes num lado confortável da escolha, só porque isso lhes parece o melhor para eles. Cada um de nós tem o direito a decidir o que é melhor para nós e para a nossa vida em determinado momento. Eu tenho quatro irmãs, livres, independentes, profissionais bem sucedidas, com belíssimos valores, que não ficariam piores se participassem no programa e muito menos se assistirem todos os dias a ele. Estamos a entreter Portugal numa escolha livre. Desculpem, mas é o que eu acho. Não sou nem burro, nem machista, nem quero regredir no tempo. Digo eu que tenho irmãs, uma filha, uma mãe e 45 anos. Mesmo que não se concorde com a minha opinião, é preciso respeitá-la., assim como às livres escolhas de cada um. Certo?</p>
<p>LEIAM TAMBÉM UM DESTES ARTIGOS:</p>
<ul>
<li><a href="https://euclaudio.com/o-conan-para-la-do-visual-e-depois-do-preconceito/">… O CONAN (PARA LÁ DO VISUAL E DEPOIS DO PRECONCEITO)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/ate-que-enfim-madonna-fez-algo-de-jeito-em-portugal-adoro-fabia-rebordao/">… ATÉ QUE ENFIM (ADORO FÁBIA REBORDÃO)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/saudade-quem-nunca/">… SAUDADE (QUEM NUNCA?)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/o-que-vemos-quando-nos-vemos-ao-espelho-e-ele-o-que-ve-ele/">… O QUE VEMOS QUANDO NOS VEMOS AO ESPELHO? (E ELE, O QUE VÊ ELE?)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/bater-claras-em-castelo-isso-e-para-meninos/">… BATER CLARAS EM CASTELO? (ISSO É PARA MENINOS!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/a-massa-de-atum-para-os-muitos-que-pediram/">… A MASSA DE ATUM (PARA OS MUITOS QUE PEDIRAM)</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8230; O Zé como ele é (Ou talvez não!)</title>
		<link>https://euclaudio.com/o-ze-como-ele-e-ou-talvez-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudio Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2018 17:50:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Capa de revista]]></category>
		<category><![CDATA[celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Polémica]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Cristina]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[zé castelo branco]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://euclaudio.com/?p=25416</guid>

					<description><![CDATA[&#8230; Conheço o Zé Castelo Branco há muitos anos. Há tantos, que não precisava desta entrevista publicada para o perceber para lá do que as pessoas acham dele. Talvez por isso seja dos poucos que levanta a voz publicamente para tentar justificar algumas das suas atitudes mediáticas. Umas serão geniais, outras são verdadeiros disparates, mas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; Conheço o Zé Castelo Branco há muitos anos. Há tantos, que não precisava desta entrevista publicada para o perceber para lá do que as pessoas acham dele. Talvez por isso seja dos poucos que levanta a voz publicamente para tentar justificar algumas das suas atitudes mediáticas. Umas serão geniais, outras são verdadeiros disparates, mas o &#8216;jogo&#8217; funciona assim e, verdade seja dita, não faz o Zé mais disparates que fazem outros que têm as costas mais protegidas e amigos melhor colocados. O Zé, que diz que nasceu com uma estrela, acho que nasceu com um sentido de oportunidade que aproveitou sempre a favor daquilo que queria para si. Eu não tenho nenhuma razão de queixa dele, que, comigo, profissionalmente sempre se portou de forma exemplar. Nunca falhou, foi sempre generoso e sempre que foi preciso esteve lá. Mas eu conheço pessoas de perto que não. Que reclamam do seu trato, que se decepcionaram com ele, que por qualquer razão viraram costas. Eu não sou desses. Eu sou dos que o conhece bem e, talvez por isso, tenha relativizado sempre muito as coisas e tenho tido a capacidade de o ir conhecendo. O Zé mais não fez que dançar a dança à medida que a música ia tocando e, sempre que pisou os pés de alguém, a factura acabou por chegar e foi paga, muitas vezes, com juros. Esta conversa que teve com Cristina para a revista tem, como anuncia a capa, o objectivo de nos fazer olhar para lá do preconceito. O difícil é isto. É alguém olhar para o Zé, para lá do que se conhece dele. Óbvio que as pessoas não vão mudar de repente a ideia que têm do Zé, mas podem ler a entrevista e levar o exemplo dele para uma qualquer realidade paralela que  tenham ou conheçam. Digo isto porque sei que é difícil ler o Zé sem o ouvir. Sem sentir o seu tom altivo em algumas frases e o exagero dramático noutras, mas ele é assim.  