… Bem vindo de volta pai Tony!

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… Honestamente acho que todos esperávamos com vontade o regresso de Tony Carreia aos palcos. Pelo menos os amigos e aqueles que o seguem com atenção. Foi comovente ver o artista entrar no palco do Casino Estoril e ser recebido de pé por todos aqueles que quiserem testemunhar o momento. E foram muitos. Devo dizer que este seu primeiro espectáculo depois de tudo o que aconteceu teve seguramente a olhar atento da filha Sara, e de verdade o digo porque ao longo de todo o tempo o Tony foi bem disposto, engraçado, profissional, emotivo e comovente. Talvez arrisque dizer que em nenhum de outros espectáculos seus o tenha visto tão ‘conversador’ e sem receio das palavras. Gostei muito de o ver, de o ouvir e de o sentir. Teve, claro, alguns momentos com a fragilidade que se esperava e que reconheceu pedindo desculpa a todos se eventualmente alguma coisa não tivesse corrido tão bem. Mas correu. A verdade é que correu tudo bem. O espectáculo já sabemos que tem o rigor que Tony exige sempre. Impecável, devidamente ilustrada num jogo de luzes e imagens que nos ajudavam a viajar por cada canção, a sua banda de sempre ali presente e ainda mais cúmplices que antes. Os amigos na platéia tiveram direito a palavras do artista. Goucha, Júlia Pinheiro, Jorge Jesus, Quim Barreiros, Fernando Mendes, Toy… e muitos outros que não se conseguiram identificar, porque como Tony diz ‘por baixo da máscara fica mais complicado’. A assistir os filhos, as noras e a neta que num impulso sentiu vontade de ir dizer qualquer coisa ao avô emocionado, atravessando a sala, subindo ao palco, interrompeu uma canção, disse o que tinha a dizer e correu para o colo a mãe.. foi um momento bonito. Seguramente foi o concerto mais difícil que Tony deu na vida, a energia na sala era uma energia boa de gente que estava alinhada para o ver, apoiar e testemunhar de perto aquilo que a família quer; que a Associação Sara Carreira tenha vindo para ficar e ajude a mudar a vida de jovens com sonhos por cumprir. Há muitos anos que tenho uma admiração grande pelo Tony, para lá do que se diga, para lá do que se acha, para lá de ter virado moda. Sempre gostei dele, sempre admirei a sua forma de estar na profissão e no meio. Gosto de o saber exigente com o que faz porque quando ele exigia um palco grande com equipamento à altura estava a abrir caminho para que muitos artistas como ele tenham o mesmo espaço e condições e não se contentem com menos, porque a arte não tem que ser tratada de forma diferente só porque é para massas ou para nichos. Há muitos anos, pelas mãos do grande Manolo Bello produtor, descobri quem era de verdade este ser humano que faz muito, por muitos para lá do que se vê. Percebi que Tony Carreira demorou anos a ser aceite por pessoas no seu País, porque muitos se achavam melhor que ele, mas foi impossível resistir porque o público já estava em grande escala rendido às evidências. É um artista. Não se gaba de ter uma excelente voz nem ser o melhor do mundo. Não se envaidece com feitos que não são dele, não se coloca num pedestal. É um artista à altura do seu público que deixou todos aliviados quando anunciou neste espectáculo que não vai deixar de cantar, pelo contrário, é onde se sente bem e é do que precisa. Emocionou todos quando abertamente disse que ‘não é a morte que acaba com o amor’. Bem vindo de volta, pai Tony!

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