… Adeus 2017 (Olá, 2018!)

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… Não tenho a ilusão de que com a chegada de um novo ano tudo muda. Não partilho da euforia quase histérica da animação geral à meia-noite em ponto, como se minutos antes tudo fosse o caos e de repente, por conta dos ponteiros do relógio, entrássemos na cápsula do tempo e tudo mudasse! Não acredito nisso. Não gosto da confusão obrigatória das festas deste dia. Opto, sempre que posso, por viajar, aproveitar os dias para fazer algo diferente. Acredito mais nisso do que na mudança radical com a passagem da meia-noite. Acredito que a data sirva para reflexão e renovação. É nisso que aposto. Em renovar as energias e acreditar que o ano novo será melhor, diferente e mágico. A saúde é o mais importante, sem ela nada nos é permitido. Quero-a. Muito e a toda a hora, para mim e para os meus! Mas também quero muito ver os olhos lindos da minha filha sempre despertos para o mundo, a perguntar tudo e mais alguma coisa e a crescer serenamente e feliz. Quero apresentar-lhe pedacinhos de mundo e vê-la crescer com isso, a ela e às minhas sobrinhas. No ano novo, quero continuar a acreditar em milagres e quero mais desafios profissionais para me sentir vivo e útil. Vou ainda ser mais selectivo nas pessoas que se cruzam comigo. Vou jantar mais vezes com os meus amigos, quero deixar de comer pão! Vou ter vinho tinto em casa porque um copo ao serão me sabe bem. Quero ir ao ginásio com disciplina mas sem sacrifício (acho difícil).Vou tentar estar menos tempo no computador ou pendurado no telefone. Vou estar atento a gente que me ensine coisas novas. Talvez consiga começar a fazer yoga. Quero falar inglês fluente. Quero fazer férias na Grécia e conhecer Nova York. Quero bronzear o corpo com o sol e ir muitas vezes à praia. Quero ir mais vezes ao teatro, quero ver mais concertos e ter mais tempo para ler. Quero acreditar que este ano vai ser positivo. O que passou foi um ano sereno. Levo comigo as lições, as coisas e as pessoas boas que Ele me deu. Pessoalmente conseguiu surpreender-me quando não estava à espera e provei que sou capaz de me superar, que o caminho segue sempre em frente, mesmo que por atalhos. Vivi emoções novas, lugares diferentes. Iludi-me e desiludi-me, mas acho que isto fará sempre parte de todos os anos. Trabalhei muito e foi no trabalho que me escondi para fingir que estava tudo bem, quando de vez em quando não estava. Na verdade não me posso queixar do ano porque seria muito injusto com tudo o que vejo à volta e com tudo o que tive dentro dele. Tenho 44 anos, todos os sonhos do mundo ainda por realizar, o que só é possível com saúde. Que não nos falte. A saúde e a coragem. Despeço-me deste ano com a noção de que passou muito rápido. Não sei se foi impressão só minha. Adeus, 2017! Que tenham um grande 2018!

Eu, Cláudio!

 

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