Mesmo que se vista de homem, tire os saltos,  meta nos pés uns sapatos de atacadores masculinos e atenue a maquilhagem, o Zé é o Zé, com uma história de vida para contar, que o devia orgulhar. Parte da história poderá ser um exagero, alguns episódios poderão ser demasiado floridos, outros menos do que deveriam ser. Mas a história do Zé é uma história forte. Da conversa, fica-me uma coisa que há muito tempo defendo sobre ele, porque o acho um cuidador. Isto para mim é o mais importante e é preciso saber-se. Por muitos defeitos, por muito exagerado que seja, por muita vontade que tenha de ficar na história como uma diva na eternidade, muitas vezes à custa de coisas absurdas, Zé Castelo Branco assumiu para ele o papel de tornar a vida de Betty numa coisa mais leve, mais animada e mais feliz. E Betty é mais feliz desde que está com o Zé, não o digo porque o escutei dizer isto. Digo-o porque senti a Betty sempre feliz ao lado do Zé. Feliz e divertida. É isto que se quer para alguém que temos ao nosso lado&#8230; Não me importa entrar aqui pela parte sexual da vida de um e de outro. Há coisas em que acredito, outras em que não. Mas acredito muito na história de amor dos dois. Acredito mesmo! No amor. No amor entre os dois. Claro que o Zé tem ao lado de Betty uma vida mais confortável do que jamais teria na sua realidade, mas Zé tem também um trabalho imenso. Haverá gente que acha que não, mas eu sou dos que acha que sim. Zé correu o País de Norte a Sul para amealhar algum dinheiro nos tempos áureos da sua mediatização. Ele disse-me na altura <em>&#8216;Preciso trabalhar para levar isto em frente</em>&#8216;. O Zé sonha ser uma estrela e, à sua medida e à nossa escala, é. Podia ser mais, se fosse mais cauteloso, se tivesse mais atenção ao mundo que o rodeia, se Portugal o tivesse entendido e se ele se tivesse sabido explicar. Não acho que ele seja um santo &#8211; que não é &#8211; mas não é tão mau como muitos pintam. Esta capa revela o que as pessoas querem ver. As pessoas, muitas vezes, por muitas verdades que se digam e vivam, ficam só com o que lhes interessa. Neste caso é o que vai acontecer. Numa entrevista forte, longa e cheia da verdade do Zé, o mundo ficará com o que quer ficar. Não sei, de verdade, se Cristina conseguiu mostrar o Zé que a maioria não conhece, mas se não conseguiu é por culpa dele, que de estar tão acostumado a ser desta maneira, quase se esquece da sua verdadeira maneira de ser. Esta maneira não é má. É a sua maneira! O que eu gostava é que olhássemos para esta conversa, para estas capas, e pensássemos que, na verdade, todos temos dois lados (às vezes mais) e que antes de avaliarmos seriamente, o bom era parar um momento e tentar fazê-lo sem o preconceito que está colado na pele de cada um. Todos somos um pouco de preconceito. Não vale a pena dizer, levantar o dedo e dizer que não. Somos todos. Uns de uma coisa outros de outra. Ao trabalho diário de lutar contra isso chama-se crescimento. Eu aprendi na pele o que é viver colado a um preconceito e posso dizer-vos é uma coisa lixada. Muitas vezes o melhor é usar a máscara, porque assim nos magoamos menos e defraudamos menos gente. Há muitas pessoas que preferem ficar com o papel de embrulho, preocupam-se pouco em perceber o que está dentro da caixa.  Talvez a pouco e pouco, com tanta máscara, nos afastemos mais da nossa essência que um dia quando, chamados à razão, andamos &#8216;às aranhas&#8217; a tentar perceber onde está. É como se a alma estivesse cada vez mais longe do corpo. Alma e corpo em lugares diferentes, com um a observar o outro. Confesso que muitas vezes me senti um papel de embrulho. O que a Cristina fez aqui foi mostrar o que está dentro da &#8216;caixa&#8217; do Zé.  Quando olharem para esta capa, antes de franzirem a testa, revirarem os olhos ou comentarem <em>&#8216;Como é possível?!&#8217;,</em> tentem perceber a razão por que foi feita. Evitem olhar para ela (capa) com preconceito e olhem  para ele (Zé) sem o julgar. Não temos de &#8216;tolerar&#8217; a diferença. Temos de viver com ela, e isso serve para ambos os lados, porque a diferença também tem de saber viver com aquilo a que muitos chamam &#8216;normalidade&#8217;. Vamos fazer este exercício, nem que seja porque está aí o Natal. A vida do Zé continuará depois desta entrevista. A nossa também. Era bom que o alerta feito servisse pelo menos para pensar. Se não for durante muito tempo, que seja só quando se olha para a capa. Acredito que quem a imaginou já considera isso uma vitória. Digo eu!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>LEIAM TAMBÉM UM DESTES ARTIGOS:</p>
<ul>
<li><a href="https://euclaudio.com/neste-natal-vou-fazer-diferente-um-momento-que-fica-para-sempre/">… NESTE NATAL VOU FAZER DIFERENTE. (UM MOMENTO QUE FICA PARA SEMPRE!)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/com-um-olho-no-amor-o-outro-na-vontade-de-ser-amado/">… COM UM OLHO NO AMOR (O OUTRO NA VONTADE DE SER AMADO)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/a-judite-e-a-canalhice-que-lhe-fizeram/">… A JUDITE ( E A CANALHICE QUE LHE FIZERAM)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/o-vestido-rosa-nos-primeiros-passos-da-leonor/">… O VESTIDO ROSA (NOS PRIMEIROS PASSOS DA LEONOR)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/chegou-o-outono-depois-de-outros-outonos/">… CHEGOU O OUTONO (DEPOIS DE OUTROS OUTONOS)</a></li>
<li><a href="https://euclaudio.com/a-entrevista-por-tras-da-entrevista/">… A ENTREVISTA (POR TRÁS DA ENTREVISTA)</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
